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CID M24: Outros transtornos articulares específicos

M240
Corpo flutuante em articulação
M241
Outros transtornos das cartilagens articulares
M242
Transtornos de ligamentos
M243
Deslocamento e subluxação patológicas de articulação, não classificada em outra parte
M244
Deslocamento e subluxação de articulação recidivantes
M245
Contratura articular
M246
Ancilose articular
M247
Protusão do acetábulo
M248
Outros transtornos articulares específicos, não classificados em outra parte
M249
Desarranjo articular não especificado

Mais informações sobre o tema:

Definição

A categoria M24 do CID-10 abrange uma variedade de transtornos articulares específicos que não se enquadram em outras classificações mais comuns, como artrites inflamatórias ou degenerativas. Esses transtornos incluem condições como frouxidão ligamentar, ancilose, deformidades articulares, deslocamentos recorrentes e outras alterações estruturais ou funcionais das articulações. A natureza desses distúrbios é diversa, podendo envolver anormalidades congênitas, adquiridas ou pós-traumáticas, com impacto variável na mobilidade, dor e qualidade de vida do paciente. Epidemiologicamente, são condições relativamente raras em comparação com osteoartrite ou artrite reumatoide, mas podem ser significativas em subpopulações específicas, como atletas ou indivíduos com histórico de trauma articular. O manejo clínico requer uma abordagem individualizada, baseada na etiologia e nas manifestações específicas, com ênfase na preservação da função articular e prevenção de complicações.

Descrição clínica

Os transtornos incluídos em M24 caracterizam-se por alterações articulares que não são primariamente inflamatórias ou degenerativas. As manifestações clínicas variam conforme o subtipo, podendo incluir dor articular, instabilidade, limitação de movimento, crepitação ou deformidades visíveis. A apresentação pode ser aguda ou crônica, dependendo da causa subjacente, como trauma, anomalias congênitas ou sequelas de procedimentos cirúrgicos. A avaliação deve considerar a história clínica detalhada, exame físico direcionado e exames de imagem para confirmar o diagnóstico e excluir outras patologias articulares.

Quadro clínico

O quadro clínico é heterogêneo, mas geralmente inclui dor articular intermitente ou constante, edema local, rigidez, e dificuldade para realizar atividades diárias. Sinais como instabilidade articular (e.g., sensação de 'falseio'), rangidos audíveis (crepitação), ou deformidades palpáveis podem estar presentes. Em casos de ancilose, há perda irreversível da amplitude de movimento. A história pode revelar trauma prévio, cirurgias articulares ou condições sistêmicas associadas. A gravidade dos sintomas depende do grau de comprometimento articular e da resposta individual ao tratamento.

Complicações possíveis

Osteoartrite secundária

Degeneração articular acelerada devido a instabilidade ou alinhamento anormal.

Dor crônica e incapacidade funcional

Comprometimento da qualidade de vida e limitação nas atividades diárias.

Rigidez articular irreversível

Perda permanente de amplitude de movimento, especialmente em ancilose.

Neuropatias por compressão

Compressão de nervos periféricos devido a deformidades ou edema.

Epidemiologia

A prevalência exata de M24 é difícil de estimar devido à sua natureza heterogênea, mas é considerada menos comum que osteoartrite ou artrite reumatoide. Afeta ambos os sexos e todas as faixas etárias, com picos em adultos jovens (relacionados a trauma esportivo) e idosos (sequelas de degeneração). Dados do Sistema Único de Saúde (SUS) indicam que transtornos articulares específicos representam uma parcela minoritária das consultas reumatológicas, com variações regionais baseadas em fatores como acesso a cuidados e prevalência de trauma.

Prognóstico

O prognóstico é variável, dependendo do transtorno específico, etiologia, adesão ao tratamento e presença de comorbidades. Condições como frouxidão ligamentar podem ter bom prognóstico com tratamento conservador, enquanto ancilose ou deformidades graves podem levar a incapacidade permanente. Intervenções precoces, como fisioterapia e correções cirúrgicas, podem melhorar os desfechos. A monitorização regular é essencial para prevenir complicações e adaptar o manejo.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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