CID I47: Taquicardia paroxística
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Definição
A taquicardia paroxística é uma arritmia cardíaca caracterizada por episódios súbitos de frequência cardíaca elevada, geralmente superior a 100 batimentos por minuto, que se iniciam e terminam abruptamente. Esses episódios podem durar de segundos a horas e são frequentemente associados a mecanismos de reentrada ou atividade automática anormal no sistema de condução cardíaco. A condição pode ser classificada em supraventricular (envolvendo os átrios ou o nó atrioventricular) ou ventricular, dependendo da origem do impulso elétrico. A taquicardia paroxística pode ser sintomática, causando palpitações, tontura, síncope ou angina, e tem impacto significativo na qualidade de vida e no risco cardiovascular. Epidemiologicamente, é mais comum em adultos, com prevalência variável conforme a etiologia, e pode estar associada a cardiopatias estruturais ou ser idiopática.
Descrição clínica
A taquicardia paroxística manifesta-se clinicamente por episódios paroxísticos de palpitações, que podem ser descritos como batimentos cardíacos rápidos, irregulares ou intensos. Os sintomas associados incluem tontura, pré-síncope, síncope, dispneia, dor torácica tipo angina e fadiga. A duração dos episódios é variável, e a frequência cardíaca durante a taquicardia geralmente excede 100 bpm, podendo atingir 150-250 bpm em taquicardias supraventriculares ou mais em ventriculares. O exame físico durante o episódio pode revelar taquicardia regular ou irregular, dependendo do tipo de arritmia, e sinais de baixo débito cardíaco em casos graves. A condição pode ser desencadeada por fatores como estresse, exercício, cafeína ou alterações eletrolíticas.
Quadro clínico
O quadro clínico da taquicardia paroxística é caracterizado por início súbito de palpitações, que podem ser associadas a ansiedade, sudorese e palidez. Sintomas como tontura, visão turva e síncope ocorrem devido à redução do débito cardíaco e perfusão cerebral. Em casos de taquicardia ventricular, pode haver instabilidade hemodinâmica, incluindo hipotensão e choque. A dor torácica é comum, especialmente em pacientes com doença arterial coronariana subjacente. A dispneia resulta do aumento da demanda metabólica e possível insuficiência cardíaca aguda. Os episódios terminam abruptamente, podendo ser seguidos por poliúria devido à liberação de peptídeo natriurético atrial. A frequência e duração dos episódios variam, e alguns pacientes podem ser assintomáticos.
Complicações possíveis
Síncope
Perda transitória de consciência devido à redução abrupta do débito cardíaco durante taquicardia rápida.
Insuficiência cardíaca
Descompensação aguda ou crônica resultante da taquicardia sustentada, levando à miocardiopatia arritmogênica.
Acidente vascular cerebral (AVC)
Em taquicardias supraventriculares, especialmente com fibrilação atrial associada, aumenta o risco de tromboembolismo.
Morte súbita cardíaca
Raro, mas possível em taquicardias ventriculares malignas, particularmente em cardiopatias estruturais.
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Epidemiologia
A taquicardia paroxística é uma arritmia comum, com prevalência estimada em 2-3% na população geral. A taquicardia supraventricular paroxística é mais frequente em jovens e adultos, com incidência de aproximadamente 35 casos por 100.000 pessoas-ano, e é mais comum em mulheres. A taquicardia ventricular paroxística é menos comum, mas tem maior prevalência em idosos e pacientes com cardiopatia isquêmica. Fatores de risco incluem história familiar, cardiopatias congênitas, hipertensão e uso de substâncias como cafeína ou álcool. No Brasil, dados do DATASUS indicam que arritmias cardíacas são causa significativa de hospitalizações, com impacto na morbimortalidade.
Prognóstico
O prognóstico da taquicardia paroxística varia conforme a etiologia, tipo de arritmia e presença de cardiopatia estrutural. Em taquicardias supraventriculares sem doença cardíaca subjacente, o prognóstico é geralmente bom, com baixo risco de morte súbita, e os sintomas podem ser controlados com medicação ou ablação. Em taquicardias ventriculares, o prognóstico é mais reservado, especialmente se associadas a miocardiopatias ou isquemia, com maior risco de eventos arrítmicos fatais. Intervenções como ablação por cateter podem curar a arritmia em muitos casos, melhorando a qualidade de vida. Fatores como idade, comorbidades e adesão ao tratamento influenciam os desfechos.
Perguntas Frequentes
Editorial Sanarmed
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