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CID G50: Transtornos do nervo trigêmeo

G500
Nevralgia do trigêmeo
G501
Dor facial atípica
G508
Outros transtornos do nervo trigêmeo
G509
Transtorno não especificado do nervo trigêmeo

Mais informações sobre o tema:

Definição

Os transtornos do nervo trigêmeo (V par craniano) referem-se a um grupo de condições que afetam a função sensorial e motora deste nervo, essencial para a inervação da face, cavidade oral e músculos da mastigação. O nervo trigêmeo é dividido em três ramos principais: oftálmico (V1), maxilar (V2) e mandibular (V3), sendo responsável pela sensibilidade tátil, térmica e dolorosa da face, além da inervação motora dos músculos masseter, temporal, pterigóideo medial e lateral. Distúrbios neste nervo podem resultar em sintomas como dor facial, parestesias, hipoestesia ou fraqueza muscular, impactando significativamente a qualidade de vida devido à sua função crítica na alimentação, fala e expressão facial. A epidemiologia varia conforme a etiologia, com a neuralgia do trigêmeo sendo a condição mais comum, afetando aproximadamente 4-5 por 100.000 pessoas por ano, com predomínio em mulheres e idosos.

Descrição clínica

Os transtornos do nervo trigêmeo manifestam-se clinicamente por alterações sensoriais (como dor, formigamento ou perda de sensibilidade) na região inervada pelo nervo, que inclui a fronte, bochechas, mandíbula, dentes e mucosa oral. Podem ocorrer crises de dor lancinante e paroxística, característica da neuralgia do trigêmeo, ou dor contínua e queimação em outras neuropatias. Comprometimentos motores, como fraqueza na mastigação ou desvio mandibular, são menos frequentes. A apresentação clínica é altamente variável, dependendo da etiologia (compressão vascular, desmielinização, trauma, infecções ou neoplasias), e pode ser unilateral ou bilateral, aguda ou crônica.

Quadro clínico

O quadro clínico típico inclui dor facial unilateral, descrita como choque elétrico, facada ou queimação, desencadeada por estímulos leves (toque, vento, mastigação). Na neuralgia do trigêmeo, a dor é paroxística, com duração de segundos a minutos, e períodos de remissão. Em outras formas, pode haver parestesias, hipoestesia ou anestesia em distribuição dos ramos V1, V2 ou V3. Sintomas motores, como dificuldade de mastigação e atrofia muscular, ocorrem em lesões do ramo mandibular. Sinais associados podem incluir hiperemia conjuntival, lacrimejamento ou espasmos musculares durante crises.

Complicações possíveis

Desnutrição e perda ponderal

Devido à dor durante a mastigação, levando a redução da ingestão alimentar.

Depressão e ansiedade

Associadas à dor crônica e impacto na qualidade de vida.

Atrofia muscular mastigatória

Resultante de comprometimento motor prolongado do ramo mandibular.

Ceratite neurotrófica

Em casos de envolvimento do ramo oftálmico, com risco de ulceração corneal.

Epidemiologia

A neuralgia do trigêmeo é a forma mais prevalente, com incidência de 4-5/100.000/ano e prevalência de 0,01-0,03%, mais comum em mulheres (razão 1,5:1) e idosos (pico entre 50-70 anos). Outros transtornos são raros. Fatores de risco incluem hipertensão, esclerose múltipla e história familiar.

Prognóstico

O prognóstico varia conforme a etiologia: na neuralgia do trigêmeo idiopática, o controle sintomático é possível em 70-90% dos casos com farmacoterapia ou intervenções, mas recidivas são comuns. Neuropatias por compressão tumoral ou desmielinização têm prognóstico dependente da doença de base. Complicações como dor crônica refratária podem levar a incapacidade significativa. Intervenções precoces melhoram os desfechos.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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