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CID H83: Outros transtornos do ouvido interno
H830
Labirintite
H831
Fístula do labirinto
H832
Disfunção do labirinto
H833
Efeitos do ruído sobre o ouvido interno
H838
Outros transtornos especificados do ouvido interno
H839
Transtorno não especificado do ouvido interno
Mais informações sobre o tema:
Definição
A categoria H83 do CID-10 abrange um grupo heterogêneo de doenças do ouvido interno que não se enquadram em classificações específicas como labirintite, doença de Ménière ou vertigem posicional paroxística benigna. O ouvido interno, composto pela cóclea (responsável pela audição) e pelo vestíbulo (responsável pelo equilíbrio), é suscetível a diversas patologias que podem resultar em disfunções auditivas, vestibulares ou ambas. Essas condições podem ser de origem inflamatória, vascular, traumática, idiopática ou associada a doenças sistêmicas, impactando significativamente a qualidade de vida devido a sintomas como vertigem, zumbido e perda auditiva. A epidemiologia varia conforme a etiologia, sendo mais comum em adultos e idosos, com fatores de risco como exposição a ruído, infecções virais e comorbidades como diabetes e hipertensão.
Descrição clínica
As doenças incluídas em H83 manifestam-se predominantemente por sintomas vestibulares (como vertigem rotatória, desequilíbrio e náuseas) e/ou cocleares (como hipoacusia sensorioneural, zumbido e plenitude auricular). A apresentação clínica é variável, podendo ser aguda, crônica ou recorrente, dependendo da patologia subjacente. Exemplos incluem neuronite vestibular, fístula perilinfática, hidropsia endolinfática secundária e doenças degenerativas do ouvido interno. O exame físico pode revelar nistagmo espontâneo ou posicional, testes vestibulares anormais e alterações na audiometria.
Quadro clínico
Os pacientes geralmente apresentam vertigem aguda ou crônica (sensação de rotação), associada a náuseas, vômitos, desequilíbrio e dificuldade de marcha. Sintomas cocleares incluem perda auditiva sensorioneural (unilateral ou bilateral), zumbido (frequência alta ou baixa) e sensação de ouvido tampado. Em casos agudos, como neuronite vestibular, os sintomas são intensos e autolimitados; em condições crônicas, como degeneração labiríntica, há piora progressiva. Pode haver história de trauma, infecção recente ou comorbidades sistêmicas.
Complicações possíveis
Quedas e traumatismos
Desequilíbrio crônico pode levar a quedas, especialmente em idosos, resultando em fraturas ou outras lesões.
Ansiedade e depressão
Vertigem persistente e zumbido podem causar significante sofrimento psicológico, afetando a qualidade de vida.
Deficiência auditiva permanente
Dano irreversível às células ciliadas cocleares pode resultar em perda auditiva sensorioneural progressiva.
Restrição de atividades
Sintomas vestibulares limitam a capacidade de dirigir, trabalhar ou realizar tarefas diárias, levando a isolamento social.
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A prevalência de doenças do ouvido interno sob H83 é difícil de precisar devido à heterogeneidade, mas estima-se que distúrbios vestibulares afetem até 5-10% da população geral, com maior incidência em adultos de meia-idade e idosos. Fatores de risco incluem idade avançada, história de infecções virais, trauma craniano, exposição a ruído ocupacional e comorbidades como diabetes e doenças autoimunes. Não há predileção por gênero significativa, e a distribuição geográfica é global.
Prognóstico
O prognóstico varia conforme a etiologia e tratamento precoce. Condições agudas como neuronite vestibular têm bom prognóstico, com resolução espontânea em semanas a meses, embora possa haver déficit vestibular residual. Doenças crônicas ou degenerativas tendem a progressão lenta, com manejo sintomático. Intervenções como reabilitação vestibular podem melhorar o equilíbrio e funcionalidade. Complicações como perda auditiva permanente podem impactar a longo prazo, necessitando de adaptações.
