O CID é a base para registros clínicos, laudos e faturamento. Nosso sistema facilita a busca rápida e precisa do código certo, com sinônimos e filtros médicos atualizados.
Escolher o CID correto evita glosas e retrabalho. Com a nossa ferramenta, você encontra o código ideal em segundos, direto pela descrição clínica — sem abrir PDF ou manual extenso.
Use nosso buscador inteligente para encontrar o CID mais adequado com base no termo clínico, especialidade ou condição do paciente. Tudo validado com a CID-10 da OMS e atualizações nacionais.
CID H91: Outras perdas de audição
H910
Perda de audição ototóxica
H911
Presbiacusia
H912
Perda de audição súbita idiopática
H913
Surdo-mudez não classificada em outra parte
H918
Outras perdas de audição especificadas
H919
Perda não especificada de audição
Mais informações sobre o tema:
Definição
A categoria H91 da CID-10 abrange uma variedade de transtornos auditivos que não se enquadram em classificações específicas como perda auditiva condutiva ou neurossensorial isolada, incluindo condições como perda auditiva súbita idiopática, ototoxicidade, e outras formas não especificadas. Esses transtornos podem resultar de fatores como exposição a ruídos intensos, uso de medicamentos ototóxicos, infecções virais, ou causas idiopáticas, impactando a função coclear ou neural. A fisiopatologia envolve danos às células ciliadas da cóclea, disfunção do nervo auditivo, ou alterações vasculares, levando a deficiências na transmissão e processamento de sinais sonoros. Epidemiologicamente, são prevalentes em populações expostas a riscos ocupacionais ou ambientais, com variações conforme idade e comorbidades, contribuindo significativamente para incapacidades auditivas globais.
Descrição clínica
Os transtornos incluídos em H91 manifestam-se clinicamente por sintomas como perda auditiva unilateral ou bilateral, zumbido, vertigem, e dificuldades de comunicação, podendo ser agudos ou crônicos. A apresentação varia desde episódios súbitos até progressão gradual, frequentemente associada a fatores desencadeantes como trauma acústico ou uso de drogas. Exames audiológicos revelam alterações nos limiares auditivos, com padrões mistos ou indefinidos, exigindo avaliação detalhada para exclusão de outras causas.
Quadro clínico
Pacientes relatam início súbito ou gradual de hipoacusia, frequentemente acompanhada de zumbido (acúfeno), plenitude auricular, e ocasionalmente vertigem. A perda auditiva pode ser assimétrica e flutuante, com agravamento em ambientes ruidosos. Em crianças, pode haver atraso no desenvolvimento da fala, enquanto idosos apresentam maior risco de isolamento social.
Complicações possíveis
Deficiência auditiva permanente
Pode levar a dificuldades de comunicação, impacto psicossocial e redução da qualidade de vida.
Isolamento social e depressão
Resultante da dificuldade auditiva, contribuindo para comorbidades psiquiátricas.
Quedas e acidentes
Associado a vertigem ou desequilíbrio em casos com componente vestibular.
Atraso no desenvolvimento infantil
Em crianças, a perda auditiva não tratada pode prejudicar a aquisição de linguagem e aprendizado.
Aprimore sua prática clínica
Aprenda com especialistas que atuam nos maiores hospitais do país.
Prevalência global estimada em 5-10% para transtornos auditivos não especificados, com maior incidência em idosos, trabalhadores expostos a ruídos, e usuários de medicamentos ototóxicos. No Brasil, dados do SUS indicam significante morbidade, especialmente em regiões industrializadas.
Prognóstico
Variável conforme a etiologia; perdas súbitas podem ter recuperação espontânea em até 65% dos casos se tratadas precocemente, enquanto ototoxicidade tende a ser irreversível. Fatores como idade, comorbidades e adesão ao tratamento influenciam os desfechos, com necessidade de reabilitação auditiva para otimização funcional.
Critérios diagnósticos
O diagnóstico baseia-se na história clínica, exame otológico, e audiometria tonal e vocal, com critérios incluindo: perda auditiva confirmada por audiograma (≥30 dB em uma ou mais frequências), exclusão de causas específicas (e.g., H90 para perdas condutivas/neurossensoriais), e associação temporal com fatores de risco. Diretrizes como as da American Academy of Otolaryngology-Head and Neck Surgery recomendam avaliação para ototoxicidade em pacientes sob medicação relevante.
