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CID H52: Transtornos da refração e da acomodação
H520
Hipermetropia
H521
Miopia
H522
Astigmatismo
H523
Anisometropia e aniseiconia
H524
Presbiopia
H525
Transtornos da acomodação
H526
Outros transtornos da refração
H527
Transtorno não especificado da refração
Mais informações sobre o tema:
Definição
Os transtornos da refração e da acomodação referem-se a condições oftalmológicas caracterizadas por anormalidades na capacidade do olho de focar a luz na retina, resultando em visão turva ou distorcida. Esses transtornos envolvem defeitos na refração, como miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia, bem como distúrbios na acomodação, que é o mecanismo de ajuste do cristalino para focar objetos a diferentes distâncias. A fisiopatologia está relacionada a alterações na curvatura da córnea, comprimento axial do globo ocular ou perda de elasticidade do cristalino, impactando a qualidade visual e podendo levar a sintomas como fadiga ocular, dores de cabeça e dificuldades em atividades diárias. Epidemiologicamente, são extremamente prevalentes em nível global, afetando todas as faixas etárias, com a miopia apresentando aumento significativo nas últimas décadas, particularmente em populações urbanas e com alta exposição a atividades de perto.
Descrição clínica
Os transtornos da refração e da acomodação manifestam-se clinicamente por sintomas visuais como visão embaçada para longe (miopia), para perto (hipermetropia), distorção da imagem (astigmatismo) ou dificuldade progressiva em focar objetos próximos (presbiopia). Podem ser acompanhados por astenopia, cefaleia, lacrimejamento e necessidade de esforço visual excessivo. A apresentação varia com a idade, sendo a presbiopia comum após os 40 anos, enquanto a miopia frequentemente inicia na infância ou adolescência. A avaliação clínica inclui história detalhada e exame oftalmológico para determinar o tipo e grau do erro refrativo.
Quadro clínico
O quadro clínico inclui visão turva para longe ou perto, dependendo do tipo de transtorno, diplopia em alguns casos de astigmatismo, dor ocular, cefaleia frontal ou temporal, e sensação de cansaço visual após esforço prolongado. Em crianças, pode haver dificuldades escolares ou desinteresse por atividades que exigem boa acuidade visual. A presbiopia manifesta-se como necessidade de afastar objetos para enxergá-los nitidamente. A gravidade varia de leve a grave, podendo ser corrigida com auxílios ópticos.
Complicações possíveis
Ambliopia
Desenvolvimento de visão reduzida irreversível em crianças devido à falta de correção precoce de erros refrativos.
Estrabismo
Desalinhamento ocular que pode ser secundário a esforço acomodativo excessivo em hipermetropia.
Cefaleia crônica
Dor de cabeça persistente relacionada ao esforço visual contínuo para compensar o erro refrativo.
Queda da qualidade de vida
Impacto nas atividades diárias, desempenho acadêmico ou profissional devido à visão comprometida.
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Transtornos da refração estão entre as condições oculares mais comuns globalmente, com prevalência estimada em bilhões de pessoas. A miopia afeta cerca de 30% da população mundial, com taxas crescentes, especialmente no Leste Asiático. A presbiopia é quase universal após os 40-50 anos. Fatores como urbanização, educação e tempo em atividades de perto influenciam a distribuição. No Brasil, dados do Ministério da Saúde indicam alta prevalência em todas as regiões.
Prognóstico
O prognóstico é geralmente excelente com correção adequada (óculos, lentes de contato ou cirurgia refrativa), permitindo visão normal ou próxima do normal. Em crianças, a detecção e tratamento precoces previnem complicações como ambliopia. A presbiopia é progressiva com a idade, mas bem manejada. Sem intervenção, pode levar a deficiência visual e impacto funcional significativo.
