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CID K52: Outras gastroenterites e colites não-infecciosas
K520
Gastroenterite e colite devida à radiação
K521
Gastroenterite e colite tóxicas
K522
Gastroenterite e colite alérgicas ou ligadas à dieta
K528
Outras gastroenterites e colites especificadas, não-infecciosas
K529
Gastroenterite e colite não-infecciosas, não especificadas
Mais informações sobre o tema:
Definição
A categoria K52 do CID-10 abrange um grupo heterogêneo de colites não infecciosas, caracterizadas por inflamação do cólon sem etiologia infecciosa identificada. Essas condições incluem colite alérgica e dietética, colite microscópica (linfocítica e colagenosa), e outras formas não especificadas, com fisiopatologia envolvendo respostas imunes anormais, alterações na permeabilidade intestinal ou fatores ambientais. O impacto clínico varia de diarreia crônica aquosa a dor abdominal, podendo afetar significativamente a qualidade de vida. Epidemiologicamente, são mais comuns em adultos, com prevalência variável; por exemplo, a colite microscópica tem incidência estimada de 1-10 casos por 100.000 pessoas/ano, sendo mais frequente em mulheres e idosos.
Descrição clínica
As colites não infecciosas sob K52 manifestam-se principalmente com diarreia crônica não sanguinolenta, frequentemente aquosa, associada a dor abdominal cólica, urgência evacuatória e, em alguns casos, perda de peso. A colite microscópica, por exemplo, apresenta diarreia aquosa persistente sem achados macroscópicos na colonoscopia, enquanto formas alérgicas podem incluir sintomas como flatulência e distensão abdominal. A evolução é geralmente crônica ou recorrente, com exacerbações relacionadas a fatores dietéticos ou medicamentosos.
Quadro clínico
O quadro clínico é dominado por diarreia aquosa crônica (geralmente > 4 semanas), sem sangue visível, acompanhada de dor abdominal em cólica, urgência evacuatória, incontinência fecal e, ocasionalmente, náuseas. Sintomas sistêmicos como fadiga e perda de peso podem ocorrer. Na colite microscópica, a diarreia é tipicamente noturna e refratária a tratamentos convencionais. Exacerbações podem ser desencadeadas por ingestão de certos alimentos ou medicamentos.
Complicações possíveis
Desidratação e distúrbios eletrolíticos
Resultante de diarreia crônica aquosa, podendo levar a hipocalemia, acidose metabólica e insuficiência renal.
Desnutrição e perda de peso
Devido à má absorção e redução da ingestão alimentar por sintomas gastrointestinais.
Impacto na qualidade de vida
Diarreia persistente e urgência evacuatória podem causar ansiedade, depressão e limitações sociais.
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A prevalência varia conforme o subtipo; a colite microscópica tem incidência de 1-10/100.000/ano, sendo mais comum em mulheres (razão 2:1 a 9:1) e idosos (pico na sexta e sétima décadas). Fatores de risco incluem uso de AINEs, tabagismo e doenças autoimunes. Dados do Brasil são escassos, mas seguem tendências globais.
Prognóstico
O prognóstico é geralmente favorável, com resposta boa ao tratamento adequado. Na colite microscópica, a remissão espontânea ocorre em alguns casos, mas recidivas são comuns. A morbidade está relacionada à cronicidade dos sintomas, mas o risco de malignização é baixo. Intervenções dietéticas e farmacológicas podem controlar sintomas na maioria dos pacientes.
Critérios diagnósticos
O diagnóstico baseia-se em critérios clínicos, endoscópicos e histológicos. Clinicamente, diarreia crônica não infecciosa. Endoscopicamente, mucosa colônica macroscopicamente normal ou com alterações mínimas (ex.: eritema). Histologicamente, biópsias mostram infiltrado inflamatório característico: na colite linfocítica, >20 linfócitos intraepiteliais por 100 enterócitos; na colite colagenosa, banda colágena subepitelial >10 μm. Exclusão de causas infecciosas, doença inflamatória intestinal (Crohn, retocolite ulcerativa) e isquêmica é essencial.
Diagnóstico diferencial
Condições que devem ser consideradas no diagnóstico diferencial
Doença de Crohn
Doença inflamatória intestinal com inflamação transmural, podendo afetar qualquer parte do trato gastrointestinal, frequentemente com ulcerações afetoides e granulomas não caseosos.
Organização Mundial da Saúde (OMS). CID-10: K50.
Colite ulcerativa
Doença inflamatória intestinal limitada ao cólon, com inflamação contínua da mucosa a partir do reto, apresentando diarreia sanguinolenta e urgência evacuatória.
Organização Mundial da Saúde (OMS). CID-10: K51.
Colite infecciosa
Inflamação colônica causada por patógenos como Salmonella, Shigella ou Clostridium difficile, geralmente com início agudo, febre e diarreia sanguinolenta.
Organização Mundial da Saúde (OMS). CID-10: A09.
Síndrome do intestino irritável
Distúrbio funcional com dor abdominal e alteração do hábito intestinal, sem evidência de inflamação orgânica ou alterações histológicas.
Organização Mundial da Saúde (OMS). CID-10: K58.
Colite isquêmica
Inflamação do cólon devido a hipoperfusão, comum em idosos com comorbidades vasculares, apresentando dor abdominal súbita e diarreia sanguinolenta.
Organização Mundial da Saúde (OMS). CID-10: K55.0
Exames recomendados
Colonoscopia com biópsias
Exame endoscópico para avaliação macroscópica da mucosa colônica e coleta de biópsias para análise histológica.
Confirmar diagnóstico através de achados histológicos característicos (ex.: espessamento colágeno ou infiltrado linfocítico) e excluir outras colites.
Coprocultura e pesquisa de toxina para C. difficile
Análise de amostras fecais para detecção de patógenos bacterianos e toxinas.
Excluir etiologias infecciosas como causa da diarreia.
Hemograma completo
Contagem de células sanguíneas para avaliar anemia, leucocitose ou eosinofilia.
Identificar sinais indiretos de inflamação ou alergia.
Marcadores inflamatórios (ex.: PCR, VHS)
Dosagem de proteína C reativa e velocidade de hemossedimentação.
Avaliar a presença e intensidade de inflamação sistêmica.
Testes de alergia alimentar
Ensaios como IgE específica ou dieta de eliminação.
Identificar possíveis desencadeantes alérgicos em casos suspeitos de colite alérgica.
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Limitar o uso de anti-inflamatórios não esteroidais, que podem precipitar ou exacerbar colites não infecciosas.
Dieta equilibrada
Manter uma alimentação saudável, com identificação precoce de intolerâncias alimentares.
Vigilância e notificação
Não é uma doença de notificação compulsória no Brasil. A vigilância é baseada em registros hospitalares e ambulatoriais, com foco no monitoramento de complicações e resposta ao tratamento. Em surtos de diarreia, deve-se excluir causas infecciosas antes de considerar colites não infecciosas.
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Não, as colites não infecciosas sob K52, como a colite microscópica, não aumentam significativamente o risco de neoplasia colorretal, ao contrário de doenças inflamatórias intestinais como colite ulcerativa de longa duração.
A colite microscópica apresenta inflamação histológica confirmada por biópsia, com diarreia aquosa crônica, enquanto a síndrome do intestino irritável é um distúrbio funcional sem alterações orgânicas, frequentemente com alternância entre diarreia e constipação.
Editorial Sanarmed
Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.
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