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CID E83: Distúrbios do metabolismo de minerais

E830
Distúrbios do metabolismo do cobre
E831
Doença do metabolismo do ferro
E832
Distúrbios do metabolismo do zinco
E833
Distúrbios do metabolismo do fósforo
E834
Distúrbios do metabolismo do magnésio
E835
Distúrbios do metabolismo do cálcio
E838
Outros distúrbios do metabolismo mineral
E839
Distúrbio não especificado do metabolismo mineral

Mais informações sobre o tema:

Definição

Os transtornos do metabolismo mineral referem-se a um grupo heterogêneo de condições caracterizadas por alterações na homeostase de minerais essenciais, como cálcio, fósforo, magnésio, ferro, zinco, cobre e outros oligoelementos. Esses distúrbios podem resultar de defeitos genéticos, doenças adquiridas, desnutrição, ou interações medicamentosas, levando a disfunções sistêmicas que afetam ossos, nervos, músculos, sangue e órgãos vitais. A fisiopatologia envolve desregulação na absorção, distribuição, armazenamento ou excreção mineral, com impactos clínicos variando desde assintomáticos até condições graves como osteomalácia, tetania, anemia ou insuficiência orgânica. Epidemiologicamente, são prevalentes em populações com deficiências nutricionais, idosos, pacientes com doenças renais crônicas ou hepáticas, e em regiões com baixa ingestão dietética, representando um significativo ônus para a saúde pública global.

Descrição clínica

Os transtornos do metabolismo mineral abrangem uma ampla gama de manifestações clínicas, dependendo do mineral envolvido e da gravidade do desequilíbrio. Alterações no cálcio podem causar hipocalcemia (com tetania, parestesias, convulsões) ou hipercalcemia (com fraqueza, confusão, nefrolitíase). Distúrbios do fósforo incluem hipofosfatemia (com miopatia, raquitismo) e hiperfosfatemia (com calcificações ectópicas). Transtornos do magnésio manifestam-se como hipomagnesemia (com arritmias, tremores) ou hipermagnesemia (com depressão neuromuscular). Deficiências de ferro levam à anemia ferropriva, enquanto excessos como hemocromatose causam danos hepáticos e cardíacos. A apresentação é frequentemente insidiosa, com sintomas inespecíficos como fadiga, dor óssea ou alterações neurológicas, exigindo alta suspeita clínica para diagnóstico.

Quadro clínico

O quadro clínico é diverso: hipocalcemia apresenta-se com espasmos carpopedais, sinal de Chvostek e Trousseau, convulsões e prolongamento do intervalo QT; hipercalcemia com poliúria, polidipsia, constipação, confusão e cálculos renais. Hipofosfatemia causa fraqueza muscular, raquitismo em crianças e osteomalácia em adultos; hiperfosfatemia é frequentemente assintomática, mas pode levar a prurido e calcificações vasculares. Hipomagnesemia cursa com tremores, nistagmo, arritmias (e.g., torsades de pointes) e hipocalcemia secundária; hipermagnesemia causa hiporreflexia, paralisia flácida e depressão respiratória. Anemia ferropriva manifesta fadiga, palidez e queilite; hemocromatose com diabetes, cirrose e cardiomiopatia. Sintomas gerais incluem fadiga, dor óssea e alterações cognitivas.

Complicações possíveis

Osteoporose e fraturas

Resulta de deficiências prolongadas de cálcio e vitamina D, levando à fragilidade óssea.

Arritmias cardíacas

Hipocalcemia, hipomagnesemia ou hipercalcemia podem causar alterações no ECG e arritmias potencialmente fatais.

Insuficiência renal

Hipercalcemia ou hiperfosfatemia crônicas podem levar à nefrocalcinose e deterioração da função renal.

Comprometimento neurológico

Tetania, convulsões ou encefalopatia devido a distúrbios eletrolíticos graves.

Epidemiologia

Os transtornos do metabolismo mineral são comuns globalmente, com variações regionais. A deficiência de ferro afeta cerca de 1,2 bilhão de pessoas, sendo prevalente em mulheres em idade fértil e crianças. A deficiência de vitamina D atinge até 50% da população em regiões de baixa insolação. Hiperparatireoidismo primário tem incidência de 0,1-0,3% em adultos. Distúrbios do magnésio são frequentes em idosos e pacientes hospitalizados. Fatores de risco incluem desnutrição, envelhecimento, doenças crônicas e uso de medicamentos. No Brasil, as deficiências minerais são exacerbadas por desigualdades socioeconômicas.

Prognóstico

O prognóstico varia com a causa, tempo de diagnóstico e adesão ao tratamento. Distúrbios agudos e corrigíveis (e.g., hipomagnesemia iatrogênica) têm bom prognóstico com reposição. Condições crônicas como hemocromatose ou doenças renais podem levar a complicações irreversíveis (e.g., cirrose, cardiomiopatia) se não tratadas precocemente. Deficiências nutricionais respondem bem à suplementação, mas atrasos no diagnóstico aumentam morbidade. Em geral, o manejo adequado melhora a qualidade de vida e reduz mortalidade.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.

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