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CID T50: Intoxicação por diuréticos e outras drogas, medicamentos e substâncias biológicas e as não especificadas

T500
Intoxicação por mineralocorticóides e seus antagonistas
T501
Intoxicação por diuréticos de alça
T502
Intoxicação por inibidores da anidrase carbônica, benzotiazidas e outros diuréticos
T503
Intoxicação por produtos que agem sobre o equilíbrio eletrolítico, calórico e hídrico
T504
Intoxicação por drogas que agem sobre o metabolismo do ácido úrico
T505
Intoxicação por inibidores do apetite
T506
Intoxicação por antídotos e quelantes não classificados em outra parte
T507
Intoxicação por analépticos e antagonistas dos receptores de opiáceos
T508
Intoxicação por agentes de diagnóstico
T509
Intoxicação por outras drogas, medicamentos e substâncias biológicas e as não especificadas

Mais informações sobre o tema:

Definição

Os efeitos tóxicos de drogas e substâncias referem-se a condições clínicas resultantes da exposição a agentes farmacológicos ou químicos que causam dano ao organismo, caracterizados por uma resposta adversa que pode ser dose-dependente ou idiossincrática. Esses efeitos abrangem desde reações leves até quadros graves, como insuficiência orgânica ou morte, e são classificados no CID-10 sob o código T50, que inclui intoxicações por medicamentos, substâncias biológicas e outros agentes. A natureza desses efeitos está intrinsecamente ligada à farmacocinética e farmacodinâmica das substâncias, podendo envolver mecanismos como superdosagem, interações medicamentosas, ou susceptibilidade individual. Epidemiologicamente, constituem uma causa significativa de morbimortalidade global, com incidência variável conforme a região, padrões de uso de drogas e acesso a cuidados de saúde, exigindo vigilância contínua e abordagem multidisciplinar para prevenção e manejo.

Descrição clínica

A descrição clínica dos efeitos tóxicos de drogas e substâncias é ampla e depende do agente envolvido, da dose, via de administração e fatores do hospedeiro. Geralmente, manifesta-se com sintomas como náuseas, vômitos, dor abdominal, alterações neurológicas (como sedação, agitação ou convulsões), distúrbios cardiovasculares (taquicardia, hipotensão ou arritmias), e comprometimento respiratório. Em casos graves, pode evoluir para falência de múltiplos órgãos, coma ou morte. A apresentação pode ser aguda, subaguda ou crônica, com sinais específicos relacionados à toxicidade da substância, como pupilas mióticas em opioides ou hipertermia em simpatomiméticos.

Quadro clínico

O quadro clínico é heterogêneo: intoxicação por benzodiazepínicos apresenta sedação e ataxia; por cocaína, taquicardia e hipertensão; por digoxina, arritmias e distúrbios visuais. Sintomas gerais incluem confusão, sudorese, e alterações gastrintestinais. Em crianças, pode haver apresentação atípica, como irritabilidade. A evolução depende da prontidão do tratamento, com risco de sequelas neurológicas ou orgânicas permanentes em exposições prolongadas.

Complicações possíveis

Insuficiência respiratória

Depressão do centro respiratório, requerendo suporte ventilatório.

Arritmias cardíacas

Taquiarritmias ou bradiarritmias com risco de parada cardíaca.

Falência hepática aguda

Necrose hepatocelular massiva, como em intoxicação por paracetamol.

Rabdomiólise

Lesão muscular com liberação de mioglobina, levando à insuficiência renal.

Síndrome serotoninérgica

Hiperatividade autonômica e neuromuscular em resposta a serotonérgicos.

Epidemiologia

Globalmente, intoxicações por drogas representam milhões de casos anuais, com maior incidência em adultos jovens e idosos. Dados da OMS indicam que envenenamentos são responsáveis por over 300.000 mortes anuais, sendo medicamentos uma causa comum. No Brasil, o SINITOX registra altas taxas de exposição a psicofármacos e agrotóxicos, com variações regionais.

Prognóstico

O prognóstico é variável, dependendo da substância, dose, tempo até o tratamento e comorbidades. Intoxicações leves têm bom prognóstico com suporte, enquanto casos graves (ex.: parada cardíaca) podem evoluir para óbito ou sequelas neurológicas. A mortalidade global é estimada em 1-5%, com melhor desfecho em intervenções precoces como descontaminação e antídotos.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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