O CID é a base para registros clínicos, laudos e faturamento. Nosso sistema facilita a busca rápida e precisa do código certo, com sinônimos e filtros médicos atualizados.
Escolher o CID correto evita glosas e retrabalho. Com a nossa ferramenta, você encontra o código ideal em segundos, direto pela descrição clínica — sem abrir PDF ou manual extenso.
Use nosso buscador inteligente para encontrar o CID mais adequado com base no termo clínico, especialidade ou condição do paciente. Tudo validado com a CID-10 da OMS e atualizações nacionais.
CID M24: Outros transtornos articulares específicos
M240
Corpo flutuante em articulação
M241
Outros transtornos das cartilagens articulares
M242
Transtornos de ligamentos
M243
Deslocamento e subluxação patológicas de articulação, não classificada em outra parte
M244
Deslocamento e subluxação de articulação recidivantes
M245
Contratura articular
M246
Ancilose articular
M247
Protusão do acetábulo
M248
Outros transtornos articulares específicos, não classificados em outra parte
M249
Desarranjo articular não especificado
Mais informações sobre o tema:
Definição
A categoria M24 do CID-10 abrange uma variedade de transtornos articulares específicos que não se enquadram em outras classificações mais comuns, como artrites inflamatórias ou degenerativas. Esses transtornos incluem condições como frouxidão ligamentar, ancilose, deformidades articulares, deslocamentos recorrentes e outras alterações estruturais ou funcionais das articulações. A natureza desses distúrbios é diversa, podendo envolver anormalidades congênitas, adquiridas ou pós-traumáticas, com impacto variável na mobilidade, dor e qualidade de vida do paciente. Epidemiologicamente, são condições relativamente raras em comparação com osteoartrite ou artrite reumatoide, mas podem ser significativas em subpopulações específicas, como atletas ou indivíduos com histórico de trauma articular. O manejo clínico requer uma abordagem individualizada, baseada na etiologia e nas manifestações específicas, com ênfase na preservação da função articular e prevenção de complicações.
Descrição clínica
Os transtornos incluídos em M24 caracterizam-se por alterações articulares que não são primariamente inflamatórias ou degenerativas. As manifestações clínicas variam conforme o subtipo, podendo incluir dor articular, instabilidade, limitação de movimento, crepitação ou deformidades visíveis. A apresentação pode ser aguda ou crônica, dependendo da causa subjacente, como trauma, anomalias congênitas ou sequelas de procedimentos cirúrgicos. A avaliação deve considerar a história clínica detalhada, exame físico direcionado e exames de imagem para confirmar o diagnóstico e excluir outras patologias articulares.
Quadro clínico
O quadro clínico é heterogêneo, mas geralmente inclui dor articular intermitente ou constante, edema local, rigidez, e dificuldade para realizar atividades diárias. Sinais como instabilidade articular (e.g., sensação de 'falseio'), rangidos audíveis (crepitação), ou deformidades palpáveis podem estar presentes. Em casos de ancilose, há perda irreversível da amplitude de movimento. A história pode revelar trauma prévio, cirurgias articulares ou condições sistêmicas associadas. A gravidade dos sintomas depende do grau de comprometimento articular e da resposta individual ao tratamento.
Complicações possíveis
Osteoartrite secundária
Degeneração articular acelerada devido a instabilidade ou alinhamento anormal.
Dor crônica e incapacidade funcional
Comprometimento da qualidade de vida e limitação nas atividades diárias.
Rigidez articular irreversível
Perda permanente de amplitude de movimento, especialmente em ancilose.
Neuropatias por compressão
Compressão de nervos periféricos devido a deformidades ou edema.
Aprimore sua prática clínica
Aprenda com especialistas que atuam nos maiores hospitais do país.
A prevalência exata de M24 é difícil de estimar devido à sua natureza heterogênea, mas é considerada menos comum que osteoartrite ou artrite reumatoide. Afeta ambos os sexos e todas as faixas etárias, com picos em adultos jovens (relacionados a trauma esportivo) e idosos (sequelas de degeneração). Dados do Sistema Único de Saúde (SUS) indicam que transtornos articulares específicos representam uma parcela minoritária das consultas reumatológicas, com variações regionais baseadas em fatores como acesso a cuidados e prevalência de trauma.
Prognóstico
O prognóstico é variável, dependendo do transtorno específico, etiologia, adesão ao tratamento e presença de comorbidades. Condições como frouxidão ligamentar podem ter bom prognóstico com tratamento conservador, enquanto ancilose ou deformidades graves podem levar a incapacidade permanente. Intervenções precoces, como fisioterapia e correções cirúrgicas, podem melhorar os desfechos. A monitorização regular é essencial para prevenir complicações e adaptar o manejo.
Critérios diagnósticos
O diagnóstico baseia-se em critérios clínicos, radiológicos e, quando necessário, histopatológicos, conforme definido pela CID-10 e diretrizes como as da American College of Rheumatology. Inclui: (1) História clínica sugestiva de transtorno articular específico (e.g., deslocamentos recorrentes, ancilose); (2) Exame físico evidenciando alterações articulares (e.g., instabilidade, deformidade); (3) Exames de imagem (e.g., radiografia, ressonância magnética) confirmando anormalidades estruturais; (4) Exclusão de outras condições articulares comuns, como artrite reumatoide ou osteoartrite. Subcategorias de M24 (e.g., M24.2 para transtornos ligamentares) têm critérios adicionais específicos.
Diagnóstico diferencial
Condições que devem ser consideradas no diagnóstico diferencial
Osteoartrite (M15-M19)
Doença degenerativa articular com dor, rigidez e limitação funcional, mas sem instabilidade ou deslocamentos recorrentes típicos de M24.
WHO ICD-10 Version:2019, Capítulo XIII
Artrite reumatoide (M05-M06)
Doença inflamatória sistêmica com sinovite persistente, frequentemente simétrica, diferindo dos transtornos estruturais focais de M24.
Uso de equipamentos de proteção em atividades esportivas e evitar quedas.
Fortalecimento muscular
Exercícios regulares para melhorar a estabilidade articular e reduzir riscos.
Acompanhamento pós-cirúrgico
Monitorização após procedimentos articulares para detectar complicações precoces.
Vigilância e notificação
No Brasil, transtornos em M24 não são de notificação compulsória, mas devem ser registrados em prontuários e sistemas de informação em saúde (e.g., SIA/SUS) para fins epidemiológicos. A vigilância é passiva, baseada em atendimentos ambulatoriais e hospitalares. Profissionais de saúde devem documentar detalhes como etiologia, tratamento e evolução para melhorar a qualidade dos dados e orientar políticas públicas.
Aprimore sua prática clínica
Aprenda com especialistas que atuam nos maiores hospitais do país.
M24 inclui subcategorias como M24.2 (transtornos ligamentares), M24.3 (deslocamentos recorrentes), M24.4 (ancilose), M24.5 (contraturas articulares) e M24.6 (deformidades), cada uma com critérios diagnósticos específicos baseados em alterações estruturais ou funcionais.
M24 envolve transtornos específicos como instabilidade ou ancilose, frequentemente sem degeneração cartilaginosa primária, enquanto a osteoartrite é caracterizada por desgaste progressivo da cartilagem e formação de osteófitos, com dor relacionada ao uso.
Opções incluem artroscopia para reparo de tecidos moles, osteotomia para correção de deformidades, artrodese para fusão articular em casos de dor intratável, e artroplastia em situações selecionadas para restaurar função.
Editorial Sanarmed
Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.
Sobre a Sanar: A Sanar é uma das maiores plataformas de educação médica da América Latina...