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CID F32: Episódios depressivos

F320
Episódio depressivo leve
F321
Episódio depressivo moderado
F322
Episódio depressivo grave sem sintomas psicóticos
F323
Episódio depressivo grave com sintomas psicóticos
F328
Outros episódios depressivos
F329
Episódio depressivo não especificado

Mais informações sobre o tema:

Definição

O episódio depressivo é um transtorno mental caracterizado por humor deprimido, perda de interesse ou prazer (anedonia), e redução de energia, levando a aumento da fatigabilidade e diminuição da atividade. A fisiopatologia envolve desregulação de neurotransmissores como serotonina, noradrenalina e dopamina, além de alterações no eixo hipotálamo-hipófise-adrenal e fatores neuroinflamatórios. O impacto clínico inclui prejuízos significativos no funcionamento social, ocupacional e na qualidade de vida, com risco aumentado de suicídio. Epidemiologicamente, é uma condição comum, com prevalência ao longo da vida de cerca de 10-15% na população geral, sendo mais frequente em mulheres e em faixas etárias entre 20 e 40 anos.

Descrição clínica

O episódio depressivo manifesta-se por sintomas como humor deprimido persistente, anedonia, alterações no apetite e peso, distúrbios do sono, agitação ou retardo psicomotor, fadiga, sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva, dificuldade de concentração e pensamentos de morte ou suicídio. A duração mínima para diagnóstico é de duas semanas, e a gravidade pode variar de leve a grave, com ou sem sintomas psicóticos.

Quadro clínico

O quadro clínico inclui humor deprimido na maior parte do dia, diminuição acentuada do interesse ou prazer em atividades, alterações de apetite (geralmente com perda ou ganho de peso), insônia ou hipersonia, agitação ou retardo psicomotor, fadiga ou perda de energia, sentimentos de desvalia ou culpa excessiva, capacidade diminuída de pensar ou concentrar-se, e pensamentos recorrentes de morte ou ideação suicida. Em casos graves, podem ocorrer sintomas psicóticos, como delírios ou alucinações.

Complicações possíveis

Suicídio

Risco aumentado de tentativas e morte por suicídio, especialmente em casos graves ou com comorbidades.

Prejuízo funcional

Dificuldades no trabalho, relações interpessoais e atividades diárias, podendo levar a incapacidade.

Comorbidades psiquiátricas

Associação frequente com transtornos de ansiedade, abuso de substâncias e transtornos alimentares.

Doenças cardiovasculares

Depressão é fator de risco independente para doença arterial coronariana e acidente vascular cerebral.

Epidemiologia

A prevalência do episódio depressivo é de aproximadamente 5-10% em cuidados primários, com incidência anual de 3-5%. É mais comum em mulheres (razão 2:1), e a idade de início média é entre 20 e 40 anos. Fatores de risco incluem história familiar, eventos estressores, baixo suporte social e condições médicas crônicas.

Prognóstico

O prognóstico varia com a gravidade, adesão ao tratamento e suporte social. Episódios leves a moderados têm boa resposta à terapia, com remissão em semanas a meses. Casos graves ou recorrentes podem evoluir para transtorno depressivo recorrente, com pior prognóstico. Fatores como história familiar, comorbidades e acesso a tratamento influenciam a recuperação.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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