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CID S40: Traumatismo superficial do ombro e do braço

S400
Contusão do ombro e do braço
S407
Traumatismos superficiais múltiplos do ombro e do braço
S408
Outros traumatismos superficiais do ombro e do braço
S409
Traumatismo superficial não especificado do ombro e do braço

Mais informações sobre o tema:

Definição

O código S40 da Classificação Internacional de Doenças, 10ª Revisão (CID-10), refere-se a traumatismos superficiais da região do ombro e do braço, caracterizados por lesões que não envolvem estruturas profundas como ossos, articulações, nervos ou vasos sanguíneos de grande calibre. Esses traumatismos incluem contusões, escoriações, lacerações superficiais, hematomas e outras injúrias que afetam a pele, tecido subcutâneo ou músculos superficiais, resultando em dor, edema, equimose e limitação funcional transitória. A fisiopatologia envolve dano tecidual direto por forças externas, como impacto, queda ou compressão, desencadeando resposta inflamatória aguda com vasodilatação, extravasamento de fluidos e ativação de mediadores da dor. Epidemiologicamente, são comuns em todas as faixas etárias, com maior incidência em atividades esportivas, acidentes domésticos ou laborais, representando uma causa frequente de atendimento em serviços de urgência. O impacto clínico varia de leve desconforto a incapacidade temporária, exigindo avaliação para excluir lesões mais graves e orientar manejo adequado.

Descrição clínica

Traumatismos superficiais do ombro e braço manifestam-se clinicamente por dor localizada, sensibilidade à palpação, edema, equimose, eritema e possivelmente escoriações ou lacerações cutâneas. A amplitude de movimento pode estar limitada devido à dor ou edema, mas não há sinais de instabilidade articular, fratura ou comprometimento neurovascular significativo. A evolução é geralmente autolimitada, com resolução em dias a semanas, dependendo da extensão da lesão.

Quadro clínico

O quadro clínico inclui início agudo de dor no ombro ou braço após trauma, associada a edema local, equimose (que pode evoluir de vermelho para azul/verde/amarelo), sensibilidade aumentada à palpação e possíveis escoriações ou lacerações superficiais. Movimentos ativos e passivos podem exacerbara dor, mas não há crepitação óssea, deformidade evidente ou déficits neurológicos focais. Sintomas sistêmicos como febre são incomuns, a menos que haja infecção secundária.

Complicações possíveis

Hematoma infectado

Infecção secundária de coleção hemática, levando a celulite ou abscesso.

Síndrome compartimental

Aumento de pressão em compartimento muscular, embora raro em traumatismos superficiais, pode ocorrer se houver edema significativo.

Dor crônica

Persistência de sintomas dolorosos além do período esperado de cicatrização.

Epidemiologia

Traumatismos superficiais do ombro e braço são frequentes globalmente, com estimativas de incidência elevada em serviços de emergência. Dados do DATASUS indicam que lesões por causas externas representam parcela significativa de atendimentos, sendo comum em jovens do sexo masculino devido a atividades esportivas e acidentes. Fatores de risco incluem prática de esportes de contato, ocupações de risco e idade avançada (maior fragilidade tecidual).

Prognóstico

O prognóstico é geralmente favorável, com resolução completa na maioria dos casos em 1 a 3 semanas. Fatores como extensão do trauma, comorbidades (ex.: distúrbios coagulatórios) e adesão ao tratamento influenciam a recuperação. Complicações são raras, e a funcionalidade é restaurada com manejo conservador.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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