CID M15: Poliartrose
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Definição
A poliartrite, classificada no CID-10 como M15, refere-se a uma condição inflamatória que afeta múltiplas articulações simultaneamente, geralmente cinco ou mais, caracterizada por dor, edema, calor e rigidez articular. Esta condição pode ser idiopática ou secundária a doenças sistêmicas, como artrite reumatoide, lúpus eritematoso sistêmico ou infecções virais, e seu curso pode ser agudo, subagudo ou crônico, com potencial para causar deformidades e incapacidade funcional significativa. A fisiopatologia envolve processos autoimunes, deposição de complexos imunes ou invasão direta por patógenos, levando à sinovite, erosão cartilaginosa e destruição óssea. Epidemiologicamente, a poliartrite é mais prevalente em mulheres e idosos, com impacto substancial na qualidade de vida e custos de saúde, exigindo abordagem multidisciplinar para manejo adequado.
Descrição clínica
A poliartrite manifesta-se clinicamente por envolvimento simétrico ou assimétrico de múltiplas articulações, com sintomas como dor intensa, inchaço, vermelhidão e limitação da amplitude de movimento. Comumente afeta articulações periféricas como mãos, punhos, joelhos e pés, podendo evoluir com rigidez matinal prolongada, fadiga e sinais sistêmicos como febre e perda de peso. A progressão pode levar a deformidades, como desvio ulnar e nódulos reumatoides, com comprometimento funcional que interfere nas atividades diárias.
Quadro clínico
O quadro clínico inclui início insidioso ou agudo de artralgia e artrite em múltiplas articulações, frequentemente com padrão simétrico. Sintomas associados são rigidez matinal (>30 minutos), edema articular, calor local e redução da função. Manifestações extra-articulares podem ocorrer, como nódulos reumatoides, vasculite, serosite ou envolvimento ocular e pulmonar. A evolução varia de autolimitada a progressiva, com exacerbações e remissões.
Complicações possíveis
Deformidades articulares
Perda da arquitetura articular devido a erosões ósseas e contraturas, como desvio ulnar em mãos.
Incapacidade funcional
Comprometimento da mobilidade e atividades diárias, levando a dependência e redução da qualidade de vida.
Osteoporose secundária
Redução da densidade óssea por imobilização, uso crônico de corticoides ou inflamação sistêmica.
Complicações cardiovasculares
Aumento do risco de infarto e acidente vascular cerebral devido à inflamação crônica.
Infecções oportunistas
Maior susceptibilidade a infecções em pacientes em terapia imunossupressora.
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Epidemiologia
A poliartrite tem prevalência global estimada em 1-2% na artrite reumatoide, com maior incidência em mulheres (3:1) e pico entre 30-50 anos. No Brasil, dados do DATASUS indicam alta morbidade, com significativo impacto socioeconômico. Fatores de risco incluem história familiar, tabagismo e obesidade, com variações regionais devido a diferenças genéticas e ambientais.
Prognóstico
O prognóstico da poliartrite varia conforme a etiologia; na artrite reumatoide, é geralmente reservado, com progressão para incapacidade em 20-30% dos casos sem tratamento adequado. Fatores de mau prognóstico incluem soropositividade, erosões precoces e comorbidades. Intervenções precoces com DMARDs melhoram significativamente os desfechos, reduzindo danos articulares e mantendo função. Em poliartrites infecciosas, o prognóstico é frequentemente bom com tratamento antimicrobiano.
Perguntas Frequentes
Editorial Sanarmed
Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.
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