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CID T71: Asfixia
T71
Asfixia
Mais informações sobre o tema:
Definição
A asfixia é uma condição clínica caracterizada pela interrupção ou insuficiência da oxigenação tecidual, resultante da falência na troca gasosa pulmonar ou na entrega de oxigênio aos tecidos. Pode ser classificada em asfixia mecânica (por obstrução das vias aéreas, compressão torácica ou ambiental) e asfixia não-mecânica (por deficiência de oxigênio no ar inspirado, como em ambientes confinados). A fisiopatologia envolve hipóxia, hipercapnia e acidose metabólica, com danos celulares irreversíveis após 4-6 minutos de anóxia cerebral completa. O impacto clínico varia desde sintomas leves até parada cardiorrespiratória e morte encefálica, sendo uma emergência médica com alta mortalidade se não tratada prontamente. Epidemiologicamente, é comum em acidentes, tentativas de suicídio, afogamentos e em populações vulneráveis como crianças e idosos.
Descrição clínica
A asfixia resulta da incapacidade de realizar trocas gasosas adequadas, levando à hipóxia tecidual e hipercapnia. Pode ser aguda ou crônica, com manifestações que dependem da causa, duração e gravidade. Em casos agudos, há rápida deterioração neurológica e cardiovascular, enquanto formas crônicas podem apresentar sintomas insidiosos como fadiga e confusão. A avaliação clínica deve focar na identificação da causa subjacente e no manejo imediato da via aérea.
Quadro clínico
Sinais e sintomas incluem dispneia, cianose, agitação, confusão, perda de consciência, convulsões e parada cardiorrespiratória. Em casos de obstrução parcial, pode haver estridor, sibilos ou tosse. Exames físicos revelam taquipneia, taquicardia, hipotensão e sinais de esforço respiratório. A evolução é rápida, com deterioração em minutos se não houver intervenção.
Complicações possíveis
Lesão cerebral anóxica
Dano neuronal irreversível devido à privação prolongada de oxigênio, levando a déficits cognitivos, motores ou estado vegetativo.
Edema pulmonar pós-obstrutivo
Acúmulo de líquido nos alvéolos após alívio de obstrução aguda das vias aéreas, piorando a troca gasosa.
Arritmias cardíacas
Distúrbios do ritmo cardíaco, como fibrilação ventricular ou bradicardia, resultantes de hipóxia miocárdica.
Síndrome da angústia respiratória aguda (SDRA)
Insuficiência respiratória grave com infiltrados pulmonares bilaterais, podendo ocorrer como complicação tardia.
Morte encefálica
Cessação irreversível de todas as funções cerebrais, comum em casos de asfixia prolongada sem reanimação adequada.
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A asfixia é uma causa comum de morte acidental, especialmente em crianças (por aspiração de corpo estranho) e idosos (por disfagia). Dados do DATASUS mostram que causas externas, incluindo asfixia, respondem por significativa morbimortalidade no Brasil. Incidência varia com fatores regionais e socioeconômicos.
Prognóstico
Depende da duração e gravidade da hipóxia, tempo até a reanimação e presença de comorbidades. Em casos tratados precocemente, a recuperação pode ser completa, mas asfixia prolongada (>5 minutos) tem alto risco de sequelas neurológicas ou óbito. Fatores prognósticos incluem tempo de reanimação, resposta inicial ao tratamento e achados de neuroimagem.
Critérios diagnósticos
O diagnóstico é clínico, baseado na história de exposição a fatores de risco (como afogamento, estrangulamento ou ambiente hipóxico) e nos sinais de hipóxia aguda. Confirmação por gasometria arterial mostra hipoxemia (PaO2 45 mmHg) e acidose respiratória (pH <7,35). Imagens como radiografia de tórax podem identificar causas como aspiração ou edema pulmonar.
Diagnóstico diferencial
Condições que devem ser consideradas no diagnóstico diferencial
Parada cardiorrespiratória (I46)
Perda abrupta da função cardíaca e respiratória, muitas vezes secundária a arritmias ou infarto, sem necessariamente envolver obstrução das vias aéreas.
Diretrizes de Ressuscitação Cardiopulmonar da American Heart Association, 2020.
Edema agudo de pulmão (J81)
Acúmulo de líquido nos alvéolos, causando hipoxemia, mas geralmente associado a insuficiência cardíaca ou sobrecarga de volume.
UpToDate: 'Acute pulmonary edema in adults', 2023.
Estado de mal epiléptico (G41)
Crises epilépticas prolongadas que podem levar a hipóxia secundária, mas com foco em atividade convulsiva contínua.
Epilepsia, Vol. 56, Issue 10, 2015.
Overdose de opioides (T40.0-T40.2)
Depressão respiratória por ação central dos opioides, resultando em hipoventilação e hipóxia, sem obstrução mecânica.
WHO Guidelines on Management of Opioid Overdose, 2014.
Anafilaxia (T78.2)
Reação alérgica grave com edema de vias aéreas e broncoespasmo, levando a obstrução e hipóxia, mas com história de exposição a alérgenos.
Journal of Allergy and Clinical Immunology, Vol. 145, Issue 4, 2020.
Exames recomendados
Gasometria arterial
Avaliação de PaO2, PaCO2, pH e bicarbonato para confirmar hipoxemia, hipercapnia e acidose.
Diagnóstico e monitorização da gravidade da asfixia e resposta ao tratamento.
Radiografia de tórax
Imagem para identificar aspiração, edema pulmonar, pneumotórax ou outras anormalidades estruturais.
Avaliar causas pulmonares e complicações da asfixia.
Tomografia computadorizada de crânio
Exame de imagem cerebral para detectar edema, isquemia ou hemorragia secundária à hipóxia.
Avaliar danos neurológicos em pacientes com perda de consciência prolongada.
Eletrocardiograma
Registro da atividade elétrica cardíaca para identificar arritmias ou isquemia miocárdica.
Monitorar complicações cardiovasculares da hipóxia.
Laringoscopia ou broncoscopia
Visualização direta das vias aéreas para identificar obstruções por corpo estranho ou edema.
Diagnóstico e tratamento de causas mecânicas de asfixia.
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Orientar sobre riscos de asfixia em crianças (brinquedos pequenos) e idosos (disfagia), e treinamento em primeiros socorros.
Ambientes seguros
Evitar espaços confinados sem ventilação adequada, e usar equipamentos de proteção em ambientes com risco de deficiência de oxigênio.
Supervisão
Monitorar indivíduos com risco aumentado, como aqueles com distúrbios de deglutição ou histórico de tentativas de suicídio.
Vigilância e notificação
Casos de asfixia por causas externas (como acidentes ou violência) devem ser notificados ao sistema de vigilância epidemiológica local, conforme Portaria GM/MS nº 204/2016. Em suspeita de homicídio ou suicídio, notificar às autoridades policiais. Dados são usados para políticas de prevenção de acidentes.
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Intervenção deve ocorrer dentro de 4-6 minutos para prevenir danos neurológicos irreversíveis, com reanimação cardiopulmonar iniciada imediatamente.
Asfixia mecânica geralmente apresenta história de obstrução ou compressão, com sinais como estridor e uso de musculatura acessória, enquanto outras causas podem ter achados como estertores ou wheezing.
Incluem déficits cognitivos, distúrbios de movimento, estado vegetativo persistente ou morte encefálica, dependendo da duração e gravidade da hipóxia.
Editorial Sanarmed
Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.
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