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CID K74: Fibrose e cirrose hepáticas

K740
Fibrose hepática
K741
Esclerose hepática
K742
Fibrose hepática com esclerose hepática
K743
Cirrose biliar primária
K744
Cirrose biliar secundária
K745
Cirrose biliar, sem outra especificação
K746
Outras formas de cirrose hepática e as não especificadas

Mais informações sobre o tema:

Definição

A fibrose hepática é um processo patológico caracterizado pelo acúmulo excessivo de matriz extracelular no fígado, resultando em deposição de tecido conjuntivo fibrótico. A cirrose hepática representa o estágio avançado e irreversível da fibrose, com formação de nódulos de regeneração e distorção da arquitetura hepática, levando à disfunção do órgão. Essas condições são respostas crônicas a injúrias hepáticas persistentes, como hepatites virais, alcoolismo ou esteatohepatite não alcoólica, e estão associadas a significativa morbimortalidade global. A progressão da fibrose para cirrose pode resultar em complicações graves, incluindo hipertensão portal, insuficiência hepática e carcinoma hepatocelular, com impacto substancial na qualidade de vida e expectativa de sobrevida.

Descrição clínica

A fibrose hepática é geralmente assintomática em estágios iniciais, podendo progredir para cirrose com manifestações como fadiga, icterícia, ascite, edema periférico e encefalopatia hepática. A cirrose estabelecida apresenta sinais de hipertensão portal, como esplenomegalia, varizes esofágicas e caput medusae, além de alterações cutâneas como eritema palmar e angiomas aranha.

Quadro clínico

Estágios iniciais podem ser assintomáticos; na cirrose compensada, sintomas inespecíficos como astenia e desconforto abdominal; na descompensada, ascite, icterícia, hemorragia digestiva por varizes, encefalopatia hepática e coagulopatia. Sinais físicos incluem hepatomegalia (inicial) ou fígado diminuído (avançado), esplenomegalia, icterícia, eritema palmar, ginecomastia e atrofia testicular.

Complicações possíveis

Hipertensão portal

Aumento da pressão na veia porta, levando a varizes esofágicas, ascite e esplenomegalia.

Ascite

Acúmulo de líquido na cavidade peritoneal, resultante de hipertensão portal e hipoalbuminemia.

Encefalopatia hepática

Disfunção cerebral devido à incapacidade do fígado em metabolizar toxinas, como amônia.

Hemorragia digestiva

Sangramento de varizes esofágicas ou gástricas, com risco de choque hipovolêmico.

Carcinoma hepatocelular

Neoplasia primária do fígado, com incidência aumentada em cirróticos, especialmente por HCV ou HBV.

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Epidemiologia

A cirrose hepática é uma causa significativa de morbimortalidade global, com estimativa de mais de 1 milhão de mortes anuais. As principais etiologias incluem álcool, hepatite C e DHGNA, com variações regionais; no Brasil, o álcool e as hepatites virais são predominantes. A prevalência aumenta com a idade e é maior em homens, com fatores de risco como obesidade, diabetes e infecções virais.

Prognóstico

O prognóstico varia com a etiologia, estágio da doença e presença de complicações. Na cirrose compensada, a sobrevida média é de 10-12 anos, reduzindo para 1-2 anos na descompensada. Scores como MELD (Model for End-Stage Liver Disease) e Child-Pugh são usados para estratificar risco e priorizar transplante hepático. A remoção do agente agressor (e.g., abstinência alcoólica, tratamento antiviral) pode estabilizar ou regredir a fibrose em estágios iniciais.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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