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CID I50: Insuficiência cardíaca

I500
Insuficiência cardíaca congestiva
I501
Insuficiência ventricular esquerda
I509
Insuficiência cardíaca não especificada

Mais informações sobre o tema:

Definição

A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome clínica complexa caracterizada pela incapacidade do coração em bombear sangue de forma adequada para atender às demandas metabólicas do organismo ou fazê-lo apenas com elevação da pressão de enchimento ventricular. Resulta de qualquer distúrbio estrutural ou funcional que comprometa a capacidade ventricular de enchimento ou ejeção do sangue. A fisiopatologia envolve ativação neuro-hormonal, remodelamento cardíaco e disfunção endotelial, levando a sintomas como dispneia, fadiga e retenção de líquidos. Epidemiologicamente, é uma condição prevalente, com incidência crescente com a idade e alta morbimortalidade, representando um significativo problema de saúde pública global.

Descrição clínica

A insuficiência cardíaca manifesta-se por um espectro de sintomas e sinais decorrentes da congestão venosa e do baixo débito cardíaco. Os sintomas incluem dispneia (de esforço, ortopneia, dispneia paroxística noturna), fadiga, intolerância ao exercício, edemas periféricos e tosse. Os sinais físicos comuns são taquicardia, estertores pulmonares, hepatomegalia, ingurgitamento jugular, ritmo de galope (B3 ou B4) e derrame pleural. Pode ser classificada quanto à fração de ejeção (IC com fração de ejeção reduzida - ICFEr; IC com fração de ejeção preservada - ICFEp) e quanto à cronicidade (aguda ou crônica).

Quadro clínico

O quadro clínico varia conforme a apresentação (aguda ou crônica) e o tipo de disfunção. Na IC aguda, predominam sintomas de congestão pulmonar (dispneia intensa, ortopneia, edema agudo de pulmão) e baixo débito (hipotensão, oligúria, confusão). Na IC crônica, há sintomas progressivos como dispneia aos esforços, fadiga, edemas de membros inferiores, ascite e perda de peso (caquexia cardíaca em estágios avançados). A classificação da New York Heart Association (NYHA) é usada para graduar a limitação funcional: Classe I (sem limitação) a IV (sintomas em repouso).

Complicações possíveis

Edema agudo de pulmão

Congestão pulmonar grave com hipóxia, requerendo intervenção urgente.

Arritmias cardíacas

Fibrilação atrial, taquiarritmias ventriculares ou bradiarritmias, aumentando risco de morte súbita.

Disfunção renal aguda

Cardiorrenal syndrome por baixo débito ou uso de diuréticos, piorando prognóstico.

Caquexia cardíaca

Perda de massa muscular e peso involuntária, associada a pior sobrevida.

Tromboembolismo

Risco aumentado de trombose venosa profunda e embolia pulmonar devido à imobilidade e estase.

Epidemiologia

A insuficiência cardíaca afeta aproximadamente 1-2% da população adulta em países desenvolvidos, com prevalência aumentando para >10% em idosos acima de 70 anos. No Brasil, estima-se mais de 2 milhões de portadores, com incidência crescente devido ao envelhecimento populacional e melhor sobrevida pós-infarto. É uma das principais causas de hospitalização em adultos, com custos elevados para o sistema de saúde.

Prognóstico

O prognóstico da insuficiência cardíaca é reservado, com mortalidade em 5 anos podendo atingir 50% em casos avançados. Fatores de mau prognóstico incluem idade avançada, comorbidades (ex.: diabetes, doença renal), fração de ejeção muito reduzida, hiponatremia, elevação persistente de biomarcadores (BNP) e hospitalizações frequentes. Intervenções farmacológicas e dispositivos podem melhorar a sobrevida e qualidade de vida, mas a doença é geralmente progressiva.

Perguntas Frequentes

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