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CID M79: Outros transtornos dos tecidos moles, não classificados em outra parte

M790
Reumatismo não especificado
M791
Mialgia
M792
Nevralgia e neurite não especificadas
M793
Paniculite não especificada
M794
Hipertrofia do coxim gorduroso (infrapatelar)
M795
Corpo estranho residual no tecido mole
M796
Dor em membro
M797
Fibromialgia
M798
Outros transtornos especificados dos tecidos moles
M799
Transtorno dos tecidos moles não especificado

Mais informações sobre o tema:

Definição

A categoria M79, conforme a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-10), engloba uma variedade de transtornos dos tecidos moles que não são classificados em outras categorias específicas do capítulo de doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo. Esses transtornos incluem condições como mialgias, fibromialgia, síndromes dolorosas regionais e outras afecções não especificadas dos tecidos moles, como músculos, tendões, ligamentos, fáscias e bursas. A natureza desses distúrbios é frequentemente caracterizada por dor, desconforto ou disfunção, podendo ser aguda ou crônica, com impacto significativo na qualidade de vida e na capacidade funcional dos pacientes. Epidemiologicamente, são comuns na prática clínica, especialmente em contextos de atenção primária e reumatologia, com prevalência variável conforme a população e fatores de risco associados, como idade, ocupação e comorbidades.

Descrição clínica

Os transtornos classificados em M79 apresentam-se clinicamente com sintomas predominantemente dolorosos e funcionais nos tecidos moles. A dor pode ser localizada ou difusa, associada a sensibilidade à palpação, rigidez, edema ou limitação da amplitude de movimento. Condições como fibromialgia manifestam-se com dor musculoesquelética generalizada, pontos dolorosos específicos, fadiga e distúrbios do sono. Outras entidades, como mialgias inespecíficas, podem envolver dor muscular sem evidência de inflamação ou trauma significativo. A apresentação clínica é heterogênea, podendo incluir sintomas neuropáticos ou sensitivos em casos de síndromes complexas, com exacerbamento por fatores como estresse, atividade física ou alterações climáticas.

Quadro clínico

O quadro clínico é variável, mas geralmente inclui dor musculoesquelética, que pode ser aguda ou crônica, localizada (ex.: em ombros, costas) ou generalizada. Sintomas associados comuns são fadiga, distúrbios do sono, rigidez matinal, parestesias e redução da força muscular. Na fibromialgia, há critérios diagnósticos que envolvem dor generalizada por mais de três meses e presença de pontos dolorosos em locais específicos. Em outros transtornos, como mialgias, a dor pode ser desencadeada por esforço ou persistir em repouso. A intensidade dos sintomas flutua e pode ser influenciada por fatores emocionais e ambientais, com impacto nas atividades diárias e no estado geral de saúde.

Complicações possíveis

Dor crônica incapacitante

Persistência da dor levando a limitações funcionais significativas, impacto na qualidade de vida e possível desenvolvimento de síndromes de dor crônica.

Distúrbios do sono

Insônia ou sono não reparador, agravando fadiga e sintomas dolorosos, com ciclo vicioso de piora clínica.

Ansiedade e depressão

Comorbidades psiquiátricas frequentes devido ao sofrimento prolongado, podendo exacerbar a percepção da dor.

Redução da mobilidade e atrofia muscular

Decorrente de inatividade por dor, leading to decondicionamento físico e maior vulnerabilidade a lesões.

Epidemiologia

Os transtornos classificados em M79 são prevalentes globalmente, com estimativas variáveis. A fibromialgia, por exemplo, afeta aproximadamente 2-4% da população geral, com maior incidência em mulheres (proporção 7:1) e pico entre 40-60 anos. Mialgias e outras síndromes dolorosas são comuns em todas as faixas etárias, associadas a fatores ocupacionais e estilo de vida. No Brasil, dados do DATASUS indicam significante morbidade relacionada a essas condições, com impactos econômicos devido a absenteísmo e custos com saúde.

Prognóstico

O prognóstico varia conforme a condição específica e adesão ao tratamento. Em geral, transtornos como fibromialgia têm curso crônico, com sintomas flutuantes, mas raramente progridem para incapacidade grave se manejados adequadamente. Intervenções multidisciplinares podem melhorar a funcionalidade e qualidade de vida. Fatores como comorbidades, suporte psicossocial e acesso a cuidados influenciam os desfechos. A remissão completa é incomum, mas o controle sintomático é alcançável na maioria dos casos.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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