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CID I44: Bloqueio atrioventricular e do ramo esquerdo

I440
Bloqueio atrioventricular de primeiro grau
I441
Bloqueio atrioventricular de segundo grau
I442
Bloqueio atrioventricular total
I443
Outras formas de bloqueio atrioventricular e as não especificadas
I444
Bloqueio do fascículo anterior esquerdo
I445
Bloqueio do fascículo posterior esquerdo
I446
Outras formas de bloqueio fascicular e as não especificadas
I447
Bloqueio de ramo esquerdo não especificado

Mais informações sobre o tema:

Definição

O bloqueio atrioventricular (BAV) e de ramo referem-se a distúrbios da condução elétrica cardíaca, caracterizados por retardo ou interrupção na transmissão dos impulsos elétricos através do nó atrioventricular (AV) ou dos feixes de His-Purkinje. O BAV é classificado em primeiro, segundo e terceiro graus, com base na gravidade do comprometimento da condução, enquanto os bloqueios de ramo envolvem a condução nos ramos direito ou esquerdo do feixe de His. Essas condições podem ser assintomáticas ou manifestar-se com sintomas como síncope, tontura e insuficiência cardíaca, dependendo do grau de bloqueio e da frequência cardíaca resultante. A epidemiologia varia com a idade e comorbidades, sendo mais comum em idosos e em indivíduos com doença cardíaca estrutural, como cardiopatia isquêmica ou hipertensão.

Descrição clínica

O bloqueio atrioventricular e de ramo são distúrbios de condução que podem ser identificados incidentalmente em exames de rotina ou apresentar-se com sintomas relacionados à bradicardia ou dessincronia ventricular. O BAV de primeiro grau geralmente é assintomático, enquanto o BAV de segundo e terceiro graus podem causar fadiga, tontura, síncope e insuficiência cardíaca. Os bloqueios de ramo, como o bloqueio de ramo direito (BRD) e esquerdo (BRE), frequentemente são assintomáticos, mas podem estar associados a cardiopatias subjacentes e aumentar o risco de eventos cardiovasculares. A apresentação clínica é influenciada pela taxa ventricular, presença de escape juncional ou ventricular, e comorbidades cardíacas.

Quadro clínico

O quadro clínico varia desde assintomático (comuns em bloqueios de ramo e BAV de primeiro grau) até sintomas de baixo débito cardíaco, como fadiga, dispneia, tontura, pré-síncope, síncope, palpitações e insuficiência cardíaca. No BAV de terceiro grau, pode haver bradicardia extrema com risco de parada cardíaca. Sinais físicos incluem bradicardia, sons cardíacos irregulares, e em casos de insuficiência cardíaca, estertores pulmonares e edema periférico. A apresentação aguda pode ocorrer em contextos de infarto agudo do miocárdio ou intoxicação medicamentosa.

Complicações possíveis

Síncope e quedas

Episódios de perda de consciência devido a bradicardia severa, aumentando risco de trauma.

Insuficiência cardíaca

Dessincronia ventricular e redução do débito cardíaco podem levar a congestão e disfunção miocárdica.

Morte súbita cardíaca

Risco aumentado em BAV de alto grau devido a bradiarritmias ou taquiarritmias associadas.

Taquicardia ventricular

Em bloqueios de ramo, dessincronia pode predispor a arritmias ventriculares.

Epidemiologia

A prevalência de bloqueio atrioventricular e de ramo aumenta com a idade, sendo mais comum em idosos. Estudos populacionais estimam que BAV de primeiro grau ocorre em 0,5-2% da população geral, enquanto BAV de terceiro grau é raro (0,04%). Bloqueios de ramo são frequentes, com BRE em 1-2% e BRD em 0,2-1,3%. Fatores de risco incluem hipertensão, diabetes, e doença cardíaca estrutural. A incidência é maior em homens e em regiões com alta prevalência de doença cardiovascular.

Prognóstico

O prognóstico depende do tipo e gravidade do bloqueio, etiologia subjacente, e tratamento instituído. BAV de primeiro grau e bloqueios de ramo assintomáticos geralmente têm bom prognóstico, enquanto BAV de segundo e terceiro graus sintomáticos associam-se a maior morbimortalidade se não tratados. O implante de marcapasso melhora a sobrevida e qualidade de vida em casos sintomáticos. Comorbidades como cardiopatia isquêmica pioram o prognóstico.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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