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CID E21: Hiperparatireoidismo e outros transtornos da glândula paratireóide

E210
Hiperparatireoidismo primário
E211
Hiperparatireoidismo secundário não classificado em outra parte
E212
Outro hiperparatireoidismo
E213
Hiperparatireoidismo não especificado
E214
Outros transtornos especificados da glândula paratireóide
E215
Transtorno não especificado da glândula paratireóide

Mais informações sobre o tema:

Definição

O hiperparatireoidismo é uma condição clínica caracterizada pela secreção excessiva de paratormônio (PTH) pelas glândulas paratireoides, resultando em distúrbios no metabolismo do cálcio e fósforo. Pode ser classificado em primário, secundário ou terciário, com o primário sendo o mais comum, frequentemente associado a adenomas paratireoidianos, hiperplasia ou, raramente, carcinoma. O secundário ocorre como resposta a estados de hipocalcemia crônica, como na doença renal crônica, enquanto o terciário surge de hiperplasia autônoma após estímulo prolongado. A fisiopatologia envolve aumento da reabsorção óssea, absorção intestinal de cálcio e reabsorção tubular renal de cálcio, levando a hipercalcemia. Epidemiologicamente, o hiperparatireoidismo primário tem incidência de aproximadamente 25-30 casos por 100.000 pessoas/ano, com predomínio em mulheres pós-menopausa, e impacta significativamente a qualidade de vida devido a complicações como osteoporose, nefrolitíase e disfunções neuromusculares.

Descrição clínica

O hiperparatireoidismo pode ser assintomático ou apresentar sintomas relacionados à hipercalcemia e aumento do turnover ósseo. Manifestações comuns incluem fadiga, fraqueza muscular, dor óssea, poliúria, polidipsia, constipação, náuseas, vômitos, alterações neuropsiquiátricas (como depressão e confusão), e complicações renais como nefrolitíase. No exame físico, pode-se observar hipertensão, deformidades ósseas em casos avançados, e sinais de hiporreflexia. A progressão da doença pode levar a osteíte fibrosa cística, caracterizada por lesões líticas ósseas.

Quadro clínico

Pacientes podem apresentar sintomas inespecíficos como fadiga, fraqueza, anorexia e perda de peso. Sintomas específicos incluem dor óssea e articular, fraturas patológicas, nefrolitíase com cólica renal, poliúria, polidipsia, constipação, úlcera péptica, pancreatite, e manifestações neuropsiquiátricas como letargia, depressão e comprometimento cognitivo. Em casos graves, a hipercalcemia aguda pode levar a crise hipercalcêmica, com desidratação, insuficiência renal e arritmias cardíacas.

Complicações possíveis

Osteoporose e fraturas

Perda acelerada de massa óssea devido ao aumento da reabsorção, levando a maior risco de fraturas.

Nefrolitíase

Formação de cálculos renais por hipercalciúria, podendo causar obstrução e insuficiência renal.

Insuficiência renal crônica

Dano renal progressivo devido a nefrocalcinose ou nefrolitíase recorrente.

Pancreatite aguda

Complicação rara da hipercalcemia grave, com inflamação pancreática.

Crise hipercalcêmica

Emergência médica com desidratação, alteração do estado mental, e risco de arritmias cardíacas.

Epidemiologia

O hiperparatireoidismo primário tem incidência anual de 25-30 por 100.000, com prevalência aumentada em mulheres (3:1) e pico de incidência entre 50-60 anos. Fatores de risco incluem história familiar, exposição à radiação, e síndromes genéticas como MEN. O hiperparatireoidismo secundário é comum em pacientes com doença renal crônica, afetando até 50% dos indivíduos em diálise. No Brasil, dados do DATASUS mostram tendência de aumento de diagnósticos devido à maior disponibilidade de exames laboratoriais.

Prognóstico

O prognóstico do hiperparatireoidismo primário é geralmente bom com tratamento adequado, especialmente após paratireoidectomia, que normaliza a calcemia em mais de 95% dos casos. Pacientes assintomáticos podem ser monitorados sem intervenção, mas o risco de complicações a longo prazo, como fraturas e doença renal, justifica avaliação regular. No hiperparatireoidismo secundário, o prognóstico depende do controle da doença de base, como a doença renal crônica, e pode envolver maior morbidade se não tratado.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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