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CID N47: Hipertrofia do prepúcio, fimose e parafimose
N47
Hipertrofia do prepúcio, fimose e parafimose
Mais informações sobre o tema:
Definição
A categoria N47 da CID-10 engloba três condições anatômicas e funcionais do prepúcio masculino: hipertrofia do prepúcio, fimose e parafimose. A hipertrofia do prepúcio refere-se ao aumento excessivo do tecido prepucial, frequentemente associado a edema crônico ou fibrose, podendo resultar em dificuldades de higiene e predisposição a infecções locais. A fimose é definida como a incapacidade de retrair o prepúcio sobre a glande, classificada em fisiológica (presente em lactentes e crianças pequenas, geralmente resolvendo-se espontaneamente) ou patológica (devido a cicatrizes, inflamação crônica ou condições dermatológicas como líquen escleroso). A parafimose constitui uma emergência urológica, caracterizada pelo estrangulamento da glande por um prepúcio retraído e não redutível, levando a edema, dor e risco de isquemia tecidual. Essas condições impactam significativamente a qualidade de vida, com implicações para a saúde sexual, urinária e psicológica, especialmente em populações pediátricas e idosas.
Descrição clínica
Condições anatômicas do prepúcio que variam desde alterações benignas até emergências urológicas, com manifestações clínicas que incluem dificuldade de retração prepucial, edema, dor, disúria e complicações infecciosas.
Quadro clínico
Fimose: dificuldade ou impossibilidade de retração do prepúcio, balonamento durante a micção, dor, eritema local e infecções recorrentes. Parafimose: dor intensa, edema marcado da glande e prepúcio, coloração arroxeada da glande, retenção urinária aguda e sinais de isquemia em casos avançados. Hipertrofia do prepúcio: aumento volumétrico do prepúcio, às vezes com edema persistente e queixa estética.
Complicações possíveis
Balanopostite recorrente
Infecções inflamatórias da glande e prepúcio devido ao acúmulo de esmegma e dificuldade de higiene.
Retenção urinária aguda
Obstrução do meato uretral por edema ou estenose, especialmente em parafimose.
Necrose da glande
Complicação grave da parafimose não tratada, com isquemia tecidual irreversível.
Carcinoma espinocelular
Risco aumentado em fimose crônica associada a líquen escleroso, devido à inflamação persistente.
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A fimose fisiológica é comum em recém-nascidos (cerca de 96%) e diminui com a idade, afetando menos de 1% dos adolescentes. A fimose patológica tem prevalência estimada em 0,6-1,5% em homens adultos, com pico em idosos devido a condições como diabetes e líquen escleroso. A parafimose é menos frequente, mas representa uma emergência urológica com incidência aumentada em populações institucionalizadas ou com cuidados deficientes.
Prognóstico
Geralmente bom com tratamento adequado. A fimose fisiológica tem resolução espontânea em até 90% das crianças até os 3 anos. Casos patológicos e parafimose requerem intervenção cirúrgica (circuncisão ou prepucioplastia) com altas taxas de sucesso. Complicações como necrose ou câncer são raras com diagnóstico e manejo precoces.
Critérios diagnósticos
Diagnóstico clínico baseado na história e exame físico. Para fimose: incapacidade de retrair o prepúcio sobre a glande após tentativa gentil. Para parafimose: prepúcio retraído e não redutível, com edema e alterações de coloração da glande. A hipertrofia é diagnosticada por inspeção visual e palpação. Em casos atípicos, biópsia pode ser indicada para excluir neoplasias ou dermatoses específicas.
Diagnóstico diferencial
Condições que devem ser consideradas no diagnóstico diferencial
Balanite/Balanopostite
Inflamação da glande e/ou prepúcio, frequentemente infecciosa (candidíase, bacteriana) ou irritativa, que pode simular ou coexistir com fimose.
UpToDate: 'Balanitis and balanoposthitis in adults'
Líquen escleroso (balanite xerótica obliterante)
Doença dermatológica crônica que causa fibrose e estenose do prepúcio, sendo uma causa comum de fimose patológica em adultos.
PubMed: PMID 28554333 - 'Lichen sclerosus: a review and practical approach'
Edema peniano de outras etiologias
Edema devido a insuficiência cardíaca, hipoproteinemia, linfedema ou reações alérgicas, que pode mimetizar hipertrofia do prepúcio.
Micromedex: 'Penile edema'
Tumor de pênis
Neoplasias malignas (ex.: carcinoma espinocelular) ou benignas que podem causar aumento localizado e dificuldade de retração prepucial.
Diretrizes Brasileiras de Câncer de Pênis - Sociedade Brasileira de Urologia
Frenulum breve
Encurtamento do freio peniano, que pode limitar a retração do prepúcio e ser confundido com fimose, mas com localização anatômica distinta.
ANVISA: 'Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas - Urologia'
Exames recomendados
Exame físico completo
Inspeção e palpação do pênis e prepúcio, avaliação da retratibilidade e busca de sinais de infecção ou isquemia.
Diagnóstico clínico e avaliação da gravidade.
Cultura de secreção uretral ou prepucial
Coleta de material para identificação de patógenos em casos de balanopostite associada.
Detecção de infecções bacterianas ou fúngicas.
Glicemia de jejum ou hemoglobina glicada
Dosagem de glicose sanguínea.
Rastreamento de diabetes mellitus, fator de risco para infecções e fimose.
Biópsia do prepúcio
Coleta de fragmento tecidual para análise histopatológica.
Confirmação de líquen escleroso ou exclusão de neoplasia em lesões atípicas.
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Retração suave do prepúcio e limpeza com água e sabão neutro, especialmente em crianças após resolução da fimose fisiológica.
Evitar retração forçada do prepúcio
Prevenção de trauma e parafimose, particularmente em lactentes e crianças.
Controle de comorbidades
Manejo rigoroso de diabetes mellitus e dermatoses como líquen escleroso para reduzir risco de fimose patológica.
Vigilância e notificação
Não é doença de notificação compulsória no Brasil. Recomenda-se vigilância em serviços de saúde para diagnóstico precoce, especialmente em grupos de risco (crianças, idosos, diabéticos). A parafimose requer notificação interna como evento adverso em procedimentos médicos.
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A fimose fisiológica é normal em lactentes, decorrente de adesões naturais entre prepúcio e glande, e resolve espontaneamente na maioria das crianças até os 3 anos. A fimose patológica resulta de cicatrizes, inflamação crônica (ex.: líquen escleroso) ou infecções, persistindo além da infância e requerendo tratamento.
A parafimose é uma emergência urológica. Inicie com analgesia e tentativa de redução manual por compressão da glande e manipulação suave. Se não redutível, considere punção de edema ou dorsal slit emergencial. Encaminhe para urologia para circuncisão eletiva posterior.
Sim, cremes de corticosteroides de baixa potência (ex.: betametasona 0,05%) são seguros e eficazes para fimose fisiológica ou leve, com aplicação diária por 4-8 semanas. Efeitos adversos locais são raros, mas deve-se monitorar para atrofia cutânea.
Editorial Sanarmed
Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.
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