Consulte o CID10 - Sanar Pós

CID S16: Traumatismo de tendões e de músculos do pescoço

S16
Traumatismo de tendões e de músculos do pescoço

Mais informações sobre o tema:

Definição

O código S16 da Classificação Internacional de Doenças (CID-10) refere-se a traumatismos de tendões e músculos da região cervical, resultantes de forças externas como acidentes de trânsito, quedas, agressões ou lesões esportivas. Essas lesões envolvem estruturas anatômicas críticas para a estabilidade e mobilidade do pescoço, incluindo os músculos esternocleidomastoideo, escalenos, trapézio e os tendões associados, que podem sofrer estiramentos, lacerações ou rupturas. A fisiopatologia geralmente inclui mecanismos de hiperextensão, hiperflexão ou rotação forçada, levando a danos teciduais com inflamação, dor e limitação funcional. Clinicamente, essas lesões são significativas devido ao risco de comprometimento neurológico adjacente e impacto na qualidade de vida, exigindo avaliação cuidadosa para diferenciar de outras condições cervicais traumáticas. Epidemiologicamente, são comuns em contextos de trauma, com maior prevalência em adultos jovens e idosos, associadas a atividades de alto risco ou fragilidade musculoesquelética.

Descrição clínica

Lesões traumáticas que afetam especificamente os tendões e músculos da região cervical, sem envolvimento primário de ossos, nervos ou vasos sanguíneos. Podem variar de leves (como distensões) a graves (como rupturas completas), com manifestações clínicas dependentes da extensão do dano e das estruturas envolvidas. A avaliação requer exame físico detalhado e, em alguns casos, métodos de imagem para confirmar o diagnóstico e excluir complicações.

Quadro clínico

Dor cervical localizada ou difusa, agravada pelo movimento; rigidez muscular; edema e hematoma na região afetada; limitação da amplitude de movimento (especialmente flexão, extensão e rotação); possível presença de nódulos palpáveis ou depressões nos locais de ruptura tendinosa. Em casos graves, pode haver fraqueza muscular ou alterações sensoriais devido à irritação nervosa adjacente, mas sem déficits neurológicos focais típicos de lesões medulares.

Complicações possíveis

Dor cervical crônica

Persistência de sintomas além do período esperado de cicatrização, podendo resultar de lesões mal tratadas ou fibrose tecidual.

Instabilidade cervical funcional

Comprometimento da estabilidade muscular, levando a limitações de movimento e risco de novas lesões.

Síndrome do descondicionamento

Perda de força e flexibilidade devido à imobilização prolongada, afetando a reabilitação.

Compressão neurovascular secundária

Edema ou hematoma extenso que pode comprimir nervos ou vasos adjacentes, causando déficits transitórios.

Epidemiologia

Comum em contextos de trauma, com incidência estimada em 10-20% dos traumatismos cervicais, afetando principalmente adultos jovens (20-40 anos) envolvidos em acidentes ou esportes, e idosos devido à fragilidade tecidual. Dados do DATASUS indicam que traumatismos do pescoço representam cerca de 5% de todas as lesões traumáticas no Brasil, com S16 sendo uma subcategoria frequente.

Prognóstico

Geralmente bom para lesões leves a moderadas, com recuperação em semanas a meses com tratamento conservador adequado. Lesões graves, como rupturas completas, podem requerer intervenção cirúrgica e têm prognóstico reservado, com risco de sequelas funcionais ou dor crônica. Fatores como idade, comorbidades e adesão à reabilitação influenciam o desfecho.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.

Sobre a Sanar: A Sanar é uma das maiores plataformas de educação médica da América Latina...

📚💻 Não perca o ritmo!

Preencha o formulário e libere o acesso ao banco de questões 🚀