Critérios diagnósticos
O diagnóstico é baseado na história clínica, exame físico e exames complementares. Critérios incluem: presença de sintomas vestibulares e/ou cocleares não explicados por outras categorias do CID-10 (como H81 para vertigem); exclusão de labirintite aguda (H83.0 não especificada aqui, mas H83 inclui formas diversas); e confirmação por testes como audiometria (mostrando perda sensorioneural), eletronistagmografia ou videonistagmografia (avaliando função vestibular), e potenciais evocados auditivos. Em casos suspeitos de causas específicas, ressonância magnética pode ser necessária para afastar patologias do SNC.
Diagnóstico diferencial
Condições que devem ser consideradas no diagnóstico diferencial
Doença de Ménière (H81.0)
Caracterizada por episódios recorrentes de vertigem, zumbido, plenitude auricular e perda auditiva flutuante, devido a hidropsia endolinfática idiopática.
OMS. CID-10: H81.0.
Vertigem posicional paroxística benigna (H81.1)
Vertigem desencadeada por mudanças de posição da cabeça, devido a deslocamento de otólitos no vestíbulo, sem perda auditiva significativa.
OMS. CID-10: H81.1.
Labirintite (H83.0)
Inflamação do labirinto, geralmente de origem infecciosa, com vertigem aguda, náuseas e perda auditiva, mas H83.0 é uma subcategoria de H83.
OMS. CID-10: H83.0.
Neurite vestibular (H81.2)
Vertigem aguda unilateral sem perda auditiva, por inflamação do nervo vestibular, muitas vezes incluída em H83 como 'outras doenças'.
UpToDate. Vestibular Neuritis.
Hipoacusia sensorioneural súbita (H91.2)
Perda auditiva rápida de origem coclear ou retrococlear, que pode ser confundida com componentes cocleares de H83.
OMS. CID-10: H91.2.
Exames recomendados
Audiometria tonal e vocal
Avalia a acuidade auditiva e discriminação de fala, identificando perda sensorioneural característica de doenças cocleares.
Diagnóstico e monitoramento de disfunção coclear.
Videonistagmografia ou eletronistagmografia
Teste que registra movimentos oculares para avaliar a função vestibular periférica e central.
Detecção de nistagmo espontâneo ou posicional e avaliação de assimetria vestibular.
Teste de impulso cefálico videoassistido
Avalia o reflexo vestíbulo-ocular, útil para detectar deficiência vestibular unilateral.
Diferenciação entre lesões vestibulares periféricas e centrais.
Ressonância magnética de crânio com contraste
Imagem para excluir patologias do SNC, como schwannoma vestibular ou esclerose múltipla, que mimetizam sintomas do ouvido interno.
Exclusão de causas centrais e avaliação de estruturas labirínticas.
Potenciais evocados auditivos do tronco encefálico
Avalia a via auditiva desde a cóclea até o tronco encefálico, detectando alterações retrococleares.
Diferenciação entre lesões cocleares e retrococleares.
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Uso de protetores auriculares em ambientes ruidosos para prevenir trauma acústico ao ouvido interno.
Controle de comorbidades
Manejo adequado de diabetes, hipertensão e doenças autoimunes para reduzir risco vascular e inflamatório.
Prevenção de traumas
Uso de equipamentos de segurança em atividades de risco para evitar fraturas temporais ou barotrauma.
Vigilância e notificação
Doenças do ouvido interno geralmente não são de notificação compulsória, exceto em surtos associados a infecções específicas. A vigilância é baseada em registros hospitalares e ambulatoriais, com foco em monitorar complicações e eficácia de tratamentos. Em casos de suspeita de causas infecciosas ou surtos, notificação às autoridades de saúde pode ser necessária conforme diretrizes locais.
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As causas incluem infecções virais (como herpes), trauma, doenças autoimunes, fatores vasculares e idiopáticos. A avaliação detalhada é necessária para identificar a etiologia específica.
Vertigem periférica (associada a H83) geralmente é intensa, com nistagmo horizontal-torsional e melhora com fixação ocular, enquanto a central é menos intensa, com nistagmo vertical ou puro, e piora com fixação. Exames como ressonância magnética ajudam na diferenciação.
Depende da causa; em casos agudos como neuronite ou perda súbita, pode haver recuperação com tratamento precoce, mas danos crônicos ou degenerativos tendem a ser permanentes, necessitando de reabilitação auditiva.
Editorial Sanarmed
Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.
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