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CID G54: Transtornos das raízes e dos plexos nervosos

G540
Transtornos do plexo braquial
G541
Transtornos do plexo lombossacral
G542
Transtornos das raízes cervicais não classificadas em outra parte
G543
Transtornos das raízes torácicas não classificadas em outra parte
G544
Transtornos das raízes lombossacras não classificadas em outra parte
G545
Amiotrofia nevrálgica
G546
Síndrome dolorosa do membro fantasma
G547
Síndrome do membro fantasma sem manifestação dolorosa
G548
Outros transtornos das raízes e dos plexos nervosos
G549
Transtorno não especificado das raízes e dos plexos nervosos

Mais informações sobre o tema:

Definição

Os transtornos das raízes e plexos nervosos referem-se a um grupo de condições que afetam as raízes nervosas espinhais e os plexos nervosos periféricos, resultando em disfunção motora, sensorial ou autonômica. As raízes nervosas são estruturas que emergem da medula espinhal e se unem para formar os nervos periféricos, enquanto os plexos (como o braquial e o lombossacral) são redes de nervos que distribuem fibras para os membros e outras regiões. Esses transtornos podem ser causados por compressão, trauma, inflamação, isquemia ou processos degenerativos, levando a sintomas como dor, fraqueza muscular, parestesias e perda de reflexos. O impacto clínico varia desde déficits leves e transitórios até incapacidades graves, dependendo da localização e gravidade da lesão. Epidemiologicamente, são mais comuns em adultos, com fatores de risco como idade avançada, atividades ocupacionais repetitivas, diabetes mellitus e histórico de trauma, contribuindo para sua incidência.

Descrição clínica

Os transtornos das raízes e plexos nervosos manifestam-se clinicamente por sintomas motores, sensoriais e autonômicos, frequentemente associados a dor radicular ou neuropática. A apresentação depende da raiz ou plexo afetado: por exemplo, lesões do plexo braquial podem causar fraqueza no membro superior e dor no ombro, enquanto afecções das raízes lombossacrais resultam em déficits no membro inferior. A dor é tipicamente descrita como aguda, lancinante ou em queimação, podendo irradiar ao longo do dermátomo correspondente. Exames neurológicos revelam alterações como hipoestesia, hiporreflexia, atrofia muscular e, em casos crônicos, contraturas. A evolução pode ser aguda, subaguda ou crônica, com potencial para recuperação espontânea ou progressão para déficits permanentes.

Quadro clínico

O quadro clínico inclui dor radicular (ex.: ciatalgia em radiculopatia lombar), fraqueza muscular focal (ex.: pé caído em lesão do nervo fibular), parestesias ou anestesia em distribuição dermátoma ou de nervo periférico, e alterações autonômicas (ex.: sudorese anormal). Sinais como sinal de Lasegue positivo em radiculopatias, atrofia muscular e fasciculações podem estar presentes. A apresentação é frequentemente unilateral, mas pode ser bilateral em condições sistêmicas. A cronologia varia: aguda em traumas, subaguda em compressões progressivas, ou insidiosa em doenças degenerativas.

Complicações possíveis

Atrofia muscular permanente

Perda irreversível de massa muscular devido à denervação prolongada.

Dor neuropática crônica

Dor persistente e debilitante, resistente a analgésicos convencionais.

Limitação funcional grave

Incapacidade para atividades diárias, como deambulação ou uso de membros.

Contraturas articulares

Encurtamento muscular e rigidez articular secundária à imobilidade.

Epidemiologia

A prevalência de transtornos das raízes e plexos nervosos é estimada em 1-5% da população geral, com maior incidência em adultos de meia-idade e idosos. Radiculopatias cervicais e lombares são as mais comuns, frequentemente associadas a degeneração discal. Fatores de risco incluem ocupações com esforço repetitivo, obesidade, diabetes e histórico de trauma. Dados do SUS indicam que essas condições representam uma parcela significativa das consultas neurológicas, com variações regionais.

Prognóstico

O prognóstico varia conforme a etiologia, extensão da lesão e rapidez do tratamento. Lesões compressivas leves a moderadas têm bom prognóstico com descompressão precoce, enquanto traumas graves ou doenças degenerativas podem levar a déficits permanentes. A recuperação é influenciada por fatores como idade, comorbidades e adesão à reabilitação. Em geral, até 70% dos casos mostram melhora significativa em 6-12 meses com manejo adequado, mas sequelas motoras ou sensoriais podem persistir em 20-30% dos pacientes.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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