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CID E27: Outros transtornos da glândula supra-renal

E270
Outros excessos de atividade adrenocortical
E271
Insuficiência adrenocortical primária
E272
Crise addisoniana
E273
Insuficiência adrenocortical induzida por drogas
E274
Outras insuficiências adrenocorticais e as não especificadas
E275
Hiperfunção adrenomedular
E278
Outros transtornos especificados da supra-renal
E279
Transtorno não especificado da supra-renal

Mais informações sobre o tema:

Definição

A categoria E27 da CID-10 engloba uma variedade de transtornos da glândula suprarrenal que não se enquadram em classificações específicas como insuficiência adrenal primária (E27.1) ou hiperfunção adrenal (E24). Esses transtornos podem envolver disfunções na produção de hormônios corticosteroides, mineralocorticoides ou androgênios, resultando em desequilíbrios metabólicos, eletrolíticos e endócrinos. A glândula suprarrenal, composta pelo córtex e medula, desempenha papéis críticos na resposta ao estresse, regulação da pressão arterial, metabolismo de carboidratos e proteínas, e desenvolvimento de características sexuais secundárias. Distúrbios nesta categoria frequentemente apresentam manifestações clínicas inespecíficas, como fadiga, alterações de peso, hipertensão ou hipotensão, e exigem avaliação laboratorial detalhada para confirmação diagnóstica. Epidemiologicamente, são condições relativamente raras, com prevalência variável dependendo da etiologia subjacente, como doenças autoimunes, infecciosas, neoplásicas ou iatrogênicas, afetando ambos os sexos e todas as faixas etárias, embora alguns subtipos possuam predileção por grupos específicos.

Descrição clínica

Os transtornos classificados em E27 caracterizam-se por uma ampla gama de manifestações clínicas decorrentes da disfunção adrenal, podendo incluir sintomas de hipofunção (como astenia, hipotensão ortostática, hiperpigmentação cutânea em casos de insuficiência crônica) ou hiperfunção (como hipertensão, hipocalemia, e sinais de excesso de androgênios). A apresentação pode ser aguda, como na crise adrenal, com colapso cardiovascular, ou crônica, com progressão insidiosa de sintomas. A heterogeneidade clínica reflete a diversidade de patologias englobadas, desde distúrbios congênitos até adquiridos, com impacto significativo na qualidade de vida e risco de complicações graves se não tratados adequadamente.

Quadro clínico

O quadro clínico é variável, dependendo do hormônio afetado. Na hipofunção, sintomas incluem fadiga intensa, perda de peso, anorexia, náuseas, dor abdominal, hipotensão, síncope, e em casos crônicos, hiperpigmentação mucocutânea. Na hiperfunção, podem ocorrer hipertensão arterial resistente, fraqueza muscular por hipocalemia, edema, e sinais de hiperandrogenismo (hirsutismo, acne, alteração do ciclo menstrual). Crises adrenais agudas manifestam-se com choque, febre, desidratação e confusão mental. Sintomas psiquiátricos, como depressão ou irritabilidade, também são comuns devido às flutuações hormonais.

Complicações possíveis

Crise adrenal aguda

Estado de choque hipotensivo com hipoglicemia, desidratação e risco de morte, desencadeado por estresse, infecção ou interrupção de terapia.

Distúrbios eletrolíticos graves

Hiponatremia e hipercalemia podem levar a arritmias cardíacas, fraqueza muscular e parada cardiorrespiratória.

Osteoporose e fraturas

Em casos de excesso crônico de cortisol ou deficiência androgênica, há aumento do risco de perda óssea e fraturas.

Complicações cardiovasculares

Hipertensão mal controlada ou hipotensão persistente podem resultar em insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral ou doença arterial coronariana.

Epidemiologia

A prevalência de transtornos adrenais não específicos (E27) é baixa, estimada em cerca de 1-2 casos por 100.000 habitantes, com incidência variável por região e etiologia. A insuficiência adrenal autoimune é mais comum em mulheres e em países desenvolvidos, enquanto formas infecciosas predominam em áreas endêmicas para tuberculose. A idade de apresentação é ampla, desde a infância (em formas congênitas) até a idade adulta, com pico entre 30-50 anos. Fatores de risco incluem história familiar, doenças autoimunes, e uso crônico de corticosteroides.

Prognóstico

O prognóstico dos transtornos em E27 é geralmente bom com diagnóstico precoce e tratamento adequado, mas varia conforme a etiologia e adesão terapêutica. Pacientes com insuficiência adrenal bem manejada têm expectativa de vida próxima do normal, embora requeiram monitorização vitalícia. Crises adrenais não tratadas são fatais em até 50% dos casos. Transtornos neoplásicos podem ter prognóstico reservado dependendo da malignidade. Seguimento regular é essencial para ajuste de medicação e prevenção de complicações.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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