Redação Sanar
CID I25: Doença isquêmica crônica do coração
I250
Doença cardiovascular aterosclerótica, descrita desta maneira
I251
Doença aterosclerótica do coração
I252
Infarto antigo do miocárdio
I253
Aneurisma cardíaco
I254
Aneurisma de artéria coronária
I255
Miocardiopatia isquêmica
I256
Isquemia miocárdica silenciosa
I258
Outras formas de doença isquêmica crônica do coração
I259
Doença isquêmica crônica do coração não especificada
Mais informações sobre o tema:
Definição
A doença isquêmica crônica do coração (DICC) é uma condição caracterizada por isquemia miocárdica persistente ou recorrente, resultante de um desequilíbrio entre o suprimento e a demanda de oxigênio no músculo cardíaco, geralmente devido a aterosclerose coronariana. Engloba um espectro de manifestações clínicas, incluindo angina estável, isquemia silenciosa, e sequelas de infarto do miocárdio prévio, com impacto significativo na morbimortalidade cardiovascular. A fisiopatologia envolve estenose fixa das artérias coronárias, espasmo vascular, disfunção endotelial e microvascular, levando a hipoperfusão miocárdica crônica. Epidemiologicamente, é uma das principais causas de morte global, com alta prevalência em populações envelhecidas e fatores de risco como hipertensão, diabetes, dislipidemia e tabagismo.
Descrição clínica
A DICC manifesta-se clinicamente por angina pectoris típica (dor torácica retroesternal, em aperto ou queimação, desencadeada por esforço e aliviada com repouso ou nitratos), dispneia aos esforços, fadiga e, em casos avançados, sinais de insuficiência cardíaca. A isquemia pode ser silenciosa em diabéticos ou idosos. O exame físico pode revelar sopros cardíacos, terceira ou quarta bulhas, ou evidências de comorbidades como hipertensão arterial.
Quadro clínico
Sintomas incluem angina estável (dor torácica previsível com esforço, aliviada em minutos com repouso), dispneia, palpitações, síncope e fadiga. Sinais físicos podem ser normais ou incluir bulhas cardíacas anormais, edema periférico em insuficiência cardíaca, ou achados de fatores de risco. Crises agudas de angina instável podem ocorrer, indicando risco aumentado de infarto.
Complicações possíveis
Infarto agudo do miocárdio
Necrose miocárdica devido à oclusão coronariana aguda, com alto risco de morte.
Insuficiência cardíaca
Disfunção ventricular esquerda crônica por perda de miócitos e remodelamento.
Arritmias ventriculares
Taquicardia ou fibrilação ventricular, podendo levar a morte súbita.
Choque cardiogênico
Hipotensão e hipoperfusão tissular por falência da bomba cardíaca.
Aprimore sua prática clínica
Aprenda com especialistas que atuam nos maiores hospitais do país.
Epidemiologia
Prevalência global elevada, responsável por aproximadamente 9 milhões de mortes anuais. Mais comum em homens e idosos, com incidência crescente em países em desenvolvimento. No Brasil, é a principal causa de óbitos, com fatores regionais influenciados por acesso a cuidados.
Prognóstico
Variável, dependendo da extensão da doença coronariana, função ventricular, controle de fatores de risco e adesão ao tratamento. Sem intervenção, a mortalidade em 5 anos pode exceder 20%. Com manejo otimizado (farmacológico e revascularização), a sobrevida melhora significativamente, mas permanece risco de eventos cardiovasculares maiores.
Perguntas Frequentes
Editorial Sanarmed
Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.
Sobre a Sanar: A Sanar é uma das maiores plataformas de educação médica da América Latina...