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CID G91: Hidrocefalia

G910
Hidrocefalia comunicante
G911
Hidrocefalia obstrutiva
G912
Hidrocefalia de pressão normal
G913
Hidrocefalia pós-traumática não especificada
G918
Outras formas de hidrocefalia
G919
Hidrocefalia não especificada

Mais informações sobre o tema:

Definição

A hidrocefalia é uma condição neurológica caracterizada pelo acúmulo anormal de líquido cefalorraquidiano (LCR) no sistema ventricular cerebral, resultando em dilatação ventricular e aumento da pressão intracraniana. Pode ser classificada como comunicante ou não comunicante, dependendo da presença de obstrução ao fluxo do LCR. A fisiopatologia envolve desequilíbrio entre produção, circulação e absorção do LCR, levando a compressão do parênquima cerebral e dano neuronal. Epidemiologicamente, é mais comum em lactentes e idosos, com incidência variável conforme a etiologia, e impacta significativamente a qualidade de vida e sobrevida dos pacientes.

Descrição clínica

A hidrocefalia manifesta-se clinicamente por sinais de hipertensão intracraniana, como cefaleia, vômitos, papiledema e alterações do nível de consciência. Em lactentes, observa-se macrocefalia, fontanela abaulada e suturas cranianas afastadas. Em adultos, podem ocorrer distúrbios da marcha, incontinência urinária e declínio cognitivo (tríade de Hakim-Adams na hidrocefalia de pressão normal). A progressão pode ser aguda ou crônica, com gravidade dependente da rapidez de instalação e da etiologia subjacente.

Quadro clínico

O quadro clínico varia com a idade e a cronicidade. Em lactentes: macrocefalia progressiva, irritabilidade, vômitos em jato, atraso do desenvolvimento e 'sinal do sol poente' (desvio ocular para baixo). Em crianças e adultos: cefaleia matinal, náuseas, visão turva, diplopia, alterações da marcha (marcha magnética), incontinência urinária e declínio cognitivo. Na hidrocefalia de pressão normal, a tríade clássica é distúrbio da marcha, demência e incontinência, com pressão intracraniana normal ou levemente elevada.

Complicações possíveis

Herniação cerebral

Deslocamento de tecido cerebral devido à hipertensão intracraniana severa, podendo levar a morte.

Deficit cognitivo permanente

Dano neuronal irreversível por compressão prolongada, resultando em demência ou atraso do desenvolvimento.

Infecção de derivação

Complicação pós-cirúrgica de sistemas de derivação, requerendo antibioticoterapia ou revisão.

Obstrução de derivação

Falha do sistema de drenagem, levando a recidiva dos sintomas e necessidade de reintervenção.

Epilepsia

Crises convulsivas secundárias a lesão cortical ou intervenções cirúrgicas.

Epidemiologia

A hidrocefalia tem incidência estimada de 0,5 a 1,0 por 1000 nascidos vivos em formas congênitas, e prevalência aumentada em idosos (hidrocefalia de pressão normal). É mais comum em prematuros devido a hemorragia intraventricular. Distribuição global uniforme, sem predileção por gênero na maioria das formas. No Brasil, dados do DATASUS indicam hospitalizações frequentes por complicações, destacando a importância do acesso a neurocirurgia.

Prognóstico

O prognóstico da hidrocefalia depende da etiologia, rapidez do diagnóstico e tratamento. Em casos tratados precocemente com derivação ventricular, pode haver melhora significativa dos sintomas, especialmente na hidrocefalia de pressão normal. Complicações como infecções ou obstruções de derivação podem piorar o desfecho. Sem tratamento, a progressão leva a dano neurológico irreversível ou óbito. Fatores prognósticos incluem idade, comorbidades e resposta à terapia.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.

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