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CID G90: Transtornos do sistema nervoso autônomo
G900
Neuropatia autonômica periférica idiopática
G901
Disautonomia familiar [Síndrome de Riley-Day]
G902
Síndrome de Horner
G903
Degeneração multissistêmica
G904
Disreflexia autonômica
G908
Outros transtornos do sistema nervoso autônomo
G909
Transtorno não especificado do sistema nervoso autônomo
Mais informações sobre o tema:
Definição
Os transtornos do sistema nervoso autônomo (SNA) referem-se a um grupo heterogêneo de condições caracterizadas por disfunção no sistema nervoso autônomo, que controla funções involuntárias do corpo, como frequência cardíaca, pressão arterial, sudorese, digestão e temperatura corporal. Esses transtornos podem resultar de danos a neurônios centrais ou periféricos, levando a desregulação simpática e/ou parassimpática. O impacto clínico varia desde sintomas leves e localizados até condições graves e sistêmicas, como hipotensão ortostática e arritmias cardíacas, com significativa morbidade e redução da qualidade de vida. Epidemiologicamente, são mais comuns em idosos e em associação com doenças neurodegenerativas, como doença de Parkinson e diabetes mellitus, com prevalência estimada em até 30% em populações com neuropatias periféricas.
Descrição clínica
Os transtornos do SNA manifestam-se por sintomas diversos, incluindo tonturas, síncope, intolerância ao calor, disfunção gastrointestinal (como constipação ou diarreia), disfunção urinária (retenção ou incontinência), disfunção sexual (disfunção erétil ou ejaculatória) e alterações pupilares. A apresentação pode ser aguda ou crônica, com exacerbamentos em resposta a estresses fisiológicos. A avaliação clínica requer história detalhada e exame físico focando em sinais autonômicos, como alterações na pressão arterial postural, sudorese anormal e respostas cardiovasculares.
Quadro clínico
O quadro clínico inclui sintomas cardiovasculares (tontura, síncope, palpitações), gastrointestinais (náuseas, vômitos, saciedade precoce, constipação), geniturinários (retenção urinária, incontinência, disfunção erétil), sudorais (hiperidrose ou anidrose) e oculares (visão turva, midríase). A gravidade varia; em casos graves, pode haver crises autonômicas com hipertensão paroxística, taquicardia e sudorese profusa. A progressão é frequentemente lenta, mas em doenças neurodegenerativas, pode ser rápida e fatal.
Complicações possíveis
Quedas e fraturas
Devido a síncope ou tontura por hipotensão ortostática, leading to traumatic injuries.
Arritmias cardíacas
Taquiarritmias ou bradiarritmias por desregulação autonômica, aumentando risco de morte súbita.
Insuficiência renal
Em casos de neuropatia autonômica diabética, com retenção urinária crônica e infecções recorrentes.
Desnutrição
Por dismotilidad gastrointestinal, causando má absorção e perda de peso.
Depressão e ansiedade
Como comorbidades devido ao impacto crônico na qualidade de vida e limitações funcionais.
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A prevalência de transtornos do SNA é subestimada, mas estima-se que afete 1-5% da população geral, com maior incidência em idosos, diabéticos (até 50% com neuropatia autonômica após 20 anos de diabetes) e portadores de doenças neurodegenerativas. A síndrome de taquicardia ortostática postural é mais comum em mulheres jovens. Distribuição geográfica varia com fatores de risco como prevalência de diabetes e envelhecimento populacional.
Prognóstico
O prognóstico varia com a etiologia; em transtornos primários como POTS, é geralmente benigno com melhora sintomática, enquanto em doenças neurodegenerativas (ex.: atrofia de múltiplos sistemas), a progressão é rápida com alta mortalidade em 5-10 anos. Fatores como controle de comorbidades, adesão ao tratamento e intervenções precoces melhoram os desfechos, mas a disfunção autonômica persistente está associada a aumento de morbidade cardiovascular e redução da sobrevida.
Critérios diagnósticos
O diagnóstico baseia-se em critérios clínicos e testes autonômicos, conforme diretrizes como as da American Autonomic Society. Inclui história de sintomas autonômicos persistentes, exame físico com achados como hipotensão ortostática (queda ≥20 mmHg na pressão arterial sistólica ou ≥10 mmHg na diastólica em 3 minutos de ortostase), e testes objetivos como teste de inclinação (tilt-table test), variabilidade da frequência cardíaca, teste de suor quantitativo (QSART) e monitoramento ambulatorial da pressão arterial. A confirmação pode requerer exclusão de outras causas por exames laboratoriais e de imagem.
Diagnóstico diferencial
Condições que devem ser consideradas no diagnóstico diferencial
Hipotensão ortostática primária
Queda sustentada da pressão arterial ao levantar, sem causa secundária identificada, diferenciada por ausência de neuropatia periférica ou doença neurodegenerativa.
Freeman et al., Consensus statement on the definition of orthostatic hypotension, neurally mediated syncope and the postural tachycardia syndrome, Clinical Autonomic Research, 2011.
