Redação Sanar
CID K56: Íleo paralítico e obstrução intestinal sem hérnia
K560
Íleo paralítico
K561
Intussuscepção
K562
Volvo
K563
Íleo biliar
K564
Outras obstruções do intestino
K565
Aderências intestinais (bridas) com obstrução
K566
Outras formas de obstrução intestinal, e as não especificadas
K567
Íleo, não especificado
Mais informações sobre o tema:
Definição
O código K56 da CID-10 abrange condições caracterizadas por interrupção da motilidade intestinal ou obstrução mecânica do trato gastrointestinal, excluindo casos relacionados a hérnias. O íleo paralítico refere-se à paralisia da musculatura lisa intestinal, resultando em cessação dos movimentos peristálticos, frequentemente associado a distúrbios metabólicos, inflamatórios ou pós-operatórios. A obstrução intestinal sem hérnia envolve bloqueio mecânico devido a aderências, tumores, volvo ou impactação fecal, levando a acúmulo de conteúdo, distensão abdominal e risco de isquemia. Essas condições representam emergências clínicas com potencial para complicações graves, como perfuração ou sepse, e sua incidência é significativa em contextos hospitalares, especialmente em pacientes submetidos a cirurgias abdominais ou com comorbidades.
Descrição clínica
O íleo paralítico manifesta-se por distensão abdominal difusa, ausência de sons intestinais à ausculta, náuseas, vômitos e incapacidade de eliminar gases ou fezes. A obstrução intestinal mecânica apresenta dor abdominal em cólica, vômitos biliosos ou fecais, constipação e sinais de desidratação. Em ambos os casos, pode haver taquicardia, hipotensão e alterações eletrolíticas. A evolução clínica varia conforme a etiologia, com risco de estrangulamento na obstrução mecânica, exigindo intervenção rápida para evitar necrose intestinal.
Quadro clínico
Pacientes apresentam dor abdominal (cólica na obstrução, difusa no íleo), distensão, náuseas, vômitos, parada de eliminação de gases e fezes. Sinais de desidratação, taquicardia e febre podem estar presentes. Na obstrução estrangulada, há dor localizada, rigidez abdominal e sinais de peritonite. O íleo paralítico geralmente é indolor ou com desconforto leve, mas com distensão marcante.
Complicações possíveis
Perfuração intestinal
Ruptura da parede intestinal devido a isquemia ou distensão excessiva, levando a peritonite e sepse.
Sepse
Infecção sistêmica secundária à translocação bacteriana ou perfuração, com alto risco de mortalidade.
Desidratação e distúrbios eletrolíticos
Perdas hidroeletrolíticas por vômitos e sequestro intraluminal, podendo causar insuficiência renal ou arritmias.
Síndrome do abdome agudo
Conjunto de sinais indicando emergência cirúrgica, com dor intensa e instabilidade hemodinâmica.
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Epidemiologia
A obstrução intestinal é comum, representando cerca de 20% das admissões cirúrgicas de emergência. O íleo paralítico é frequente no pós-operatório, afetando até 10-30% dos pacientes após cirurgia abdominal. A incidência aumenta com idade, comorbidades e história de cirurgias prévias. Dados brasileiros mostram alta prevalência em serviços de urgência, associada a fatores como aderências pós-cirúrgicas.
Prognóstico
Depende da causa, tempo até o diagnóstico e tratamento. O íleo paralítico geralmente tem bom prognóstico com manejo conservador, enquanto a obstrução mecânica não tratada pode evoluir para estrangulamento e mortalidade de até 30%. Intervenção precoce melhora os desfechos, com recuperação completa na maioria dos casos de íleo e obstruções simples.
Perguntas Frequentes
Editorial Sanarmed
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