Consulte o CID10 - Sanar Pós

CID P36: Septicemia bacteriana do recém-nascido

P360
Septicemia do recém-nascido devida a estreptococo do grupo B
P361
Septicemia do recém-nascido devida a outros estreptococos e aos não especificados
P362
Septicemia do recém-nascido devida ao Stafilococcus aureus
P363
Septicemia do recém-nascido devida a outros estafilococos e aos não especificados
P364
Septicemia do recém-nascido devida a Escherichia coli
P365
Septicemia do recém-nascido devida a anaeróbios
P368
Outras septicemias bacterianas do recém-nascido
P369
Septicemia bacteriana não especificada do recém-nascido

Mais informações sobre o tema:

Definição

A sepse bacteriana do recém-nascido é uma condição clínica grave caracterizada por uma resposta inflamatória sistêmica desregulada a uma infecção bacteriana, ocorrendo no período neonatal (primeiros 28 dias de vida). Esta condição resulta da invasão da corrente sanguínea por patógenos bacterianos, levando a uma cascata de eventos imunológicos e inflamatórios que podem progredir para disfunção orgânica múltipla. A sepse neonatal é uma causa significativa de morbimortalidade em todo o mundo, particularmente em prematuros e recém-nascidos de baixo peso, devido à imaturidade do sistema imunológico e barreiras cutâneo-mucosas. A epidemiologia varia globalmente, com maior incidência em regiões de baixa renda, onde fatores como assistência ao parto inadequada e acesso limitado a cuidados intensivos contribuem para desfechos adversos.

Descrição clínica

A sepse bacteriana do recém-nascido manifesta-se com sinais e sintomas inespecíficos, incluindo instabilidade térmica (hipotermia ou hipertermia), letargia, irritabilidade, recusa alimentar, vômitos, distensão abdominal, taquipneia, cianose, taquicardia ou bradicardia, e alterações no tônus muscular. Em casos graves, pode evoluir para choque séptico, caracterizado por hipotensão persistente, perfusão periférica inadequada e oligúria. A apresentação clínica pode ser súbita ou insidiosa, dependendo do patógeno, tempo de exposição e fatores de risco do neonato. A avaliação requer alta suspeição clínica, especialmente em recém-nascidos com fatores de risco como prematuridade, rotura prolongada de membranas ou infecção materna.

Quadro clínico

O quadro clínico da sepse bacteriana do recém-nascido é variável, podendo incluir sinais gerais como febre ou hipotermia, letargia, sucção débil, icterícia, e alterações cutâneas (petéquias ou livedo). Sinais respiratórios como taquipneia, apneia e gemência são frequentes, enquanto manifestações gastrointestinais incluem vômitos, diarreia e distensão abdominal. Em estágios avançados, observa-se instabilidade hemodinâmica com hipotensão, taquicardia ou bradicardia, tempo de enchimento capilar prolongado e oligúria. A progressão para choque séptico e disfunção orgânica múltipla é comum em casos não tratados, exigindo intervenção imediata em unidade de terapia intensiva neonatal.

Complicações possíveis

Choque séptico

Estado de hipoperfusão tecidual com hipotensão refratária, requiring suporte vasopressor e ventilatório.

Disfunção orgânica múltipla

Falência de órgãos como pulmões (SDRA), rins (IRA), fígado e sistema cardiovascular.

Meningite

Extensão da infecção para o sistema nervoso central, leading a sequelas neurológicas.

Necrose tubular aguda

Lesão renal isquêmica ou tóxica resultante da hipoperfusão e inflamação sistêmica.

Epidemiologia

A sepse bacteriana do recém-nascido tem uma incidência global estimada em 1 a 5 casos por 1000 nascidos vivos, com taxas mais altas em países em desenvolvimento. Fatores de risco incluem prematuridade, baixo peso ao nascer, rotura prolongada de membranas, corioamnionite e infecção materna. A mortalidade é significativamente maior em regiões com recursos limitados de saúde. Dados epidemiológicos destacam a importância de estratégias preventivas, como rastreamento e profilaxia para Streptococcus do grupo B em gestantes.

Prognóstico

O prognóstico da sepse bacteriana do recém-nascido depende de fatores como precocidade do diagnóstico, adequação do tratamento antimicrobiano, presença de comorbidades e suporte intensivo. A mortalidade varia de 10% a 50%, sendo maior em prematuros e casos com choque séptico. Sequelas a longo prazo podem incluir deficits neurodesenvolvimentais, perda auditiva e doença pulmonar crônica. Intervenções precoces com antibioticoterapia empírica e suporte hemodinâmico melhoram os desfechos.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.

Sobre a Sanar: A Sanar é uma das maiores plataformas de educação médica da América Latina...

📚💻 Não perca o ritmo!

Preencha o formulário e libere o acesso ao banco de questões 🚀