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CID O60: Trabalho de parto pré-termo

O600
Trabalho de parto pré-termo sem parto
O601
Trabalho de parto pré-termo com parto pré-termo
O602
Trabalho de parto pré-termo com parto a termo

Mais informações sobre o tema:

Definição

O trabalho de parto prematuro (TPP) é definido como o início regular de contrações uterinas, associado a alterações cervicais progressivas (dilatação e/ou apagamento), que ocorre antes da 37ª semana completa de gestação. É uma condição obstétrica crítica, representando a principal causa de morbimortalidade neonatal em todo o mundo, com implicações significativas para o desenvolvimento neurológico e respiratório do recém-nascido. A fisiopatologia envolve uma cascata de eventos que levam à ativação precoce do miométrio, frequentemente desencadeada por infecções, distensão uterina excessiva ou fatores imunológicos. Epidemiologicamente, afeta aproximadamente 10% de todas as gestações, com variações regionais influenciadas por fatores socioeconômicos e acesso a cuidados pré-natais.

Descrição clínica

O trabalho de parto prematuro caracteriza-se por contrações uterinas regulares (com frequência de pelo menos 4 em 20 minutos ou 8 em 60 minutos), acompanhadas de modificações cervicais como dilatação ≥2 cm ou apagamento ≥80%. Pode ser associado a sintomas como dor lombar, pressão pélvica, aumento de secreção vaginal ou rotura prematura de membranas. A apresentação clínica varia desde formas subclínicas até quadros agudos, exigindo avaliação imediata para confirmar o diagnóstico e instituir medidas tocolíticas quando indicadas.

Quadro clínico

O quadro clínico inclui contrações uterinas regulares e dolorosas, com frequência progressiva, associadas a alterações cervicais (dilatação e apagamento). Sintomas adicionais podem incluir dor lombar, pressão pélvica, aumento de secreção vaginal aquosa ou sanguinolenta, e em casos de rotura de membranas, perda de líquido amniótico. A apresentação pode ser aguda ou insidiosa, e a avaliação deve incluir monitorização das contrações e exame físico para detecção de sinais de infecção ou sofrimento fetal.

Complicações possíveis

Síndrome do desconforto respiratório neonatal

Insuficiência respiratória devido à imaturidade pulmonar do recém-nascido pré-termo.

Hemorragia intraventricular

Sangramento no cérebro do neonato, associado à fragilidade vascular em prematuros.

Enterocolite necrosante

Inflamação intestinal grave no recém-nascido, com risco de perfuração e sepse.

Sepse neonatal

Infecção sistêmica no recém-nascido, frequentemente relacionada a corioamnionite materna.

Paralisia cerebral

Deficiência motora devido a lesões cerebrais no período perinatal.

Epidemiologia

O trabalho de parto prematuro ocorre em aproximadamente 10% das gestações globalmente, com taxas mais altas em países de baixa e média renda. No Brasil, a prevalência é estimada em 11,5%, contribuindo para 75% da mortalidade perinatal. Fatores de risco incluem história prévia de prematuridade, gestações múltiplas, infecções, tabagismo e baixo índice socioeconômico.

Prognóstico

O prognóstico depende da idade gestacional ao nascimento, adequação do manejo e presença de comorbidades. Recém-nascidos pré-termo tardio (34-36 semanas) geralmente têm bons desfechos, enquanto aqueles abaixo de 28 semanas apresentam alto risco de morbidades neurológicas e respiratórias. Intervenções como corticoterapia antenatal e tocolíticos podem melhorar os resultados, mas a prematuridade permanece uma causa significativa de mortalidade infantil.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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