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CID L90: Afecções atróficas da pele

L900
Líquen escleroso e atrófico
L901
Anetodermia de Schweninger-Buzzi
L902
Anetodermia de Jadassohn-Pellizzari
L903
Atrofodermia de Pasini e Pierini
L904
Acrodermatite crônica atrófica
L905
Cicatrizes e fibrose cutânea
L906
Estrias atróficas
L908
Outras afecções atróficas da pele
L909
Afecções atróficas da pele, não especificadas

Mais informações sobre o tema:

Definição

Os transtornos atróficos da pele referem-se a um grupo de condições caracterizadas pela perda ou redução de componentes da pele, como epiderme, derme ou tecido subcutâneo, resultando em afinamento, perda de elasticidade e fragilidade cutânea. Esses distúrbios podem ser primários, decorrentes de alterações intrínsecas do tecido, ou secundários, associados a fatores externos como radiação ultravioleta, envelhecimento, doenças sistêmicas ou uso de corticosteroides. A atrofia cutânea envolve mecanismos como diminuição da síntese de colágeno e elastina, apoptose de fibroblastos e redução da vascularização, impactando a função de barreira e aumentando o risco de lesões, infecções e comprometimento cosmético. Epidemiologicamente, são mais prevalentes em idosos, indivíduos com exposição crônica ao sol ou sob terapia prolongada com corticoides, com variações conforme a etiologia específica.

Descrição clínica

Os transtornos atróficos da pele manifestam-se clinicamente como áreas de pele fina, translúcida, enrugada ou com aspecto de 'papel de cigarro', podendo apresentar telangiectasias, equimoses fáceis, estrias ou ulcerações. A palpação revela textura suave e perda de resistência, com possível hipo ou hiperpigmentação. Em casos avançados, há comprometimento da função termorreguladora e de proteção, predispondo a traumas e infecções secundárias. A distribuição pode ser localizada (ex.: atrofia por corticoides) ou generalizada (ex.: envelhecimento cutâneo), com evolução crônica e progressiva.

Quadro clínico

O quadro clínico varia conforme a causa: na atrofia senil, observa-se pele fina, seca e enrugada, principalmente em áreas expostas; na atrofia por corticoides, há pele frágil, equimoses e estrias; em anetodermia, surgem áreas flácidas e deprimidas que herniam à pressão; na atrofodermia de Pasini-Pierini, notam-se depressões assimétricas com hiperpigmentação periférica. Sintomas associados incluem prurido, dor ou desconforto em áreas tensionadas, e em casos graves, ulceração ou infecção secundária. A progressão é geralmente lenta, mas irreversível sem intervenção.

Complicações possíveis

Ulcerações cutâneas

Feridas de difícil cicatrização devido à fragilidade tecidual.

Infecções secundárias

Bacterianas ou fúngicas, pela perda da barreira protetora.

Sangramentos espontâneos

Equimoses e hematomas por ruptura vascular.

Comprometimento cosmético e psicológico

Impacto na qualidade de vida e autoestima.

Epidemiologia

A prevalência é maior em idosos, devido ao envelhecimento cutâneo, e em indivíduos com exposição solar crônica ou uso prolongado de corticosteroides. Dados globais indicam que transtornos atróficos afetam até 30% da população acima de 60 anos, com variações regionais conforme fatores ambientais. No Brasil, a exposição solar intensa contribui para alta incidência de fotoenvelhecimento.

Prognóstico

O prognóstico é variável: na atrofia senil ou induzida por corticoides, geralmente é estável ou lentamente progressiva, com pouca reversibilidade; em formas autoimunes, pode haver estabilização com tratamento. Complicações como ulcerações ou infecções podem piorar o curso. Intervenções precoces podem retardar a progressão, mas a regeneração completa é rara.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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