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CID E28: Disfunção ovariana

E280
Excesso de estrógeno
E281
Excesso de andrógenos
E282
Síndrome do ovário policístico
E283
Insuficiência ovariana primária
E288
Outra disfunção ovariana
E289
Disfunção ovariana não especificada

Mais informações sobre o tema:

Definição

Os transtornos do ovário, classificados sob o código CID-10 E28, referem-se a um grupo de condições que afetam a função ovariana, incluindo distúrbios na produção hormonal, ovulação e estrutura ovariana. Esses transtornos podem resultar em desequilíbrios endócrinos, como excesso ou deficiência de estrogênio e progesterona, impactando o ciclo menstrual, fertilidade e saúde geral da mulher. A fisiopatologia envolve disfunções no eixo hipotálamo-hipófise-ovário, que regula a secreção de gonadotrofinas (FSH e LH) e a resposta ovariana. Epidemiologicamente, são comuns em mulheres em idade reprodutiva, com prevalência variável dependendo do subtipo, como a síndrome dos ovários policísticos (SOP), que afeta aproximadamente 5-10% das mulheres. O impacto clínico inclui infertilidade, distúrbios metabólicos e aumento do risco de condições como diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares, exigindo abordagem multidisciplinar para manejo adequado.

Descrição clínica

Os transtornos do ovário manifestam-se clinicamente por alterações no ciclo menstrual (como oligomenorreia, amenorreia ou sangramento uterino anormal), sinais de hiperandrogenismo (hirsutismo, acne, alopecia), infertilidade e sintomas relacionados a desequilíbrios hormonais (como ondas de calor em casos de insuficiência ovariana). A apresentação pode variar desde formas assintomáticas até quadros graves com complicações metabólicas. A avaliação inclui história clínica detalhada, exame físico (incluindo índice de massa corporal e sinais de hiperandrogenismo) e exames complementares para confirmar o diagnóstico e excluir outras causas.

Quadro clínico

O quadro clínico dos transtornos do ovário inclui irregularidades menstruais (amenorreia, oligomenorreia ou menometrorragia), sinais de hiperandrogenismo (hirsutismo, acne severa, alopecia androgenética), infertilidade anovulatória, obesidade central, acantose nigricans (associada à resistência à insulina) e, em casos de insuficiência ovariana, sintomas de hipoestrogenismo como ondas de calor, secura vaginal e osteoporose. A apresentação pode ser insidiosa, com exacerbamento durante períodos de estresse ou ganho de peso.

Complicações possíveis

Infertilidade

Resultante da anovulação crônica, exigindo intervenções como indução da ovulação para concepção.

Síndrome metabólica

Aumento do risco de obesidade, resistência à insulina, dislipidemia e diabetes tipo 2, particularly na SOP.

Doenças cardiovasculares

Maior incidência de hipertensão, doença arterial coronariana e acidente vascular cerebral devido a alterações metabólicas.

Câncer endometrial

Risco elevado de hiperplasia e carcinoma endometrial devido à exposição crônica ao estrogênio sem oposição progestacional.

Distúrbios psicológicos

Ansiedade, depressão e baixa autoestima associados a sintomas como hirsutismo e infertilidade.

Epidemiologia

Os transtornos do ovário são prevalentes em mulheres em idade reprodutiva, com a SOP afetando 5-10% globalmente, sendo uma das principais causas de infertilidade. A insuficiência ovariana prematura ocorre em aproximadamente 1% das mulheres com menos de 40 anos. Fatores de risco incluem obesidade, história familiar e exposições ambientais. No Brasil, a SOP é comum, com estudos indicando prevalência semelhante à mundial, e impacta significativamente a saúde pública devido a suas comorbidades.

Prognóstico

O prognóstico dos transtornos do ovário varia conforme o subtipo e a adesão ao tratamento. Na SOP, o manejo adequado pode melhorar a fertilidade e reduzir riscos metabólicos, mas a condição é crônica e requer monitoramento a longo prazo. Na insuficiência ovariana prematura, a infertilidade é frequentemente irreversível, mas a terapia hormonal pode aliviar sintomas e prevenir complicações como osteoporose. Com intervenções precoces, a qualidade de vida pode ser mantida, embora o risco de comorbidades persista.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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