Redação Sanar
CID I20: Angina pectoris
I200
Angina instável
I201
Angina pectoris com espasmo documentado
I208
Outras formas de angina pectoris
I209
Angina pectoris, não especificada
Mais informações sobre o tema:
Definição
A angina pectoris é uma síndrome clínica caracterizada por desconforto ou dor torácica transitória, tipicamente desencadeada por esforço físico ou estresse emocional, e aliviada pelo repouso ou nitratos. Resulta de um desequilíbrio entre a oferta e a demanda de oxigênio pelo miocárdio, geralmente devido a estenose aterosclerótica das artérias coronárias, levando a isquemia miocárdica reversível. A apresentação pode variar de angina estável, com padrão previsível, a angina instável, que representa uma síndrome coronariana aguda com maior risco de infarto do miocárdio. Epidemiologicamente, é uma manifestação comum da doença arterial coronariana (DAC), com prevalência aumentada em idosos, homens, e indivíduos com fatores de risco cardiovascular, como hipertensão, diabetes, dislipidemia e tabagismo, impactando significativamente a morbimortalidade cardiovascular global.
Descrição clínica
A angina pectoris manifesta-se como dor ou desconforto torácico, frequentemente descrito como opressivo, queimação ou aperto, localizado retroesternalmente, podendo irradiar para o pescoço, mandíbula, ombros, braços (especialmente esquerdo) ou dorso. Os episódios são geralmente breves (2 a 10 minutos) e associados a fatores desencadeantes como exercício, estresse, frio ou refeições pesadas, com alívio pelo repouso ou uso de nitroglicerina sublingual. Sinais associados podem incluir dispneia, sudorese, náuseas e palidez. A classificação inclui angina estável (padrão crônico e previsível), angina instável (dor em repouso, de início recente ou em crescendo) e angina variante (de Prinzmetal), relacionada a espasmo coronariano.
Quadro clínico
O quadro clínico típico inclui dor torácica substernal de caráter opressivo, com duração de minutos, desencadeada por esforço e aliviada pelo repouso ou nitratos. Sintomas associados podem ser dispneia, sudorese, náuseas e fadiga. Na angina instável, a dor ocorre em repouso, é mais intensa, prolongada ou frequente, indicando instabilidade da placa aterosclerótica. Na angina variante, a dor pode acontecer em repouso, frequentemente à noite, sem relação com esforço. Exame físico pode ser normal ou revelar sinais de insuficiência cardíaca, sopros ou arritmias em casos avançados.
Complicações possíveis
Infarto agudo do miocárdio
Evolução para necrose miocárdica devido à oclusão coronariana completa.
Arritmias cardíacas
Taquiarritmias ou bradiarritmias secundárias à isquemia miocárdica.
Insuficiência cardíaca
Disfunção ventricular esquerda crônica por isquemia repetida.
Morte súbita cardíaca
Parada cardíaca devido a arritmias ventriculares malignas.
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Epidemiologia
A angina pectoris é uma das manifestações mais frequentes da doença arterial coronariana, com prevalência global estimada em 1-2% da população adulta, aumentando para mais de 10% em idosos acima de 65 anos. Incidência é maior em homens que em mulheres antes da menopausa, mas equaliza após. Fatores de risco como hipertensão, dislipidemia, diabetes e tabagismo são predominantes. No Brasil, dados do DATASUS indicam alta morbidade por DAC, com angina representando parte significativa dos atendimentos cardiovasculares.
Prognóstico
O prognóstico da angina pectoris varia conforme o subtipo e a extensão da doença arterial coronariana. Na angina estável, com manejo adequado (modificação de fatores de risco e terapia médica), a sobrevida é geralmente boa, mas o risco de eventos cardiovasculares maiores (e.g., infarto, morte) persiste. Angina instável associa-se a maior morbimortalidade, com taxa de infarto ou morte em 30 dias de até 10-15% sem intervenção. Fatores prognósticos adversos incluem idade avançada, comorbidades, extensão da doença coronariana e disfunção ventricular. Revascularização pode melhorar o prognóstico em casos selecionados.
Perguntas Frequentes
Editorial Sanarmed
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