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CID K85: Pancreatite aguda

K850
Pancreatite aguda idiopática
K851
Pancreatite aguda biliar
K852
Pancreatite aguda induzida por álcool
K853
Pancreatite aguda induzida por droga
K858
Outras pancreatites agudas
K859
Pancreatite aguda, não especificada

Mais informações sobre o tema:

Definição

A pancreatite aguda é uma condição inflamatória súbita do pâncreas, caracterizada pela ativação intrapancreática de enzimas digestivas, resultando em autodigestão do parênquima pancreático. Pode variar de formas leves e autolimitadas a graves, com necrose e falência de múltiplos órgãos. A fisiopatologia envolve a obstrução do ducto pancreático, ativação precoce de tripsinogênio e liberação de mediadores inflamatórios, levando a edema, hemorragia e necrose. Epidemiologicamente, é uma causa comum de internação hospitalar, com incidência global variando de 13 a 45 casos por 100.000 habitantes, sendo a litíase biliar e o etilismo os principais fatores etiológicos. O impacto clínico inclui dor abdominal intensa, elevação de enzimas pancreáticas e risco de complicações sistêmicas, como síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SIRS) e insuficiência orgânica.

Descrição clínica

A pancreatite aguda manifesta-se classicamente com dor abdominal epigástrica súbita e intensa, frequentemente irradiada para as costas, associada a náuseas, vômitos e distensão abdominal. A dor pode ser aliviada pela posição de flexão anterior do tronco. Sinais físicos incluem sensibilidade abdominal, defesa muscular e, em casos graves, equimose periumbilical (sinal de Cullen) ou flanco (sinal de Grey-Turner). A evolução pode ser benigna ou complicada com necrose pancreática, pseudocistos, abscessos ou disfunção orgânica.

Quadro clínico

O quadro clínico típico inclui início súbito de dor abdominal epigástrica intensa, com irradiação para dorso, náuseas, vômitos e febre. Sinais de gravidade incluem taquicardia, hipotensão, taquipneia e alterações do estado mental. Em formas graves, pode haver icterícia, ascite e sinais de peritonite. A evolução pode ser complicada por insuficiência respiratória, renal ou cardiovascular, com mortalidade aumentada em casos de necrose extensa ou infecção.

Complicações possíveis

Necrose pancreática infectada

Infecção de tecido pancreático necrótico, levando a sepse e aumento da mortalidade.

Pseudocisto pancreático

Coleção líquida encapsulada que se forma após 4 semanas, podendo causar obstrução ou infecção.

Síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SIRS)

Resposta inflamatória generalizada, evoluindo para falência de múltiplos órgãos.

Insuficiência respiratória aguda

Complicação comum em formas graves, devido a derrame pleural ou lesão pulmonar aguda.

Epidemiologia

A incidência global é de 13 a 45 casos por 100.000 habitantes/ano, com variações regionais. A etiologia biliar é mais comum em mulheres e idosos, enquanto o etilismo predomina em homens jovens. A mortalidade geral é de 2-5%, aumentando para 15-30% em casos necrotizantes. Fatores de risco incluem obesidade, tabagismo e história familiar.

Prognóstico

O prognóstico varia com a gravidade: formas leves têm mortalidade inferior a 1%, enquanto formas graves com necrose e falência orgânica apresentam mortalidade de 20-40%. Fatores prognósticos incluem idade avançada, comorbidades, e escores como APACHE II e Ranson. A recuperação é geralmente completa em casos leves, mas sequelas como diabetes ou insuficiência exócrina podem ocorrer em formas necrotizantes.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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