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CID N18: Insuficiência renal crônica

N180
Doença renal em estádio final
N188
Outra insuficiência renal crônica
N189
Insuficiência renal crônica não especificada

Mais informações sobre o tema:

Definição

A doença renal crônica (DRC) é uma condição caracterizada por anormalidades estruturais ou funcionais dos rins, persistindo por pelo menos três meses, com implicações para a saúde. Ela envolve a perda progressiva e irreversível da função renal, frequentemente medida pela taxa de filtração glomerular (TFG) reduzida (<60 mL/min/1,73 m²) ou pela presença de marcadores de dano renal, como albuminúria. A DRC pode resultar de diversas etiologias, incluindo diabetes, hipertensão, glomerulonefrites e doenças hereditárias, levando a complicações sistêmicas como anemia, distúrbios minerais e ósseos, e aumento do risco cardiovascular. Epidemiologicamente, é um problema de saúde pública global, com prevalência crescente devido ao envelhecimento populacional e ao aumento de doenças crônicas, impactando significativamente a morbimortalidade e a qualidade de vida dos pacientes.

Descrição clínica

A DRC é uma enfermidade progressiva que afeta a homeostase renal, podendo ser assintomática nos estágios iniciais e evoluir para manifestações clínicas como fadiga, edema, hipertensão, alterações no volume urinário e sintomas urêmicos em fases avançadas. A progressão é variável, influenciada por fatores como controle da doença de base, adesão ao tratamento e presença de comorbidades. O manejo requer monitoramento contínuo da função renal e intervenções para retardar a progressão e tratar complicações.

Quadro clínico

Nos estágios iniciais (1-3), a DRC pode ser assintomática ou apresentar sintomas inespecíficos como fadiga e poliúria. Estágios avançados (4-5) manifestam-se com edema, hipertensão descontrolada, prurido, náuseas, vômitos, confusão mental e sinais de sobrecarga volêmica. A síndrome urêmica inclui pericardite, neuropatia e distúrbios hemorrágicos. A apresentação varia conforme a causa subjacente e a velocidade de progressão.

Complicações possíveis

Doença cardiovascular

Aumento do risco de infarto, acidente vascular cerebral e insuficiência cardíaca devido a fatores como hipertensão e dislipidemia.

Anemia

Resultante da deficiência de eritropoietina, levando a fadiga e redução da capacidade funcional.

Distúrbio mineral e ósseo da DRC

Alterações no metabolismo do cálcio, fósforo e vitamina D, causando osteodistrofia renal e calcificações vasculares.

Acidose metabólica

Acúmulo de ácidos devido à incapacidade renal de excretar íons hidrogênio, agravando a progressão da doença.

Desnutrição proteico-energética

Perda de massa muscular e desnutrição associada à restrição dietética e estado inflamatório crônico.

Epidemiologia

A DRC afeta aproximadamente 10% da população global, com maior prevalência em idosos, diabéticos e hipertensos. No Brasil, estima-se que milhões de indivíduos tenham a doença, com subdiagnóstico comum. A incidência aumenta com o envelhecimento e a epidemia de doenças crônicas, representando um custo significativo para os sistemas de saúde.

Prognóstico

O prognóstico da DRC varia conforme o estágio, controle dos fatores de risco e adesão ao tratamento. Estágios iniciais podem ter progressão lenta com intervenções adequadas, enquanto estágios avançados (4-5) frequentemente evoluem para terapia renal substitutiva (diálise ou transplante). A mortalidade é elevada, principalmente por causas cardiovasculares. Fatores como idade, comorbidades e nível de albuminúria influenciam a sobrevida.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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