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CID G56: Mononeuropatias dos membros superiores

G560
Síndrome do túnel do carpo
G561
Outras lesões do nervo mediano
G562
Lesões do nervo cubital [ulnar]
G563
Lesão do nervo radial
G564
Causalgia
G568
Outras mononeuropatias dos membros superiores
G569
Mononeuropatia dos membros superiores, não especificada

Mais informações sobre o tema:

Definição

A categoria G56 da CID-10 engloba mononeuropatias do membro superior, caracterizadas por lesões focais de nervos periféricos, resultando em déficits motores, sensitivos ou autonômicos. A síndrome do túnel do carpo (G56.0) é a mais prevalente, envolvendo compressão do nervo mediano no punho, enquanto outras incluem neuropatia do nervo ulnar (G56.2) e neuropatia do nervo radial (G56.3). Essas condições frequentemente surgem de compressão, trauma, ou fatores sistêmicos, impactando a função da mão e qualidade de vida. Epidemiologicamente, são comuns em adultos, com maior incidência em mulheres e associadas a ocupações repetitivas ou comorbidades como diabetes e artrite reumatoide.

Descrição clínica

As mononeuropatias do membro superior manifestam-se com sintomas localizados, incluindo parestesias, dor, fraqueza muscular e atrofia, dependendo do nervo afetado. Na síndrome do túnel do carpo, há dormência e formigamento nos dedos polegar, indicador e médio, frequentemente exacerbados à noite ou com atividades repetitivas. Neuropatias do ulnar podem causar perda sensorial no dedo mínimo e hipotenar, com fraqueza na abdução dos dedos. O quadro clínico é influenciado pela etiologia, podendo ser agudo ou crônico, e requer avaliação neurológica detalhada para localização precisa da lesão.

Quadro clínico

O quadro clínico varia conforme o nervo: na síndrome do túnel do carpo, há parestesias noturnas na mão, dor irradiada para o antebraço, e em estágios avançados, fraqueza na oposição do polegar. Na neuropatia ulnar, observa-se dormência no quarto e quinto dedos, fraqueza na preensão, e em casos graves, garra ulnar. A neuropatia radial apresenta queda do punho (wrist drop) e dificuldade na extensão dos dedos. Sintomas podem ser intermitentes ou progressivos, com exacerbação por movimentos específicos ou posições sustentadas.

Complicações possíveis

Atrofia muscular

Perda de massa muscular devido à denervação crônica, levando a fraqueza permanente.

Perda funcional da mão

Comprometimento da preensão e habilidades motoras finas, impactando atividades diárias.

Dor neuropática crônica

Dor persistente e ardente, resistente a analgésicos comuns.

Deformidades

Como garra ulnar em neuropatias não tratadas.

Incapacidade laboral

Redução da capacidade de trabalho, especialmente em ocupações manuais.

Epidemiologia

A síndrome do túnel do carpo é a mononeuropatia mais comum, com prevalência de 3-6% na população geral, maior em mulheres (3:1) e idosos. Incidência aumenta com ocupações repetitivas, obesidade e condições como diabetes. Neuropatias do ulnar e radial são menos frequentes, often associadas a trauma ou compressão crônica. Dados globais indicam variação geográfica, com subnotificação em regiões com acesso limitado a diagnóstico.

Prognóstico

O prognóstico é geralmente bom com intervenção precoce; a síndrome do túnel do carpo tem alta taxa de sucesso com tratamento conservador ou cirúrgico. Neuropatias por compressão reversível respondem bem à descompressão, enquanto lesões axonalas extensas podem levar a sequelas permanentes. Fatores como etiologia, duração dos sintomas e comorbidades influenciam a recuperação.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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