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CID H80: Otosclerose

H800
Otosclerose que compromete a janela oval, não-obliterante
H801
Otosclerose que compromete a janela oval, obliterante
H802
Otosclerose da cóclea
H808
Outras otoscleroses
H809
Otosclerose não especificada

Mais informações sobre o tema:

Definição

A otosclerose é uma doença osteodistrófica primária da cápsula ótica, caracterizada por remodelação óssea anormal no ouvido médio, levando à fixação progressiva do estribo na janela oval. Esta condição resulta em perda auditiva condutiva, mista ou, menos comumente, neurossensorial, devido à interferência na transmissão sonora. A otosclerose é uma causa comum de deficiência auditiva em adultos jovens e de meia-idade, com predileção por mulheres e associação a fatores genéticos e hormonais. O impacto clínico inclui deterioração gradual da audição, zumbido e, em casos avançados, comprometimento da qualidade de vida, necessitando de intervenções como aparelhos auditivos ou cirurgia para restauração funcional.

Descrição clínica

A otosclerose manifesta-se tipicamente como perda auditiva progressiva e unilateral ou bilateral, frequentemente iniciando na terceira ou quarta década de vida. Os sintomas incluem hipoacusia condutiva, zumbido (acufeno), e ocasionalmente vertigem. A audiometria revela gap aéreo-ósseo, e o exame otoscópico é geralmente normal, sem sinais de inflamação ou infecção. A progressão pode levar a perda auditiva mista ou neurossensorial em estágios avançados, com piora durante a gravidez devido a influências hormonais.

Quadro clínico

O quadro clínico inclui início insidioso de perda auditiva, frequentemente bilateral e assimétrica, com piora gradual ao longo de anos. Zumbido é comum, e alguns pacientes referem paracusia (melhora da audição em ambientes ruidosos - paracusia de Willis). Vertigem ou tontura podem ocorrer se houver envolvimento vestibular. Na anamnese, história familiar positiva é frequente, e a gravidez pode acelerar a progressão.

Complicações possíveis

Perda Auditiva Profunda

Progressão para deficiência auditiva severa, impactando comunicação e qualidade de vida.

Zumbido Incapacitante

Acufeno persistente que pode causar ansiedade, depressão e distúrbios do sono.

Vertigem Crônica

Tontura recorrente devido a envolvimento vestibular, levando a quedas e restrições atividades.

Falha Cirúrgica

Complicações pós-estapedectomia, como perfuração timpânica, fístula perilinfática ou piora auditiva.

Epidemiologia

A otosclerose tem prevalência de aproximadamente 0,3-0,4% na população geral, sendo mais comum em caucasianos e rara em asiáticos e africanos. A incidência pico ocorre entre 20-40 anos, com razão feminino:masculino de 2:1, e associação com história familiar em 50-60% dos casos. Fatores de risco incluem genética, gravidez e possivelmente infecções virais prévias.

Prognóstico

O prognóstico da otosclerose é geralmente bom com tratamento adequado; a cirurgia (estapedectomia) pode restaurar a audição em 90% dos casos, mas a progressão natural é lenta e variável. Sem intervenção, a perda auditiva pode estabilizar ou piorar, com impacto significativo na vida social e profissional. Fatores como idade de início, gravidade e envolvimento coclear influenciam os desfechos.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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