Critérios diagnósticos
O diagnóstico baseia-se na história clínica de sintomas visuais e no exame oftalmológico, incluindo teste de acuidade visual, retinoscopia, refratometria (subjetiva e objetiva), e avaliação da acomodação. Critérios incluem a identificação do erro refrativo em dioptrias, com confirmação por exames como a auto-refratometria ou topografia corneal. Diretrizes como as da American Academy of Ophthalmology recomendam a realização de exames de rotina para detecção precoce, especialmente em grupos de risco.
Diagnóstico diferencial
Condições que devem ser consideradas no diagnóstico diferencial
Catarata
Opacidade do cristalino que causa visão turva progressiva, diferenciada pela ausência de correção com lentes e achados no exame de lâmpada de fenda.
American Academy of Ophthalmology. Preferred Practice Pattern: Cataract in the Adult Eye. 2021.
Glaucoma
Neuropatia óptica com perda de campo visual, mas sem erro refrativo significativo; diagnóstico por tonometria e avaliação do nervo óptico.
World Health Organization. World report on vision. 2019.
Retinopatia diabética
Alterações vasculares retinianas que podem mimetizar sintomas visuais, diferenciada por fundoscopia e história de diabetes.
International Council of Ophthalmology. Guidelines for Diabetic Eye Care. 2017.
Ambliopia
Redução da acuidade visual sem causa orgânica aparente, comum na infância, diferenciada por testes de visão binocular e resposta à oclusão.
American Association for Pediatric Ophthalmology and Strabismus. Amblyopia Preferred Practice Pattern. 2017.
Síndrome do olho seco
Distúrbio da superfície ocular causando visão fluctuante e desconforto, diferenciado por testes de lágrima e ausência de erro refrativo fixo.
TFOS DEWS II Report. Ocular Surface. 2017.
Exames recomendados
Teste de acuidade visual
Mede a clareza da visão a diferentes distâncias usando tabelas como Snellen.
Avaliar a gravidade do comprometimento visual e monitorar a eficácia da correção.
Refratometria
Exame para determinar o erro refrativo em dioptrias, podendo ser objetiva (retinoscopia) ou subjetiva.
Estabelecer a prescrição precisa para óculos ou lentes de contato.
Exame de fundo de olho
Inspeção da retina e estruturas oculares internas com oftalmoscopia.
Descartar patologias retinianas que possam simular ou agravar transtornos refrativos.
Topografia corneal
Mapeamento da curvatura da córnea para avaliar astigmatismo irregular ou ceratocone.
Diagnosticar anomalias corneais e planejar intervenções como cirurgia refrativa.
Teste de acomodação
Avalia a capacidade de focar em objetos próximos, medindo a amplitude e facilidade acomodativa.
Identificar distúrbios de acomodação, como insuficiência ou espasmo.
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Rastreamento periódico desde a infância para detecção precoce e correção de erros refrativos.
Hábitos visuais saudáveis
Manter distância adequada de leitura, iluminação apropriada e limitar tempo de tela para reduzir risco de miopia.
Educação em saúde ocular
Campanhas de conscientização sobre a importância da correção visual e acesso a serviços oftalmológicos.
Vigilância e notificação
No Brasil, transtornos da refração não são de notificação compulsória, mas são alvo de programas de saúde ocular, como o Programa Olhar Brasil, que promove rastreamento em escolas e comunidades. A vigilância é baseada em exames de rotina em unidades de saúde, com foco em grupos vulneráveis como crianças e idosos. Diretrizes da OMS recomendam integração aos cuidados primários para reduzir a cegueira evitável.
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Miopia é a dificuldade em enxergar à distância devido ao foco da luz anterior à retina, enquanto hipermetropia é a dificuldade em ver de perto pelo foco posterior à retina; ambas são corrigidas com lentes apropriadas.
Não, a presbiopia é um processo natural do envelhecimento relacionado à perda de elasticidade do cristalino, mas pode ser gerenciada com correção óptica ou cirúrgica.
Sim, a correção precoce é crucial para prevenir ambliopia e garantir o desenvolvimento visual normal, com exames regulares recomendados a partir dos 3-5 anos.
Editorial Sanarmed
Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.
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