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CID S90: Traumatismo superficial do tornozelo e do pé

S900
Contusão do tornozelo
S901
Contusão de artelho sem lesão da unha
S902
Contusão de artelho(s) com lesão da unha
S903
Contusão de outras partes e partes não especificadas do pé
S907
Traumatismos superficiais múltiplos do tornozelo e do pé
S908
Outros traumatismos superficiais do tornozelo e do pé
S909
Traumatismo superficial do tornozelo e do pé, não especificado

Mais informações sobre o tema:

Definição

O código S90 da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-10) refere-se a traumatismos superficiais que afetam a região do tornozelo e do pé, excluindo lesões mais profundas como fraturas, luxações ou ferimentos abertos. Esses traumatismos incluem contusões, escoriações, hematomas, e outras injúrias que não penetram além da pele e tecidos subcutâneos, podendo resultar de impactos diretos, torções, quedas ou acidentes. A fisiopatologia envolve dano tecidual local, com resposta inflamatória aguda, extravasamento vascular e ativação de mediadores de dor, levando a edema, equimose e limitação funcional. Epidemiologicamente, são comuns em todas as faixas etárias, com maior incidência em atividades esportivas, laborais e acidentes domésticos, representando uma causa frequente de atendimento em serviços de urgência e ortopedia.

Descrição clínica

Traumatismos superficiais do tornozelo e pé caracterizam-se por lesões que afetam a pele e estruturas subcutâneas, sem envolvimento ósseo ou articular profundo. Clinicamente, manifestam-se como dor localizada, edema, eritema, equimose, escoriações ou hematomas, podendo haver limitação da amplitude de movimento devido à dor e inflamação. A gravidade varia de leve a moderada, dependendo do mecanismo de trauma e da extensão do dano tecidual. Em casos de traumatismos repetitivos, pode ocorrer desenvolvimento de fibrose ou síndromes dolorosas crônicas. A avaliação deve incluir história detalhada do trauma, exame físico para descartar lesões associadas e, se necessário, exames complementares para excluir complicações.

Quadro clínico

O quadro clínico típico inclui dor localizada de início agudo pós-trauma, edema perifocal, equimose ou hematoma visível, e possível limitação funcional para deambulação ou movimentos do tornozelo e pé. Sinais como escoriações, abrasões ou contusões são comuns, sem evidências de deformidade óssea, crepitação ou instabilidade articular que sugiram fratura ou luxação. Em casos leves, os sintomas resolvem-se espontaneamente em alguns dias; em moderados, podem persistir por semanas, necessitando de intervenção. Sintomas sistêmicos são raros, mas em traumatismos extensos pode haver sinais de infecção secundária, como febre ou secreção purulenta.

Complicações possíveis

Infecção secundária

Desenvolvimento de celulite ou abscessos devido à quebra da barreira cutânea.

Hematoma organizado

Acúmulo de sangue que pode necessitar de drenagem ou evoluir para fibrose.

Dor crônica

Persistência de sintomas além do esperado, possivelmente devido a neuropatia ou fibrose.

Limitação funcional prolongada

Dificuldade na deambulação ou atividades diárias devido à dor residual.

Epidemiologia

Traumatismos superficiais do tornozelo e pé são frequentes globalmente, com incidência elevada em serviços de emergência. Dados epidemiológicos indicam que representam uma proporção significativa de lesões musculoesqueléticas, especialmente em adultos jovens devido a atividades esportivas e em idosos por quedas. No Brasil, são comuns em contextos urbanos e rurais, com variações sazonais. Fatores de risco incluem sexo masculino (maior envolvimento em atividades de risco), obesidade e profissões que exigem esforço físico.

Prognóstico

Geralmente favorável, com resolução espontânea em 1-2 semanas para casos leves a moderados. O prognóstico depende da extensão do trauma, idade do paciente, comorbidades (e.g., diabetes, doenças vasculares) e adesão ao tratamento. Complicações são raras, mas podem prolongar a recuperação. Em idosos ou imunossuprimidos, o risco de infecção é maior, necessitando monitoramento cuidadoso.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.

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