CID L80: Vitiligo
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Definição
O vitiligo é uma doença cutânea adquirida, caracterizada pela despigmentação progressiva da pele devido à perda seletiva de melanócitos funcionais. É considerado um distúrbio autoimune, frequentemente associado a outras condições autoimunes, como tireoidite de Hashimoto, diabetes mellitus tipo 1 e alopecia areata. A patogênese envolve uma resposta imune mediada por linfócitos T citotóxicos contra antígenos melanocíticos, resultando em apoptose e destruição dos melanócitos. Epidemiologicamente, afeta aproximadamente 0,5% a 2% da população mundial, sem predileção por sexo, com pico de início entre 10 e 30 anos de idade. O impacto clínico inclui alterações cosméticas significativas, que podem levar a distúrbios psicossociais, como ansiedade e depressão, afetando a qualidade de vida.
Descrição clínica
O vitiligo manifesta-se clinicamente como máculas ou manchas acrômicas, bem demarcadas, de tamanho variável, com bordas frequentemente hiperpigmentadas. As lesões são assintomáticas, sem prurido ou dor, e podem ser localizadas ou generalizadas. A distribuição é tipicamente simétrica em formas generalizadas, com predileção por áreas de trauma ou atrito, como mãos, face, axilas e genitais. A evolução é imprevisível, podendo ser estável, progressiva ou com repigmentação espontânea em alguns casos. A presença de leucotriquia (pelos brancos) nas áreas afetadas é um achado comum, indicando envolvimento do folículo piloso.
Quadro clínico
O quadro clínico do vitiligo é dominado pelo aparecimento de manchas branco-leitosas, simétricas ou assimétricas, que podem coalescer. Formas clínicas incluem: vitiligo não segmentar (mais comum, com distribuição simétrica e curso crônico), vitiligo segmentar (unilateral, estável, associado a idade mais jovem) e vitiligo focal (lesões isoladas). Sintomas sistêmicos estão ausentes, mas queixas psicossociais são frequentes. A atividade da doença é avaliada pela expansão de lesões ou surgimento de novas áreas, enquanto a estabilidade é definida por ausência de mudanças por pelo menos 12 meses.
Complicações possíveis
Queimaduras solares
A despigmentação aumenta a sensibilidade à radiação UV, elevando o risco de queimaduras e fotodano.
Distúrbios psicossociais
Ansiedade, depressão e baixa autoestima devido ao impacto cosmético, especialmente em áreas expostas.
Associação com doenças autoimunes
Maior prevalência de tireoidite de Hashimoto, diabetes mellitus tipo 1, e alopecia areata.
Resistência ao tratamento
Falha na repigmentação em casos extensos ou de longa duração, levando a frustração do paciente.
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Epidemiologia
O vitiligo afeta 0,5% a 2% da população global, sem diferenças significativas entre sexos ou etnias. O início é mais comum na segunda e terceira décadas de vida, mas pode ocorrer em qualquer idade. A prevalência é maior em indivíduos com história familiar (20-30% dos casos) e em portadores de outras doenças autoimunes. Distribuição geográfica é universal, com possível subnotificação em regiões com menor acesso a cuidados dermatológicos.
Prognóstico
O prognóstico do vitiligo é variável; formas segmentares tendem a ser estáveis, enquanto não segmentares podem progredir. A repigmentação espontânea é rara (cerca de 10-20% dos casos), e a resposta ao tratamento depende da localização (melhor em face e tronco) e duração da doença. Fatores como início precoce, envolvimento de áreas acrais e presença de leucotriquia associam-se a pior resposta. Intervenções precoces podem melhorar os desfechos, mas a doença é geralmente crônica, com recidivas possíveis.
Perguntas Frequentes
Editorial Sanarmed
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