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CID L81: Outros transtornos da pigmentação

L810
Hiperpigmentação pós-inflamatória
L811
Cloasma
L812
Sardas
L813
Manchas café-com-leite
L814
Outras formas de hiperpigmentação pela melanina
L815
Leucodermia não classificada em outra parte
L816
Outros transtornos ligados à diminuição da formação de melanina
L817
Dermatose purpúrica pigmentada
L818
Outros transtornos especificados da pigmentação
L819
Transtorno da pigmentação, não especificado

Mais informações sobre o tema:

Definição

A categoria L81 da CID-10 engloba uma variedade de transtornos da pigmentação cutânea que não se enquadram em classificações específicas como melasma ou vitiligo. Esses transtornos envolvem alterações na produção, distribuição ou degradação da melanina, o pigmento responsável pela cor da pele, podendo resultar em hiperpigmentação, hipopigmentação ou despigmentação. A fisiopatologia é diversa, incluindo fatores genéticos, inflamatórios, metabólicos ou iatrogênicos, que afetam os melanócitos ou a transferência de melanina para os queratinócitos. Clinicamente, manifestam-se como manchas, máculas ou placas pigmentadas, com impacto variável na qualidade de vida, dependendo da localização e extensão. Epidemiologicamente, são comuns na prática dermatológica, com prevalência influenciada por fatores como fototipo cutâneo, exposição solar e comorbidades associadas.

Descrição clínica

Os transtornos incluídos em L81 apresentam-se clinicamente como alterações na coloração da pele, que podem ser localizadas ou generalizadas. A hiperpigmentação manifesta-se como áreas escuras devido ao aumento da melanina, enquanto a hipopigmentação ou despigmentação resulta em áreas claras ou brancas. As lesões podem ser assintomáticas ou associadas a prurido, descamação ou alterações texturais, dependendo da etiologia subjacente. A distribuição é variável: pode ser simétrica, assimétrica, linear ou difusa, e a evolução pode ser aguda ou crônica. Exemplos incluem hiperpigmentação pós-inflamatória, efélides (sardas) e acantose nigricans, cada uma com características morfológicas distintas.

Quadro clínico

O quadro clínico varia conforme o transtorno específico. Na hiperpigmentação pós-inflamatória, observam-se manchas marrons ou acinzentadas em áreas previamente inflamadas, como após acne ou eczema. Efélides apresentam-se como pequenas máculas pigmentadas em áreas expostas ao sol, mais comuns em indivíduos de fototipo claro. Acantose nigricans manifesta-se como placas aveludadas, hiperpigmentadas e espessadas, typically em dobras cutâneas como axilas e pescoço, frequentemente associadas a resistência à insulina. Outras condições, como poiquilodermia, combinam alterações pigmentares com telangiectasias e atrofia. A sintomatologia é geralmente cosmética, mas pode haver queixas de prurido ou desconforto em casos associados a inflamação ou espessamento cutâneo. A progressão é usualmente lenta e crônica, com flutuações relacionadas a fatores desencadeantes.

Complicações possíveis

Impacto psicossocial

Ansiedade, depressão ou baixa autoestima devido a alterações cosméticas, especialmente em lesões faciais ou extensas.

Superdiagnóstico de malignidade

Lesões pigmentadas podem ser erroneamente interpretadas como melanomas, leading a procedimentos desnecessários.

Associação com doenças sistêmicas

Em transtornos como acantose nigricans, complicações relacionadas a diabetes não controlada ou síndromes endócrinas.

Epidemiologia

Transtornos de pigmentação são prevalentes globalmente, com variações conforme fototipo cutâneo, idade e fatores ambientais. Hiperpigmentação pós-inflamatória é comum em todos os grupos étnicos, mas mais perceptível em fototipos mais escuros. Acantose nigricans tem alta prevalência em populações com obesidade ou resistência à insulina. Dados epidemiológicos específicos para L81 são escassos, mas estima-se que afetem uma proporção significativa da população, com picos em adultos jovens e meia-idade. Fatores de risco incluem história familiar, exposição solar e comorbidades metabólicas.

Prognóstico

O prognóstico é geralmente benigno, com a maioria dos transtornos sendo estáveis ou de progressão lenta. A resposta ao tratamento varia: hiperpigmentação pós-inflamatória pode resolver espontaneamente em meses a anos, enquanto condições crônicas como acantose nigricans podem persistir se a causa subjacente não for controlada. Intervenções terapêuticas podem melhorar a aparência, mas recidivas são comuns, especialmente com exposição solar contínua. O impacto na qualidade de vida é o principal fator prognóstico, sendo manejável com abordagens multidisciplinares.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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