Redação Sanar
CID E78: Distúrbios do metabolismo de lipoproteínas e outras lipidemias
E780
Hipercolesterolemia pura
E781
Hipergliceridemia pura
E782
Hiperlipidemia mista
E783
Hiperquilomicronemia
E784
Outras hiperlipidemias
E785
Hiperlipidemia não especificada
E786
Deficiências de lipoproteínas
E788
Outros distúrbios do metabolismo de lipoproteínas
E789
Distúrbio não especificado do metabolismo de lipoproteínas
Mais informações sobre o tema:
Definição
Os transtornos do metabolismo dos lipídios referem-se a um grupo de condições caracterizadas por alterações nos níveis séricos de lipídios, incluindo colesterol total, lipoproteínas de baixa densidade (LDL), lipoproteínas de alta densidade (HDL) e triglicerídeos. Esses distúrbios podem ser primários, decorrentes de mutações genéticas que afetam o metabolismo lipídico, ou secundários, associados a outras doenças como diabetes mellitus, hipotireoidismo, síndrome nefrótica, ou ao uso de medicamentos como corticosteroides e antirretrovirais. A fisiopatologia envolve desregulações na síntese, catabolismo ou transporte de lipídios, levando a dislipidemias que aumentam o risco de aterosclerose, doença arterial coronariana, acidente vascular cerebral e outras complicações cardiovasculares. Epidemiologicamente, são prevalentes globalmente, com fatores de risco como dieta rica em gorduras saturadas, sedentarismo, obesidade e predisposição genética, contribuindo para sua alta incidência em populações adultas e idosas.
Descrição clínica
Os transtornos do metabolismo dos lipídios são frequentemente assintomáticos em estágios iniciais, manifestando-se clinicamente apenas através de complicações ateroscleróticas, como angina pectoris, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral ou doença arterial periférica. Em casos graves, podem apresentar xantomas (depósitos de lipídios na pele ou tendões), xantelasmas (depósitos periorbitários) ou arco corneal. A avaliação clínica deve incluir história familiar de dislipidemia ou doença cardiovascular prematura, além de fatores de risco modificáveis como tabagismo, hipertensão e diabetes.
Quadro clínico
O quadro clínico é frequentemente silencioso, com manifestações tardias como dor torácica, claudicação intermitente ou sinais de acidente vascular cerebral. Sinais físicos podem incluir xantomas tuberosos ou tendinosos, xantelasmas e arco corneal em indivíduos jovens. Em hipertrigliceridemia grave, pode ocorrer pancreatite aguda, com dor abdominal intensa, náuseas e vômitos. A avaliação deve considerar sintomas inespecíficos e história de fatores de risco cardiovasculares.
Complicações possíveis
Doença arterial coronariana
Inclui angina e infarto do miocárdio devido a aterosclerose.
Acidente vascular cerebral
Isquêmico ou hemorrágico, relacionado a doença cerebrovascular.
Doença arterial periférica
Claudicação intermitente e risco de amputação.
Pancreatite aguda
Associada a hipertrigliceridemia grave.
Xantomas e xantelasmas
Lesões cutâneas que podem causar desconforto estético.
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Epidemiologia
Prevalência global elevada, afetando até 40% da população adulta em alguns países. No Brasil, estimativas indicam que cerca de 30% dos adultos têm dislipidemia, com maior frequência em idosos, obesos e portadores de síndrome metabólica. Fatores de risco incluem dieta ocidental, sedentarismo e hereditariedade.
Prognóstico
O prognóstico depende do controle dos níveis lipídicos, adesão ao tratamento e manejo de fatores de risco. Com intervenções adequadas, é possível reduzir significativamente o risco cardiovascular, mas dislipidemias não tratadas aumentam morbimortalidade por eventos ateroscleróticos.
Perguntas Frequentes
Editorial Sanarmed
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