Síncope vasovagal
Perda transitória de consciência devido a reflexo neural, often triggered by emotional stress, diferenciada por episódios agudos e reversíveis sem disfunção autonômica persistente.
Brignole et al., 2018 ESC Guidelines for the diagnosis and management of syncope, European Heart Journal, 2018.
Neuropatia periférica diabética
Dano nervoso por diabetes, com sintomas sensitivos e motores proeminentes, diferenciada por glicemia elevada e envolvimento predominante de nervos periféricos.
Tesfaye et al., Diabetic neuropathies: update on definitions, diagnostic criteria, estimation of severity, and treatments, Diabetes Care, 2010.
Doença de Parkinson
Transtorno neurodegenerativo com bradicinesia, rigidez e tremor, often com disfunção autonômica secundária, diferenciada por características motoras proeminentes e resposta à levodopa.
Postuma et al., MDS clinical diagnostic criteria for Parkinson's disease, Movement Disorders, 2015.
Ansiedade generalizada
Transtorno psiquiátrico com sintomas autonômicos como taquicardia e sudorese, diferenciada por contexto psicológico e ausência de anormalidades em testes autonômicos objetivos.
American Psychiatric Association, Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, 5th ed., 2013.
Exames recomendados
Teste de inclinação (tilt-table test)
Avalia respostas cardiovasculares a mudanças posturais, medindo pressão arterial e frequência cardíaca durante inclinação a 60-70 graus.
Diagnosticar hipotensão ortostática, síncope neurocardiogênica e síndrome de taquicardia ortostática postural.
Variabilidade da frequência cardíaca
Análise das flutuações do intervalo R-R no ECG, refletindo modulação parassimpática.
Avaliar função autonômica cardíaca e detectar neuropatias autonômicas.
Teste de suor quantitativo (QSART)
Mede a resposta sudoral a estímulos colinérgicos em sítios específicos da pele.
Avaliar integridade das fibras sudoromotoras e diagnosticar neuropatias autonômicas pequenas.
Monitoramento ambulatorial da pressão arterial
Registro contínuo da pressão arterial por 24 horas.
Detectar variações pressóricas e hipotensão ortostática não captadas em consultório.
Eletromiografia e estudos de condução nervosa
Avalia função de nervos periféricos sensitivos e motores.
Identificar neuropatias periféricas subjacentes que possam causar disfunção autonômica.
Aprimore sua prática clínica
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Em diabéticos, para prevenir ou retardar o desenvolvimento de neuropatia autonômica.
Evitar medicamentos autonômicos
Como antidepressivos tricíclicos e anti-hipertensivos, que podem precipitar ou agravar sintomas.
Educação do paciente
Sobre reconhecimento precoce de sintomas e medidas para evitar descompensações, como hidratação adequada.
Vigilância e notificação
Não há vigilância obrigatória específica para transtornos do SNA na maioria dos países, mas casos associados a doenças de notificação compulsória (ex.: doença de Chagas) devem ser reportados. Recomenda-se monitoramento em programas de saúde para doenças crônicas, como diabetes e Parkinson, com educação sobre sinais de alerta e medidas preventivas.
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Os sintomas incluem tontura ou síncope ao levantar (hipotensão ortostática), palpitações, intolerância ao calor, sudorese anormal, disfunção gastrointestinal (como náuseas ou constipação), disfunção urinária (retenção ou incontinência) e disfunção sexual (ex.: disfunção erétil). A apresentação varia conforme a causa e a divisão autonômica afetada.
O diagnóstico envolve história clínica detalhada, exame físico com avaliação postural da pressão arterial, e testes especializados como teste de inclinação, variabilidade da frequência cardíaca, e teste de suor quantitativo. Exames complementares (eletromiografia, laboratoriais) ajudam a identificar causas subjacentes, como diabetes ou doenças neurodegenerativas.
Não há cura para a maioria dos transtornos autonômicos, especialmente os primários ou associados a doenças neurodegenerativas. O tratamento foca no controle sintomático, melhora da qualidade de vida e manejo de condições subjacentes. Em casos secundários (ex.: por deficiência vitamínica), a correção da causa pode levar à resolução dos sintomas.
Medidas incluem aumento da ingestão de líquidos e sal (sob orientação), uso de meias de compressão, exercícios de contração muscular antes de levantar, elevação da cabeceira da cama, e evitar fatores desencadeantes como calor excessivo e refeições pesadas. Fisioterapia e reabilitação também são benéficas para melhorar a tolerância ortostática.
Sim, disfunções autonômicas, especialmente hipotensão ortostática e taquicardia, estão associadas a maior risco de arritmias, síncope, quedas e eventos cardiovasculares adversos. Monitoramento regular e tratamento adequado são essenciais para reduzir esses riscos, particularmente em pacientes com comorbidades como diabetes ou doença cardíaca.
Editorial Sanarmed
Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.
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