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CID L70: Acne
L700
Acne vulgar
L701
Acne conglobata
L702
Acne varioliforme
L703
Acne tropical
L704
Acne infantil
L705
Acne escoriada das mulheres jovens
L708
Outras formas de acne
L709
Acne, não especificada
Mais informações sobre o tema:
Definição
A acne é uma dermatose inflamatória crônica que afeta a unidade pilosebácea, caracterizada pela obstrução do folículo piloso e subsequente formação de comedões, pápulas, pústulas, nódulos e cistos. É uma condição multifatorial, envolvendo fatores como aumento da produção de sebo, hiperqueratinização folicular, colonização por Cutibacterium acnes e resposta inflamatória. A acne é mais prevalente em adolescentes e adultos jovens, com impacto significativo na qualidade de vida devido a cicatrizes e distúrbios psicossociais. Sua classificação varia de leve a grave, com formas como acne vulgar, acne conglobata e acne fulminans, exigindo abordagem terapêutica individualizada baseada na gravidade e características clínicas.
Descrição clínica
A acne manifesta-se clinicamente por lesões polimórficas, incluindo comedões abertos (pontos pretos) e fechados (pontos brancos), pápulas eritematosas, pústulas, nódulos dolorosos e cistos. As lesões predominam em áreas com alta densidade de glândulas sebáceas, como face, tórax e dorso. A evolução pode resultar em hiperpigmentação pós-inflamatória e cicatrizes atróficas ou hipertróficas. A gravidade é classificada em leve (predomínio de comedões e poucas lesões inflamatórias), moderada (lesões inflamatórias numerosas) e grave (nódulos e cistos extensos). Fatores desencadeantes incluem alterações hormonais, estresse, uso de cosméticos oleosos e medicamentos como corticosteroides.
Quadro clínico
O quadro clínico da acne varia desde formas leves com comedões isolados até formas graves com nódulos inflamatórios, cistos e abscessos. Lesões não inflamatórias incluem comedões abertos (comedões negros) e fechados (comedões brancos). Lesões inflamatórias compreendem pápulas eritematosas, pústulas com pus superficial, nódulos profundos e dolorosos, e cistos fluctuantes. A distribuição é seborreica, com predileção por face (testa, queixo, bochechas), tórax superior e dorso. Sintomas associados incluem dor, prurido e sensibilidade local. Complicações como cicatrizes atróficas (em 'ice pick' ou rolling), hiperpigmentação e impacto psicológico (ansiedade, depressão) são frequentes, especialmente em casos não tratados.
Complicações possíveis
Cicatrizes atróficas e hipertróficas
Resultam da destruição do colágeno durante a inflamação, podendo ser permanentes e afetar a autoestima.
Hiperpigmentação pós-inflamatória
Manchas escuras residuais após resolução das lesões, mais comum em fototipos altos.
Impacto psicossocial
Ansiedade, depressão e isolamento social devido ao estigma estético, especialmente em adolescentes.
Infecções secundárias
Sobreinfecção bacteriana de lesões, levando a celulite ou abscessos.
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A acne afeta aproximadamente 85% dos adolescentes entre 12 e 24 anos, com pico de incidência aos 15-18 anos. É ligeiramente mais comum em homens na adolescência, mas em adultos, a prevalência é maior em mulheres devido a fatores hormonais. No Brasil, estudos indicam que até 90% dos jovens têm algum grau de acne. Fatores de risco incluem história familiar, dieta ocidental (alta carga glicêmica, laticínios), tabagismo e uso de cosméticos oleosos. A condição tem distribuição global, com variações sazonais (piora no verão em alguns climas).
Prognóstico
O prognóstico da acne é geralmente bom com tratamento adequado, mas varia com a gravidade e adesão terapêutica. Formas leves a moderadas respondem bem a terapias tópicas e sistêmicas, com resolução em meses a anos. Casos graves podem deixar cicatrizes permanentes, exigindo intervenções adicionais como laser ou preenchimentos. A remissão espontânea é comum após a adolescência, mas até 50% dos adultos podem apresentar formas persistentes. Fatores como genética, controle hormonal e evitamento de agravantes influenciam a evolução.
Critérios diagnósticos
O diagnóstico da acne é clínico, baseado na história e exame físico, identificando lesões características (comedões, pápulas, pústulas, nódulos, cistos) em áreas seborreicas. A classificação de gravidade segue escalas como a de Lehmann (leve: comedões e poucas pápulas/pústulas; moderada: numerosas pápulas/pústulas; grave: nódulos/cistos) ou Global Acne Grading System (GAGS). Critérios adicionais incluem idade de início (adolescência comum), fatores agravantes (hormonais, medicamentosos) e resposta a tratamentos prévios. Biópsia é raramente necessária, reservada para diagnósticos diferenciais ou formas atípicas.
Diagnóstico diferencial
Condições que devem ser consideradas no diagnóstico diferencial
Rosácea
Dermatose facial crônica com eritema, telangiectasias, pápulas e pústulas, mas sem comedões; comum em adultos e desencadeada por fatores como calor e álcool.
UpToDate: Rosacea: Pathogenesis, clinical features, and diagnosis
Foliculite bacteriana
Infecção folicular por Staphylococcus aureus, apresentando pústulas perifoliculares, often em áreas pilosas como barba, axilas e virilha, sem comedões.
PubMed: Bacterial folliculitis: clinical and microbiological aspects
Dermatite perioral
Erupção papulopustulosa ao redor da boca e nariz, com eritema e descamação, associada ao uso de corticosteroides tópicos ou inalatórios.
Lavar o rosto duas vezes ao dia com produtos suaves e evitar tocar no rosto para reduzir obstrução folicular.
Uso de cosméticos não comedogênicos
Preferir produtos oil-free e sem óleos minerais para minimizar bloqueio dos poros.
Controle de fatores desencadeantes
Evitar estresse excessivo, exposição a óleos industriais e medicamentos conhecidos por induzir acne.
Vigilância e notificação
A acne não é uma doença de notificação compulsória no Brasil, mas é monitorada em estudos epidemiológicos e registros de saúde para avaliar impacto e tendências. A vigilância é focada em complicações como infecções secundárias e efeitos de medicamentos (ex.: isotretinoína e teratogenicidade). Profissionais devem notificar eventos adversos graves relacionados a tratamentos à ANVISA, conforme RDC 36/2013. Em âmbito global, a OMS inclui a acne em levantamentos sobre carga de doenças dermatológicas.
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A acne é uma condição controlável, mas não necessariamente curável. Com tratamento adequado, a maioria dos casos alcança remissão significativa, embora formas persistentes possam exigir manejo contínuo. A evolução natural inclui melhora após a adolescência, mas cicatrizes podem ser permanentes.
Evidências sugerem que dietas de alta carga glicêmica (ex.: doces, pães brancos) e laticínios podem exacerbar a acne em indivíduos susceptíveis, devido a efeitos na insulinemia e vias inflamatórias. Recomenda-se dieta balanceada e observação individual de fatores desencadeantes.
A isotretinoína é eficaz para acne grave, mas requer monitoramento rigoroso devido a efeitos adversos como teratogenicidade (contraindicada na gravidez), elevação de lípidos séricos, hepatotoxicidade e mucocutâneos (ex.: pele seca). Uso deve ser supervisionado por dermatologista com exames periódicos.
Editorial Sanarmed
Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.
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