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CID G40: Epilepsia

G400
Epilepsia e síndromes epilépticas idiopáticas definidas por sua localização (focal) (parcial) com crises de início focal
G401
Epilepsia e síndromes epilépticas sintomáticas definidas por sua localização (focal) (parcial) com crises parciais simples
G402
Epilepsia e síndromes epilépticas sintomáticas definidas por sua localização (focal) (parcial) com crises parciais complexas
G403
Epilepsia e síndromes epilépticas generalizadas idiopáticas
G404
Outras epilepsias e síndromes epilépticas generalizadas
G405
Síndromes epilépticas especiais
G406
Crise de grande mal, não especificada (com ou sem pequeno mal)
G407
Pequeno mal não especificado, sem crises de grande mal
G408
Outras epilepsias
G409
Epilepsia, não especificada

Mais informações sobre o tema:

Definição

A epilepsia é um distúrbio neurológico crônico caracterizado por uma predisposição duradoura para gerar crises epilépticas, associadas a consequências neurobiológicas, cognitivas, psicológicas e sociais. As crises resultam de descargas elétricas anormais, excessivas e síncronas de neurônios no cérebro, podendo manifestar-se de forma focal (originadas em uma área cerebral específica) ou generalizada (envolvendo ambos os hemisférios cerebrais desde o início). A condição é definida pela ocorrência de pelo menos duas crises epilépticas não provocadas com mais de 24 horas de intervalo, ou uma crise com alta probabilidade de recorrência (≥60% nos próximos 10 anos), conforme critérios da Liga Internacional Contra a Epilepsia (ILAE). A epilepsia afeta aproximadamente 50 milhões de pessoas globalmente, com impacto significativo na qualidade de vida, e sua fisiopatologia envolve desequilíbrios entre neurotransmissores excitatórios e inibitórios, alterações na conectividade neuronal e fatores genéticos ou adquiridos.

Descrição clínica

A epilepsia apresenta-se com crises recorrentes, que variam em semiótica conforme o tipo: crises focais podem incluir sintomas motores (como movimentos clônicos unilaterais), sensitivos, autonômicos ou cognitivos (como déjà vu), enquanto crises generalizadas frequentemente envolvem perda de consciência, convulsões tônico-clônicas, ausências ou mioclonias. A duração das crises geralmente é breve (segundos a minutos), e o estado pós-ictal pode incluir confusão, fadiga ou cefaleia. A condição é heterogênea, com síndromes epilépticas específicas (ex.: epilepsia do lobo temporal, síndrome de West) que influenciam o curso clínico. A avaliação requer história detalhada, exame neurológico e investigação de fatores desencadeantes, como privação de sono ou estresse.

Quadro clínico

O quadro clínico é dominado por crises epilépticas recorrentes, classificadas pela ILAE em: crises focais (com ou sem alteração da consciência), crises generalizadas (ex.: tônico-clônicas, ausências, mioclônicas) e crises de início desconhecido. Sintomas incluem convulsões, perda de consciência, automatismos, alterações sensoriais ou autonômicas. O estado epiléptico é uma emergência com crises prolongadas (>5 minutos). Entre crises, pacientes podem apresentar comorbidades como depressão, ansiedade ou déficits cognitivos. A semiótica varia com a idade e a síndrome epiléptica.

Complicações possíveis

Estado epiléptico

Crise contínua com duração >5 minutos ou crises recorrentes sem recuperação da consciência, risco de dano neuronal irreversível.

Traumatismos físicos

Lesões como fraturas, queimaduras ou traumatismo craniano durante crises convulsivas.

Déficits cognitivos

Comprometimento de memória, atenção ou funções executivas devido a crises frequentes ou efeitos de medicamentos.

Comorbidades psiquiátricas

Maior prevalência de depressão, ansiedade e psicose, impactando a qualidade de vida.

Morte súbita inesperada na epilepsia (SUDEP)

Óbito inexplicado em pacientes com epilepsia, possivelmente relacionado a disfunção autonômica ou cardiorrespiratória.

Epidemiologia

A epilepsia afeta aproximadamente 50 milhões de pessoas globalmente, com incidência anual de 50-100 por 100.000 e prevalência de 4-10 por 1.000. É mais comum em países de baixa e média renda, e a distribuição por idade mostra picos na infância e em idosos. Fatores de risco incluem histórico familiar, lesões cerebrais prévias e infecções do SNC. No Brasil, estima-se que 3 milhões de pessoas vivam com epilepsia, com subnotificação e barreiras ao acesso ao tratamento.

Prognóstico

O prognóstico varia conforme a etiologia, tipo de crise e resposta ao tratamento. Cerca de 70% dos pacientes alcançam controle de crises com medicamentos antiepilépticos, mas epilepsias refratárias (30%) têm pior prognóstico. Fatores favoráveis incluem etiologia idiopática, início na infância e adesão terapêutica. Complicações como SUDEP são raras, mas a mortalidade é 2-3 vezes maior que na população geral. Intervenções cirúrgicas podem melhorar o prognóstico em casos selecionados.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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