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CID S10: Traumatismo superficial do pescoço

S100
Contusão da garganta
S101
Outros traumatismos superficiais da garganta e os não especificados
S107
Traumatismos superficiais múltiplos do pescoço
S108
Traumatismo superficial de outras localizações do pescoço
S109
Traumatismo superficial do pescoço, parte não especificada

Mais informações sobre o tema:

Definição

O traumatismo do pescoço refere-se a qualquer lesão traumática que afeta as estruturas anatômicas da região cervical, incluindo pele, tecidos moles, músculos, vasos sanguíneos, nervos, laringe, traqueia e esôfago. Essas lesões podem resultar de mecanismos diversos, como acidentes automobilísticos, quedas, agressões físicas ou atividades esportivas, e variam em gravidade desde contusões leves até lesões com risco de vida, como comprometimento da via aérea ou dano vascular. A fisiopatologia envolve forças de impacto direto, compressão, tração ou penetração, podendo causar edema, hemorragia, ruptura tecidual ou compressão de estruturas vitais. Epidemiologicamente, é comum em contextos de trauma, com incidência elevada em populações jovens e do sexo masculino, frequentemente associada a politrauma. O impacto clínico inclui desde dor local até sequelas neurológicas ou respiratórias, exigindo avaliação imediata para prevenir complicações.

Descrição clínica

O traumatismo do pescoço apresenta um espectro clínico amplo, dependendo das estruturas envolvidas e da gravidade do trauma. Lesões superficiais podem manifestar-se como equimose, edema, lacerações ou abrasões, enquanto traumatismos mais profundos podem envolver comprometimento da via aérea (ex.: estridor, dispneia), disfonia ou disfagia devido a lesões laríngeas ou esofágicas, e sinais de dano vascular (ex.: hematoma expansivo, sopro carotídeo). Em casos graves, pode haver compressão medular cervical, resultando em déficits neurológicos. A avaliação deve incluir anamnese detalhada do mecanismo do trauma e exame físico minucioso para identificar sinais de alerta.

Quadro clínico

O quadro clínico varia conforme a extensão do trauma. Sintomas comuns incluem dor cervical localizada, rigidez, edema e equimose. Sinais de alarme incluem dispneia, estridor, alterações na voz (disfonia), dificuldade para deglutir (disfagia), hematoma expansivo, déficit neurológico (ex.: parestesias, fraqueza muscular) ou sinais de choque hemorrágico. Em traumas fechados, queixas como cefaleia e tontura podem estar presentes, enquanto em traumas penetrantes, pode haver feridas abertas, sangramento ativo ou enfisema subcutâneo. A evolução pode ser aguda, com piora rápida em lesões vasculares ou de via aérea, ou subaguda, com desenvolvimento de complicações como infecção ou fibrose.

Complicações possíveis

Obstrução da via aérea

Compressão ou edema da traqueia ou laringe, podendo levar a insuficiência respiratória aguda.

Hemorragia

Sangramento de vasos cervicais, com risco de choque hemorrágico ou formação de hematoma compressivo.

Lesão medular

Comprometimento da medula espinhal cervical, resultando em déficits neurológicos permanentes ou tetraplegia.

Infecção

Desenvolvimento de celulite, abscessos ou mediastinite, especialmente em traumas penetrantes ou com feridas contaminadas.

Disfunção deglutória ou vocal

Sequela de lesões esofágicas ou laríngeas, levando a disfagia crônica ou disfonia.

Epidemiologia

O traumatismo do pescoço é frequente em contextos de trauma, representando uma proporção significativa das lesões tratadas em serviços de emergência. Estima-se que ocorra em até 10-15% dos casos de trauma contuso, com maior incidência em adultos jovens (15-40 anos) e no sexo masculino. Acidentes de trânsito são a principal causa, seguidos por quedas e agressões. Em regiões urbanas, a violência interpessoal contribui para casos de trauma penetrante. Dados do DATASUS mostram variação sazonal, com picos em períodos de festividades ou aumento da mobilidade.

Prognóstico

O prognóstico do traumatismo do pescoço depende da gravidade das lesões, das estruturas envolvidas e da rapidez do tratamento. Traumas leves, como contusões superficiais, geralmente têm bom prognóstico com resolução em dias a semanas. Lesões moderadas a graves, envolvendo via aérea, vasos ou medula, podem resultar em sequelas permanentes ou óbito se não manejadas prontamente. Fatores como idade avançada, comorbidades e atraso no diagnóstico pioram o prognóstico. A reabilitação precoce pode melhorar os desfechos funcionais.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.

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