Redação Sanar
CID M86: Osteomielite
M860
Osteomielite aguda hematogênica
M861
Outra osteomielite aguda
M862
Osteomielite subaguda
M863
Osteomielite crônica multifocal
M864
Osteomielite crônica com seio drenante
M865
Outra osteomielite crônica hematogênica
M866
Outra osteomielite crônica
M868
Outra osteomielite
M869
Osteomielite não especificada
Mais informações sobre o tema:
Definição
A osteomielite é uma infecção piogênica do osso, caracterizada pela invasão e destruição do tecido ósseo por microrganismos patogênicos, frequentemente bactérias, mas podendo envolver fungos ou micobactérias. Esta condição pode afetar qualquer osso, sendo mais comum em ossos longos como fêmur e tíbia, e pode ser classificada como aguda, subaguda ou crônica, dependendo da duração e características clínicas. A infecção geralmente ocorre por via hematogênica, contígua ou direta (pós-traumática ou pós-cirúrgica), levando a inflamação, necrose óssea e formação de sequestros. Epidemiologicamente, a incidência varia com a idade e fatores de risco, como diabetes, imunossupressão ou trauma, com impactos significativos na morbidade, incluindo dor persistente, deformidades e risco de amputação em casos graves.
Descrição clínica
A osteomielite apresenta um espectro clínico que varia de agudo a crônico, com manifestações dependentes da via de infecção, localização anatômica e estado imunológico do paciente. Na forma aguda, os sintomas incluem dor localizada intensa, edema, eritema, calor e febre, podendo evoluir para abscessos e fistulização. Na forma crônica, há dor intermitente, drenagem purulenta, deformidades ósseas e sinais sistêmicos menos proeminentes. A infecção pode levar a complicações como fraturas patológicas, artrite séptica ou disseminação hematogênica, exigindo abordagem multidisciplinar para manejo adequado.
Quadro clínico
O quadro clínico da osteomielite varia conforme a forma: aguda (sintomas com menos de 2 semanas) inclui dor local intensa, febre, mal-estar, edema e eritema; subaguda (2 semanas a 3 meses) pode apresentar dor leve a moderada com poucos sinais sistêmicos; crônica (mais de 3 meses) caracteriza-se por dor intermitente, fistulas com drenagem purulenta, deformidades ósseas e sinais inflamatórios locais. Em crianças, é comum claudicação e recusa em deambular, enquanto em adultos, especialmente com comorbidades como diabetes, pode haver ulceração cutânea sobre o osso afetado.
Complicações possíveis
Formação de sequestro e fistulas
Fragmentos ósseos necróticos que perpetuam a infecção e podem drenar espontaneamente através da pele.
Fraturas patológicas
Fragilidade óssea devido à destruição, levando a fraturas com trauma mínimo.
Amputação
Necessária em casos de infecção irrefratável ou necrose extensa, especialmente em pacientes com comorbidades.
Artrite séptica
Extensão da infecção para articulações adjacentes, com risco de destruição articular.
Sepse
Disseminação hematogênica da infecção, podendo levar a falência de múltiplos órgãos.
Aprimore sua prática clínica
Aprenda com especialistas que atuam nos maiores hospitais do país.
Epidemiologia
A osteomielite tem uma incidência anual estimada de 1-5 casos por 10.000 indivíduos em países desenvolvidos, com variações regionais. É mais comum em crianças (pico entre 5-14 anos) e idosos, com predomínio masculino. Fatores de risco incluem trauma, cirurgia ortopédica, diabetes mellitus, imunossupressão, uso de drogas intravenosas e desnutrição. No Brasil, dados do DATASUS indicam aumento de casos em populações com acesso limitado a saúde, destacando a importância de vigilância em grupos vulneráveis.
Prognóstico
O prognóstico da osteomielite depende da precocidade do diagnóstico, adequação do tratamento, virulência do patógeno e comorbidades do paciente. Formas agudas tratadas precocemente com antibioticoterapia adequada têm taxa de cura de 70-90%, enquanto casos crônicos ou associados a dispositivos ortopédicos apresentam maior risco de recorrência (20-30%). Complicações como sequestros ou infecções por patógenos multirresistentes pioram o prognóstico, podendo exigir intervenções cirúrgicas repetidas. Em pacientes imunocomprometidos ou com diabetes, o prognóstico é reservado devido à dificuldade de controle infeccioso.
Perguntas Frequentes
Editorial Sanarmed
Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.
Sobre a Sanar: A Sanar é uma das maiores plataformas de educação médica da América Latina...