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CID K29: Gastrite e duodenite
K290
Gastrite hemorrágica aguda
K291
Outras gastrites agudas
K292
Gastrite alcoólica
K293
Gastrite superficial crônica
K294
Gastrite atrófica crônica
K295
Gastrite crônica, sem outra especificação
K296
Outras gastrites
K297
Gastrite não especificada
K298
Duodenite
K299
Gastroduodenite, sem outra especificação
Mais informações sobre o tema:
Definição
A gastrite e duodenite referem-se a condições inflamatórias que afetam a mucosa gástrica e duodenal, respectivamente, podendo ser classificadas como agudas ou crônicas com base na duração e características histológicas. A gastrite aguda geralmente resulta de insultos agudos como infecções, uso de AINEs ou estresse, enquanto a gastrite crônica está frequentemente associada à infecção por Helicobacter pylori ou processos autoimunes, levando a atrofia e metaplasia intestinal. A duodenite, muitas vezes ligada à gastrite, pode ocorrer como parte da doença péptica ou em resposta a irritantes locais, com potencial para complicações como úlceras e sangramento. Epidemiologicamente, a gastrite por H. pylori é prevalente globalmente, com variações regionais, e impacta significativamente a morbidade gastrointestinal.
Descrição clínica
A gastrite e duodenite manifestam-se clinicamente com sintomas como dor epigástrica, queimação, náuseas, vômitos, saciedade precoce e, em casos de sangramento, melena ou hematêmese. A apresentação pode variar desde assintomática até formas graves com complicações hemorrágicas. A gastrite crônica pode evoluir silenciosamente para atrofia e metaplasia, aumentando o risco de neoplasias gástricas.
Quadro clínico
Sintomas comuns incluem dor abdominal superior, dispepsia, plenitude pós-prandial, náuseas e, em casos agudos, sangramento digestivo. A gastrite erosiva aguda pode apresentar hematêmese ou melena, enquanto a crônica pode ser assintomática ou associada a deficiências de vitamina B12 na forma autoimune. A duodenite pode simular úlcera duodenal com dor que melhora com alimentação.
Complicações possíveis
Sangramento digestivo
Hemorragia aguda ou crônica da mucosa gástrica ou duodenal, levando a hematêmese, melena ou anemia.
Úlcera péptica
Formação de úlceras no estômago ou duodeno como complicação da inflamação persistente.
Atrofia gástrica e metaplasia intestinal
Alterações crônicas na mucosa que aumentam o risco de adenocarcinoma gástrico.
Anemia perniciosa
Na gastrite autoimune, deficiência de fator intrínseco leva à má absorção de vitamina B12 e anemia megaloblástica.
Perfuração
Rara, mas possível em casos graves de úlcera associada, com risco de peritonite.
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A gastrite é comum globalmente, com prevalência variável; a infecção por H. pylori afeta cerca de 50% da população mundial, sendo mais prevalente em regiões em desenvolvimento. A gastrite autoimune é rara. Fatores de risco incluem idade avançada, uso de AINEs, tabagismo e baixo status socioeconômico. No Brasil, a prevalência de H. pylori é elevada, contribuindo para alta carga de doença dispéptica.
Prognóstico
O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, especialmente na gastrite aguda que resolve com remoção do agente causal. Na gastrite crônica por H. pylori, a erradicação melhora os sintomas e reduz o risco de úlcera e câncer. Casos com atrofia extensa ou metaplasia têm maior risco de neoplasia, necessitando vigilância endoscópica.
Critérios diagnósticos
O diagnóstico baseia-se na história clínica, exame físico e confirmação endoscópica com biópsia para histologia. Critérios incluem: presença de sintomas dispépticos, evidência endoscópica de eritema, edema, erosões ou atrofia mucosa, e achados histológicos de inflamação, atividade neutrofílica, ou infecção por H. pylori (teste de urease, histologia ou teste respiratório). Diretrizes como as de Maastricht/Florença recomendam teste e tratamento para H. pylori em gastrite confirmada.
Diagnóstico diferencial
Condições que devem ser consideradas no diagnóstico diferencial
Úlcera péptica
Lesão ulcerada no estômago ou duodeno, com dor epigástrica típica e risco de complicações como perfuração, diferenciada por endoscopia.
UpToDate: 'Peptic ulcer disease: Clinical manifestations and diagnosis'
Doença do refluxo gastroesofágico (DRGE)
Sintomas de pirose e regurgitação devido ao refluxo ácido, sem evidência inflamatória gástrica predominante na endoscopia.
Guidelines da American Gastroenterological Association: 'Diagnosis and Management of Gastroesophageal Reflux Disease'
Dispepsia funcional
Sintomas dispépticos na ausência de alterações estruturais ou bioquímicas explicativas, excluída por investigação negativa.
Critérios de Roma IV: 'Functional Dyspepsia'
Câncer gástrico
Neoplasia maligna do estômago, com sintomas como perda de peso e anemia, diferenciada por biópsia endoscópica.
OMS: 'Classification of Tumours of the Digestive System'
Colecistite
Inflamação da vesícula biliar, com dor no quadrante superior direito e sinais de Murphy, diferenciada por ultrassonografia.
UpToDate: 'Acute cholecystitis: Clinical features and diagnosis'
Exames recomendados
Endoscopia digestiva alta
Exame visual direto da mucosa esofágica, gástrica e duodenal com possibilidade de biópsia.
Avaliar presença de inflamação, erosões, úlceras, e coletar amostras para histologia e teste de H. pylori.
Teste para Helicobacter pylori
Inclui teste respiratório com ureia marcada, teste de antígeno fecal, sorologia, ou teste rápido da urease em biópsia.
Confirmar infecção por H. pylori para guiar terapia de erradicação.
Histopatologia
Análise microscópica de biópsias gástricas e duodenais.
Classificar tipo de gastrite (aguda/crônica), grau de inflamação, atrofia, metaplasia, e detectar H. pylori.
Hemograma completo
Contagem de células sanguíneas, incluindo hemoglobina e hematócrito.
Avaliar anemia por sangramento crônico ou deficiência de ferro/B12.
Testes de função hepática e amilase
Dosagem de enzimas hepáticas e amilase sérica.
Excluir patologias hepáticas ou pancreáticas que mimetizam sintomas dispépticos.
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Consumo de água e alimentos seguros para prevenir infecções como H. pylori.
Uso criterioso de AINEs
Empregar a menor dose efetiva e considerar proteção gástrica com IBPs em pacientes de risco.
Rastreamento de H. pylori
Em populações de alta prevalência ou com história familiar de câncer gástrico, testar e tratar precocemente.
Vigilância e notificação
Não é de notificação compulsória no Brasil, mas casos com complicações ou associados a surtos devem ser monitorados. Vigilância para H. pylori e câncer gástrico em populações de risco é recomendada por diretrizes como as da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva.
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Sim, especialmente na gastrite crônica com atrofia e metaplasia intestinal, que são condições pré-malignas. A erradicação de H. pylori e vigilância endoscópica podem reduzir esse risco.
Esquemas de erradicação incluem terapia tripla (e.g., IBP + amoxicilina + claritromicina) ou quádrupla, com ajustes baseados em resistência local. A confirmação da erradicação é recomendada pós-tratamento.
Não, muitas formas de gastrite crônica são assintomáticas e detectadas incidentalmente em endoscopia. Sintomas podem surgir com complicações ou exacerbações agudas.
Editorial Sanarmed
Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.
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