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CID P00: Feto e recém-nascido afetados por afecções maternas, não obrigatoriamente relacionadas com a gravidez atual

P000
Feto e recém-nascido afetados por transtornos maternos hipertensivos
P001
Feto e recém-nascido afetados por doenças maternas renais e das vias urinárias
P002
Feto e recém-nascido afetados por doenças infecciosas e parasitárias da mãe
P003
Feto e recém-nascido afetados por outras doenças circulatórias e respiratórias maternas
P004
Feto e recém-nascido afetados por transtornos nutricionais maternos
P005
Feto e recém-nascido afetados por traumatismo materno
P006
Feto e recém-nascido afetados por intervenção cirúrgica na mãe
P007
Feto e recém-nascido afetados por outros procedimentos médicos na mãe, não classificados em outra parte
P008
Feto e recém-nascido afetados por outras afecções maternas
P009
Feto e recém-nascido afetados por afecção materna não especificada

Mais informações sobre o tema:

Definição

A categoria P00 da CID-10 refere-se a condições no recém-nascido que são atribuídas a fatores maternos, sem evidência de doença própria no neonato. Essas condições abrangem uma ampla gama de influências maternas, como doenças infecciosas, condições crônicas, exposições a substâncias ou complicações da gravidez, que podem afetar o feto durante a gestação, parto ou período neonatal imediato. A fisiopatologia envolve mecanismos como transmissão transplacentária de patógenos, efeitos de toxinas, desequilíbrios metabólicos ou hipóxia, resultando em manifestações como baixo peso ao nascer, prematuridade ou alterações adaptativas. Epidemiologicamente, é uma causa significativa de morbimortalidade neonatal, especialmente em regiões com alta prevalência de condições maternas não controladas, como hipertensão ou diabetes, com impacto variável dependendo do acesso a cuidados pré-natais.

Descrição clínica

O recém-nascido pode apresentar sinais inespecíficos ou específicos relacionados à condição materna subjacente, como irritabilidade, letargia, dificuldade respiratória, icterícia, ou alterações no crescimento (ex.: restrição de crescimento intrauterino). A apresentação clínica é heterogênea e depende do tipo de exposição materna; por exemplo, infecções maternas podem levar a sepse neonatal, enquanto diabetes materna pode causar macrossomia ou hipoglicemia. O diagnóstico é baseado na história materna e na exclusão de doenças primárias no neonato, exigindo avaliação cuidadosa para diferenciar de outras afecções perinatais.

Quadro clínico

O quadro clínico é variável, podendo incluir: baixo peso ao nascer, prematuridade, distress respiratório, hipoglicemia, hiperbilirrubinemia, letargia, choro fraco, dificuldade de alimentação, ou sinais de infecção congênita (ex.: petéquias, hepatomegalia). Em casos de exposição a toxinas, podem ocorrer anomalias congênitas ou síndrome de abstinência neonatal. A gravidade depende da duração e intensidade da exposição materna, com alguns neonatos assintomáticos no período inicial.

Complicações possíveis

Síndrome do desconforto respiratório

Devido à prematuridade induzida por condições maternas como pré-eclâmpsia, requerendo suporte ventilatório.

Hipoglicemia neonatal

Comum em filhos de mães diabéticas, podendo levar a convulsões e danos neurológicos se não tratada.

Sepse neonatal

Resultante de infecções maternas não tratadas, com risco de choque e óbito.

Restrição de crescimento intrauterino

Leva a baixo peso ao nascer, aumentando a susceptibilidade a infecções e atrasos no desenvolvimento.

Encefalopatia hipóxico-isquêmica

Secundária a asfixia perinatal em condições como insuficiência placentária, com sequelas motoras e cognitivas.

Epidemiologia

A prevalência é significativa globalmente, estimando-se que condições maternas afetem até 10-20% dos recém-nascidos, com maior incidência em países de baixa e média renda devido a barreiras no acesso à saúde. Fatores como diabetes gestacional, hipertensão e infecções são comuns; no Brasil, dados do SINASC indicam que complicações maternas contribuem para altas taxas de morbidade neonatal. A mortalidade associada é maior em prematuridade extrema ou infecções não controladas.

Prognóstico

O prognóstico é variável, dependendo da condição materna subjacente, tempo de exposição, qualidade do cuidado pré-natal e neonatal. Neonatos com exposições leves ou bem manejadas podem ter evolução favorável, enquanto aqueles com exposições graves (ex.: infecções congênitas não tratadas) podem desenvolver sequelas a longo prazo, como deficiências neurodesenvolvimentais. A intervenção precoce melhora os desfechos, com taxas de sobrevida superiores a 95% em settings com recursos adequados, conforme dados epidemiológicos.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.

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