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CID N62: Hipertrofia da mama

N62
Hipertrofia da mama

Mais informações sobre o tema:

Definição

A hipertrofia da mama, classificada no CID-10 como N62, refere-se a um aumento excessivo e patológico do volume mamário, caracterizado por crescimento desproporcional do tecido glandular, adiposo e conjuntivo. Esta condição não se limita a variações fisiológicas, como as observadas na puberdade, gravidez ou lactação, mas representa uma expansão anormal que pode ser unilateral ou bilateral, frequentemente associada a desequilíbrios hormonais, fatores genéticos ou idiopáticos. A hipertrofia mamária patológica impacta significativamente a qualidade de vida, causando sintomas físicos como dor cervical, dorsal e nos ombros, sulcos nos ombros devido ao peso dos sutiãs, e limitações funcionais, além de efeitos psicossociais como baixa autoestima e ansiedade. Epidemiologicamente, é mais comum em mulheres, com pico de incidência na adolescência e na idade adulta jovem, podendo estar relacionada a condições como obesidade, uso de medicamentos hormonais ou síndromes raras, como a gigantomastia juvenil.

Descrição clínica

A hipertrofia da mama é uma condição clínica caracterizada por aumento volumétrico mamário além dos parâmetros normais para idade e constituição corporal, frequentemente definida como volume mamário superior a 400-500 gramas por mama ou que cause sintomas significativos. Pode ser classificada como simétrica ou assimétrica, com envolvimento predominantemente glandular, adiposo ou misto. O quadro inclui sinais como ptose mamária acentuada, pele esticada com estrias, e possível assimetria. A avaliação clínica deve diferenciar entre hipertrofia benigna e causas malignas, exigindo abordagem multidisciplinar em endocrinologia, mastologia e cirurgia plástica.

Quadro clínico

O quadro clínico da hipertrofia da mama inclui sintomas físicos e psicossociais. Fisicamente, os pacientes apresentam aumento mamário visível, frequentemente com ptose (queda da mama), dor cervical, dorsal e nos ombros devido ao peso excessivo, sulcos nos ombros por pressão do sutiã, e parestesias nos membros superiores. Podem ocorrer intertrigo (dermatite por fricção) no sulco inframamário, infecções cutâneas recorrentes, e limitações na mobilidade e atividades físicas. Psicossocialmente, há relatos de baixa autoestima, ansiedade, depressão e isolamento social. A condição pode ser estável ou progressiva, com exacerbações durante mudanças hormonais, como na puberdade ou gravidez.

Complicações possíveis

Dor musculoesquelética crônica

Devido ao peso excessivo das mamas, causando cervicalgia, dorsalgia e ombros doloridos, com possível desenvolvimento de alterações posturais.

Dermatite intertriginosa

Inflamação e infecção da pele no sulco inframamário, por umidade e fricção, podendo evoluir para infecções bacterianas ou fúngicas.

Limitações funcionais

Dificuldades em atividades físicas, mobilidade e realização de tarefas diárias, impactando a qualidade de vida e independência.

Distúrbios psicossociais

Ansiedade, depressão, baixa autoestima e isolamento social, relacionados à imagem corporal e ao desconforto físico.

Risco aumentado de úlceras por pressão

Em casos graves, a pressão contínua dos sutiãs pode levar a lesões cutâneas nos ombros e tórax.

Epidemiologia

A hipertrofia da mama é uma condição relativamente comum, com prevalência estimada em 1-5% das mulheres, dependendo dos critérios diagnósticos. É mais frequente em adolescentes e adultas jovens, com pico na segunda e terceira décadas de vida. Fatores de risco incluem obesidade, história familiar, uso de terapia hormonal (como anticoncepcionais) e condições endócrinas como hiperprolactinemia. A distribuição geográfica é global, sem predileção étnica clara. Dados epidemiológicos são limitados pela subnotificação, pois muitos casos são tratados como variações cosméticas. Em homens, a condição equivalente (ginecomastia) tem epidemiologia distinta, associada a alterações hormonais na puberdade ou idade avançada.

Prognóstico

O prognóstico da hipertrofia da mama varia conforme a causa e a abordagem terapêutica. Em casos idiopáticos ou hormonais, pode ser estável ou progressiva, com exacerbações durante eventos hormonais. O manejo clínico e cirúrgico geralmente melhora os sintomas físicos e a qualidade de vida, mas recidivas são possíveis, especialmente se fatores subjacentes não forem controlados. Complicações não tratadas podem levar a morbidade crônica. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, incluindo redução mamária cirúrgica, que oferece alívio duradouro na maioria dos casos, mas requer acompanhamento para monitorar recidivas ou complicações pós-operatórias.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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