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CID G26: Doenças extrapiramidais e transtornos dos movimentos em doenças classificadas em outra parte

G26
Doenças extrapiramidais e transtornos dos movimentos em doenças classificadas em outra parte

Mais informações sobre o tema:

Definição

O código G26 da Classificação Internacional de Doenças (CID-10) refere-se a distúrbios extrapiramidais e do movimento que ocorrem como manifestações de doenças sistêmicas ou condições classificadas em outras partes do CID-10. Estes distúrbios envolvem anormalidades no controle motor, resultando em sintomas como tremor, rigidez, bradicinesia, discinesias, distonia ou instabilidade postural, que são secundários a uma patologia subjacente. A fisiopatologia está ligada à disfunção dos gânglios da base e circuitos cortico-estriatais, frequentemente devido a processos inflamatórios, infecciosos, metabólicos, tóxicos ou degenerativos que afetam o sistema nervoso central. O impacto clínico inclui comprometimento funcional significativo, redução da qualidade de vida e aumento da morbidade associada à doença de base. Epidemiologicamente, a prevalência varia conforme a condição primária, sendo mais comum em doenças autoimunes, infecciosas ou metabólicas, com distribuição global e sem predileção clara por gênero ou idade, dependendo da etiologia.

Descrição clínica

Os distúrbios extrapiramidais e do movimento codificados em G26 são caracterizados por manifestações motoras anormais que surgem como parte de uma doença sistêmica ou neurológica classificada em outro código do CID-10. Estes incluem parkinsonismo (com bradicinesia, rigidez e tremor em repouso), discinesias (movimentos involuntários coreiformes ou atetoides), distonia (contrações musculares sustentadas), mioclonia (contrações musculares bruscas) e instabilidade postural. A apresentação clínica é heterogênea, dependendo da doença de base, podendo ser aguda ou crônica, simétrica ou assimétrica, e frequentemente associada a outros sintomas neurológicos ou sistêmicos. O diagnóstico requer a identificação da condição primária, com os distúrbios motores servindo como marcadores de envolvimento do sistema extrapiramidal.

Quadro clínico

O quadro clínico é variável, podendo incluir: tremor (em repouso, postural ou de intenção), rigidez muscular (tipo 'roda dentada' ou 'tubo de chumbo'), bradicinesia (lentidão de movimentos), acinesia (ausência de movimento), discinesias (como coreia, atetose ou balismo), distonia (posturas anormais sustentadas), mioclonia (choques musculares), instabilidade postural com risco de quedas, e alterações da marcha (como marcha festinante ou arrastada). Sintomas associados podem incluir disautonomia, distúrbios cognitivos, psiquiátricos ou outros sinais neurológicos dependentes da doença primária. A evolução pode ser aguda, subaguda ou crônica, com flutuações relacionadas ao controle da condição subjacente.

Complicações possíveis

Quedas e traumatismos

Devido à instabilidade postural, bradicinesia ou discinesias, aumentando o risco de fraturas e outras lesões.

Disfagia e desnutrição

Distúrbios motores podem afetar a musculatura orofaríngea, levando a dificuldades de deglutição e aspiração.

Comprometimento funcional grave

Limitações nas atividades de vida diária, mobilidade e independência, com impacto na qualidade de vida.

Complicações psiquiátricas

Depressão, ansiedade ou psicose podem ocorrer, seja pela doença de base ou pelos distúrbios motores.

Efeitos adversos do tratamento

Resposta inadequada a medicamentos ou interações com terapias da condição primária, exacerbando sintomas.

Epidemiologia

A epidemiologia é heterogênea, refletindo a diversidade das doenças subjacentes. Globalmente, distúrbios extrapiramidais secundários são menos comuns que os primários, mas sua prevalência varia conforme a região e a prevalência de condições como doenças infecciosas ou autoimunes. Não há dados precisos de incidência ou prevalência para G26 como entidade isolada, pois é um código de manifestação. Grupos de risco incluem pacientes com doenças sistêmicas conhecidas, exposição a toxinas ou história familiar de distúrbios metabólicos. A distribuição por idade e gênero segue os padrões da doença primária.

Prognóstico

O prognóstico é altamente variável e depende da doença de base, da resposta ao tratamento e da extensão do dano neurológico. Em condições tratáveis (como infecções ou doenças autoimunes controladas), os distúrbios motores podem ser reversíveis ou estabilizados. Em doenças progressivas ou degenerativas, o curso é frequentemente crônico e incapacitante, com piora gradual. Fatores como idade, comorbidades e acesso a cuidados multidisciplinares influenciam os desfechos. A mortalidade está mais relacionada à condição primária do que aos distúrbios motores em si, mas complicações como aspiração ou imobilidade podem contribuir.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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