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CID S30: Traumatismo superficial do abdome, do dorso e da pelve

S300
Contusão do dorso e da pelve
S301
Contusão da parede abdominal
S302
Contusão dos órgãos genitais externos
S307
Traumatismos superficiais múltiplos do abdome, do dorso e da pelve
S308
Outros traumatismos superficiais do abdome, do dorso e da pelve
S309
Traumatismo superficial de parte não especificada do abdome, do dorso e da pelve

Mais informações sobre o tema:

Definição

O código S30 da CID-10 refere-se a traumatismos superficiais do abdome, dorso lombossacral e pelve, caracterizados por lesões que não penetram além da pele ou tecidos subcutâneos. Esses traumatismos incluem contusões, abrasões, hematomas, mordeduras e lacerações superficiais, resultantes de forças externas como quedas, impactos diretos ou acidentes. A fisiopatologia envolve dano tecidual localizado, com extravasamento sanguíneo e resposta inflamatória aguda, podendo evoluir para complicações como infecção ou dor crônica se não manejados adequadamente. Epidemiologicamente, são comuns em todas as faixas etárias, com maior incidência em homens jovens devido a atividades esportivas, laborais ou violência, representando uma parcela significativa dos atendimentos em serviços de emergência.

Descrição clínica

Traumatismos superficiais do abdome, dorso e pelve manifestam-se clinicamente por dor localizada, edema, equimose, eritema e possível limitação funcional. Em casos de mordeduras, há risco aumentado de infecção bacteriana, enquanto abrasões podem apresentar sangramento leve e contaminação. A avaliação deve focar na exclusão de lesões profundas ou associadas, como fraturas ou traumatismos de órgãos internos, que podem coexistir e requerer intervenção urgente.

Quadro clínico

Pacientes apresentam dor localizada, inchaço, discromia cutânea (equimose ou eritema), e em casos de abrasões ou lacerações, sangramento superficial. Sintomas sistêmicos são raros, mas febre ou sinais de sepse podem indicar complicação infecciosa. A palpação revela sensibilidade, e a mobilidade pode estar restrita devido à dor.

Complicações possíveis

Infecção da ferida

Desenvolvimento de celulite, abscessos ou sepse, especialmente em mordeduras ou feridas contaminadas.

Hematoma expansivo

Acúmulo sanguíneo que pode comprimir estruturas adjacentes, requerendo drenagem.

Dor crônica

Síndrome dolorosa persistente no local do trauma, podendo limitar atividades.

Fibrose tecidual

Formação de tecido cicatricial excessivo, leading to restrição de movimento.

Epidemiologia

Traumatismos superficiais do abdome, dorso e pelve são frequentes, representando cerca de 10-15% dos atendimentos por trauma em serviços de emergência. Incidência maior em homens entre 15-40 anos, associada a acidentes de trânsito, esportes e violência. Dados do DATASUS indicam milhares de casos anuais no Brasil, com variações regionais.

Prognóstico

Geralmente favorável, com resolução em dias a semanas com tratamento adequado. Complicações como infecção ou hematomas podem prolongar a recuperação. Fatores de risco para pior prognóstico incluem comorbidades, idade avançada e trauma de alta energia.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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