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CID J43: Enfisema

J430
Síndrome de MacLeod
J431
Enfisema panlobular
J432
Enfisema centrolobular
J438
Outras formas de enfisema
J439
Enfisema não especificado

Mais informações sobre o tema:

Definição

O enfisema é uma doença pulmonar obstrutiva crônica caracterizada pela destruição irreversível das paredes alveolares, resultando em hiperinsuflação pulmonar e perda da elasticidade pulmonar. Esta condição está frequentemente associada à exposição a toxinas inaladas, principalmente o tabagismo, e envolve processos inflamatórios mediados por neutrófilos e macrófagos, com desequilíbrio entre proteases e antiproteases. O enfisema leva a uma redução significativa da superfície de troca gasosa, comprometendo a oxigenação e causando dispneia progressiva. Epidemiologicamente, é uma das principais causas de morbimortalidade global, com alta prevalência em fumantes e idosos, impactando a qualidade de vida e a capacidade funcional.

Descrição clínica

O enfisema manifesta-se clinicamente por dispneia progressiva, inicialmente aos esforços e posteriormente em repouso, tosse crônica produtiva ou não, e sibilos. A hiperinsuflação pulmonar resulta em tórax em tonel, uso de musculatura acessória para respiração, e diminuição do murmúrio vesicular à ausculta. A doença é frequentemente associada a perda de peso e fadiga devido ao aumento do trabalho respiratório. A evolução é lenta e insidiosa, com exacerbações agudas desencadeadas por infecções ou poluentes.

Quadro clínico

O quadro clínico inclui dispneia progressiva, tosse crônica (geralmente produtiva com expectoração mucoide), sibilos, e intolerância ao exercício. Sinais físicos comuns são tórax em tonel, baqueteamento digital (em casos associados a hipoxemia crônica), cianose, e uso de musculatura acessória. Em exacerbações, há piora da dispneia, aumento da tosse e expectoração purulenta. A doença pode evoluir para cor pulmonale em estágios tardios, com edemas e hepatomegalia.

Complicações possíveis

Insuficiência respiratória

Comprometimento grave da troca gasosa, requerendo suporte ventilatório.

Pneumotórax

Ruptura de bolhas enfisematosas levando ao colapso pulmonar.

Cor pulmonale

Hipertensão pulmonar e insuficiência cardíaca direita devido à hipoxemia crônica.

Exacerbações agudas

Episódios de piora sintomática, frequentemente por infecções, levando a hospitalizações.

Caquexia

Perda de peso e massa muscular devido ao aumento do gasto energético respiratório.

Epidemiologia

O enfisema é uma causa significativa de morbimortalidade global, com prevalência estimada em 10-20% em adultos acima de 40 anos, variando com a exposição a fatores de risco. É mais comum em homens e idosos, e a incidência está associada ao tabagismo, responsável por mais de 80% dos casos. No Brasil, a DPOC (incluindo enfisema) é uma das principais causas de morte, com impacto econômico substancial devido a hospitalizações e incapacidade.

Prognóstico

O prognóstico do enfisema é geralmente desfavorável, com progressão lenta e irreversível. Fatores como tabagismo contínuo, baixo VEF1, hipoxemia e comorbidades associadas pioram o desfecho. A sobrevida média é reduzida, especialmente em estágios avançados (GOLD 3-4), mas intervenções como cessação tabágica e oxigenoterapia podem melhorar a qualidade de vida e prolongar a sobrevida.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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