Diagnóstico diferencial
Condições que devem ser consideradas no diagnóstico diferencial
H90 - Perda auditiva condutiva e neurossensorial
Distinção baseada na localização do defeito: H90 especifica perdas condutivas (ouvido externo/médio) ou neurossensoriais (cóclea/nervo), enquanto H91 abrange formas mistas ou não classificadas.
OMS. CID-10: Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde.
H83.0 - Labirintite
Caracterizada por vertigem intensa e nistagmo, frequentemente pós-infecciosa, diferindo de H91 onde a perda auditiva pode predominar sem sintomas vestibulares proeminentes.
UpToDate. 'Labyrinthitis'.
H93.1 - Zumbido
Focado no sintoma de zumbido isolado, enquanto H91 pode incluir zumbito como parte de um transtorno auditivo mais amplo, exigindo avaliação para causas subjacentes.
PubMed: Baguley DM, et al. Tinnitus. Lancet. 2013.
H91.0 - Ototoxicidade
Subcategoria de H91, específica para perdas induzidas por drogas, diferenciada por história de exposição a agentes ototóxicos como aminoglicosídeos.
Micromedex. Drug-Induced Ototoxicity.
G45.0 - Síndrome do roubo da subclávia
Causa vascular que pode simular perda auditiva súbita, mas associada a sintomas neurológicos focais, distinguível por exames de imagem.
Diretrizes Brasileiras de Doenças Cerebrovasculares.
Exames recomendados
Audiometria tonal limiar
Avalia limiares auditivos por via aérea e óssea para quantificar a perda e determinar o tipo (condutiva, neurossensorial ou mista).
Diagnóstico e caracterização da deficiência auditiva.
Emissões otoacústicas
Teste objetivo da função coclear, útil para detectar danos precoces em células ciliadas externas.
Triagem e monitoramento de ototoxicidade.
Potenciais evocados auditivos do tronco encefálico
Avalia a integridade das vias auditivas neurais, distinguindo entre lesões cocleares e retrococleares.
Diagnóstico diferencial de patologias do nervo auditivo.
Timpanometria
Mede a complacência da membrana timpânica e pressão do ouvido médio, excluindo componentes condutivos.
Avaliação da função do ouvido médio.
Ressonância magnética de crânio
Imagem para excluir causas estruturais como schwannoma do nervo vestibulococlear ou anomalias congênitas.
Investigação de etiologias retrococleares.
Aprimore sua prática clínica
Aprenda com especialistas que atuam nos maiores hospitais do país.
Uso de abafadores ou protetores para reduzir exposição a níveis seguros (<85 dB).
Monitoramento de medicamentos ototóxicos
Avaliação audiológica regular durante tratamentos com aminoglicosídeos ou cisplatina.
Educação em saúde
Campanhas para conscientização sobre riscos de ruído e ototoxicidade.
Vigilância e notificação
No Brasil, a vigilância é realizada através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) para casos ocupacionais ou surtos, com notificação obrigatória de perdas auditivas induzidas por ruído conforme a Norma Regulamentadora NR-7. Programas de saúde auditiva incentivam rastreio em grupos de risco.
Aprimore sua prática clínica
Aprenda com especialistas que atuam nos maiores hospitais do país.
Incluem ototoxicidade por medicamentos (e.g., aminoglicosídeos), exposição a ruídos intensos, infecções virais, e causas idiopáticas, com mecanismos variando de dano coclear a vascular.
H91 é residual para transtornos não classificados em categorias específicas como H90 (perdas condutivas/neurossensoriais); o diagnóstico requer exclusão de causas definidas e avaliação audiológica detalhada.
Sim, corticosteroides sistêmicos ou intratimpânicos são a base do tratamento, iniciados precocemente, com taxas de recuperação significativas; no entanto, a resposta varia conforme a etiologia e tempo de início.
Editorial Sanarmed
Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.
Sobre a Sanar: A Sanar é uma das maiores plataformas de educação médica da América Latina...